Oficina de break no Pq Cocaia

Break no Parque Cocaia

É só chegar!

Cracolândia, higienização social e especulação imobiliária

O que revela e o que esconde a repressão aos usários de crack – Parte II

Outra coisa absurda que a mídia e o “poder público” estão fazendo em sua “caçada aos usuários de crack” é ignorar toda a problemática que envolve a questão do consumo  e do tráfico de drogas; quando se fala sobre a facilidade de se conseguir a “pedra”, fica parecendo que o problema é a biqueira (que, diga-se de passagem, é uma das poucas alternativas de emprego a tantos jovens pobres, e talvez a única que não tenha uma remuneração miserável), como se a venda no varejo, numa “lojinha”, não fosse apenas a ponta de um enorme sistema internacional extremamente lucrativo, que envolve grandes bancos, grandes empresários, políticos, juízes, policiais, etc., etc., de tal forma que não existe interesse em desmontá-lo; basta procurar um bode expiatório e fazer discursos moralistas contra o consumo e o tráfico de drogas.

No caso dos usuários, o fundamental é considerar como esse sistema social miserável em que vivemos, que nos condena a sofrer diversas privações, violências, humilhações, e a não encontrar sentido e realização em nossa existência, leva tantos a recorrer às drogas. Junto com isso, precisamos perceber os dependentes químicos como iguais, membros da nossa classe, que em sua maioria encontrou muito sofrimento e portas fechadas ao longo da vida. Aliás, muito deles são pessoas que foram lançadas à rua depois dos despejos, que se multiplicam pela cidade de São Paulo; são pessoas que foram mentirosamente acusadas de invasores, de destruidores do meio ambiente, e de outras coisas do gênero, que tiveram suas casas derrubadas, e que não receberam qualquer alternativa habitacional (já que não existe no município política habitacional digna desse nome). Com esses despejos, as empreiteiras ganham rios de dinheiro, e a região toda se valoriza, para benefício do mercado imobiliário; não é à toa que as empreiterias e as imobiliárias estão entre os principais financiadores de campanhas eleitorais…

Agora, independentemente de como chegaram ao vício, os usuários, que podiam ser cada um de nós, precisam de tratamento, de solidariedade, e não de pancada e confinamento compulsório. As torturas às quais estão sendo submetidos os dependentes do crack podem levá-los, ao contrário, a se aprofundar no vício e a tomar medidas extremas. E parece que é justamente isso que procuram as ditas “autoridades”: que algum usuário cometa um crime bárbaro, e assim, legitime todas as atrocidades que os governantes têm promovido, e crie a imagem de que estes são grandes defensores da “segurança pública”.

No caso da invasão da Cracolândia pela polícia, assim como no caso da ocupação da USP pela PM, e em muitos outros, ganha repercussão algo que é evidente nas quebradas: que a questão social e política é cada vez mais tida como caso de polícia, e que a presença e o poder da polícia têm aumentado muito. Com particular força no Estado e na cidade de São Paulo, os PMs estão colonizando a burocracia estatal, e a sociedade se militariza; um dos efeitos mais importantes disso é a crescente criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, e a proliferação de políticas higienistas.

[Adendo de última hora - Da redação deste texto na semana passada, para hoje, ele ganhou mais uma comprovação, ao mesmo tempo em que se tornou mais impotente. O despejo da comunidade do Pinheirinho faz com que essas linhas se tornem ainda mais amenas diante dos massacres promovidos pelas elites, por meio do Estado. Não é possível qualificar a covardia e a violência que são empregadas cotidianamente contra vastas parcelas da classe trabalhadora, e sobretudo contra aquelas organizadas em luta. O Pinheirinho desponta assim como demonstração da verdadeira face da polícia, da "justiça", e do Estado, mas também como exemplo de resistência que, cedo ou tarde, por meio dos esforços de diversas organizações, irá se espalhar].

Apesar das declarações absurdas dos burocratas da Prefeitura, é consenso que desocupar a Cracolândia não vai resolver nada, e como era de se esperar, todo dia a mídia noticia a criação de novas “cracolândias” espalhadas pela cidade. Então, além da pirotecnia e do marketing, percebe-se que existe outro motivo para a ação da polícia, que é o de atender aos interesses da especulação imobiliária, pois existem grandes projetos urbanísticos para as áreas onde se concentram os usuários de crack, já que são áreas centrais com enormes potenciais de valorização. Mas, para isso, é preciso que elas estejam “livres” de moradores de rua e de usuários de droga. E tome prisões, espancamentos, atropelamentos, tiros de bala de borracha, gás lacrimogênio, racismo, e por aí vai.

Que belo início de ano… 

A luta continua no Pinheirinho

O dia seguinte no Pinheirinho

De um lado, um ricaço pilantra (redundância) – tão pilantra que está proibido de entrar em 14 países e chegou a ser preso aqui, na tal Operação Satiagraha -, querendo de volta um terreno enorme, de mais de 1 milhão e 300 metros quadrados, que durante décadas serviu apenas para a especulação imobiliária, acumulando uma dívida de mais de 15 milhões de reais só de IPTU.

Desse mesmo lado, uma corja de juízes e políticos (redundância), sempre prontos a defender a propriedade privada e os lucros, e sempre sedendos por sangue e por dar vazão ao seu ódio contra a população pobre, sobretudo contra a população pobre que luta contra as opressões que sofre.

Do outro lado, milhares de pessoas convencidas de que “se morar é privilégio, ocupar é um direito”, organizadas em movimento no interior de um bairro construído por elas mesmas, com muito esforço. Tendo necessidade de um lugar para morar em condições dignas, essas pessoas enfrentaram todo tipo de preconceito e de repressão, e converteram aquele enorme terreno abandonado num espaço cheio de vida e de esperança.

Ontem, ignorando os acordos, as negociações, os protestos de inúmeras organizações, e mesmo uma decisão judicial, os abutres do Estado reuníram 2 mil poiciais para destruir a Ocupação do Pinheirinho, que resistia há 8 anos. A cidade de São José dos Campos foi sitiada, as comunicações cortadas, celulares foram apreendidos, e a dificuldade em circular informações sobre o que ocorria foi agravada pela blindagem que a grande mídia promove, omitindo ou distorcendo os fatos, de modo a criminalizar as vítimas e apoiar as barbaridades cometidas em nome do Deus dinheiro.

Com extrema violência e covardia, os fascínoras da PM conseguiram despejar os moradores, pegos de surpresa. Várias pessoas foram presas, outras tantas foram feridas, e algumas inclusive assassinadas. Condenadas à morte, ao espancamento, à prisão e à tortura, sem julgamento, por não baixarem à cabeça diante das injustiças e da desigualdade.

As milhares de pessoas forçadas a abandonar suas casas, deixando todos os seus pertences, foram mandadas para abrigos improvisados, sem infra-estrutura, sem atendimento médico, sem leite para as crianças, em 

Sim, os próximos dias serão de luto para tod@s aquel@s que lutam. Mas luto não significa reclusão, e as lágrimas e o ódio contra as atrocidades que foram cometidas contra @s companheir@s do Pinheirinho serão combustível para as tantas lutas que serão travadas por todo o Brasil, como foi o travamento da Avenida Paulista ontem no final da tarde, e diversos atos previstos para hoje (veja aqui).

Pinheirinho Resiste! Somos tod@s Pinheirinho!

Veja aqui o link para um vídeo feito pelo PassaPalavra.

Extremo Sul é Pinheirinho

Pinheirinho no Grajaú 

Diante da ação truculenta da PM e do governo para despejar o povo da ocupação Pinheirinho em São José dos Campos, temos poucas maneiras de expressar nossa revolta e nossa solidariedade. Estamos de luto. E junto com o coro de camaradas lutador@s, somos todos Pinheirinho.

Faixas produzidas no Sarau de hoje, no Jd. Lucélia


Parem o Massacre no Pinheirinho

A PM está matando no Pinheirinho

Fora o uso de cassetetes, bombas de gás, sprays de pimenta, a PM está usando armas de fogo contra os moradores do Pinheirinho, e as notícias que chegam é que já assassinaram pelo menos 7 pessoas. O número de feridos é muito maior, entre adultos, crianças e idosos.

O banho de sangue era enunciado, e na verdade foi buscado pela PM e seus mandantes. PAREM O MASSACRE!

Despejo do Pinheirinho

Estão despejando o Pinheirinho!

Nesta manhã, a PM começou o despejo da ocupação do Pinheirinho, apesar de ter saído uma liminar na justiça que suspendeu a reintegração de posse. A polícia está usando helicópteros para lançar gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os moradores, e com a mesma truculência está realizando a invasão por terra.

Apesar de terem sido pegos de surpresa, os moradores do Pinheirinho estão resistindo, e existem diversos pontos de confronto.  

Essa tentativa de despejo revela mais uma vez que a covardia dos governantes, dos juízes, e da PM não tem limites, e que o único compromisso do Estado é com os abutres endinheirados de todas as espécies. Em contraste com essa covardia, temos a dignidade d@s lutador@s que resistem no Pinheirinho!

Sarau no Jd. Lucélia

Cinema na Rua

Vai ser as 5 da tarde e não mais as 7!!! Mudamos a hora porque se a chuva chegar teremos um salão bem na frente para nos acolher.

Suspensa a reintegração

Estado volta atrás e suspende a reintegração de posse

Graças à resistência d@s moradores da ocupação do Pinheirinho, uma decisão judicial suspendeu a reintegração de posse, prevista para esta madrugada. Parabéns aos companheiros e companheiras, pelo exemplo de luta! Vida longa à ocupação do Pinheirinho!

Solidariedade de classe

Despejo da ocupação Pinheirinho

 Mais uma vez, o Estado sanguinário mobiliza seus cães de guarda para reprimir violentamente diversos trabalhadores e trabalhadoras organizados numa ocupação de um latifúndio urbano ocioso, onde moram desde 2004. Apesar do imenso déficit habitacional, e dos despejos em massa que estão em curso, espalhando a precariedade da situação de moradia e aumentando a população de rua, e apesar de saber que os moradores do Pinheirinho irão resistir à reintegração de posse (veja aqui), os governantes, os juízes, os proprietários e a polícia não arredam pé.

Hoje panfletos da Polícia Militar foram lançados de helicóptero pela comunidade e arredores, dizendo que os moradores do Pinheirinho devem baixar a cabeça e sair sem resistir e brigar, “para evitar desconforto”. Sabemos o que isso quer dizer: mais uma ação truculenta será comandada pela PM contra o povo que luta pelo que é seu direito.

O derramamento de sangue é iminente, e talvez seja isso que os opressores estão buscando, no intuito de dar um exemplo de conformismo à classe trabalhadora. Ao contrário, independente do que ocorrerá nos próximos dias, são os lutadores e lutadoras dessa ocupação que estão dando uma lição de resistência, que será multiplicada.

Solidariedade a todos os guerreiros e guerreiras da Ocupação Pinheirinho!!! Contra a reintegração de posse e ao despejo!

Cracolândia, higienização social e especulação imobiliária

O que revela e o que esconde a repressão aos usários de crack – Parte I

No Brasil, as desigualdades e os antagonismos sociais saltam à vista de quem quiser ver, mas quanto mais acirrados os conflitos, mais se tenta dissimulá-los, e mais se produzem  inimigos de ocasião, para quem devemos canalizar o ódio e o sadismo que as desigualdades e os antagonismos produzem.

A questão dos usuários de crack em São Paulo, ou da “caça” a esses usuários na Cracolândia é em parte um caso desses, e olhando bem para ela, dá para entender muito sobre a atual conjuntura. Mas é uma discussão realmente muito difícil, e por isso a gente resolveu tatear ela num texto mais longo, e mesmo assim tão insuficiente.

Quando o consumo do crack estava restrito aos pobres, quase não se falava nisso; agora que o número de usuários está subindo às alturas, e que pipocam os casos de dependentes do crack entre a classe média e as elites, é que o tema foi trazido à tona. Mas de que maneira isso acontece? Via de regra, como caso de polícia, como repressão, como violência, como discriminação. A não ser no caso daqueles que têm grana; daí é uma questão de saúde “pública”, e existem clínicas particulares de sobra para recebê-los.

A maioria dos usuários, ao contrário, é “nóia”, e mesmo sem querer, rotulando as pessoas assim, muitas vezes a gente acaba “matando” antecipadamente elas, considerando elas inferiores, sub-humanas, mortos-vivos que deveriam simplesmente desaparecer.

De fato, o crack destrói o usuário, de um modo rápido e profundo, mas da mesma forma que qualquer um de nós já viu um camarada, de uma hora para outra, se afundar na droga (e devemos lembrar que ainda hoje é o álcool que mais destrói as pessoas nas nossas quebradas), quem nunca viu alguém se reerguer? Essa idéia de que a “pedra” é um caminho sem volta é um mito, que justifica o descaso e a quase inexistência de estruturas gratuitas para o tratamento dos dependentes químicos. A cura da dependência é extremamente difícil, mas apesar da falta de preocupação com ela, são muitos os tratamentos bem-sucedidos, e não estamos lembrando aqui só dos que envolvem a evangelização, nas estruturas das igrejas pentecostais (que apesar de poucas quando comparadas ao número de dependentes químicos, são hoje os principais espaços de tratamento para usuários de crack). Mesmo no sistema público de saúde, que não tem capacidade para atender nem uma pequena fração dos usuários, e com toda a sua precariedade, a duras penas funcionários comprometidos conseguem realizar algumas experiências importantes, articulando alimentação, prática de esportes, psicanálise, entre outras coisas.

Mas junto com a discriminação, se cultiva também o medo; o “nóia” é tido como uma grande ameaça à segurança pública, “é incontrolável, capaz de cometer todo tipo de barbaridade”. Assim, juntando as pontas, sendo uma coisa sub-humana e um perigo à sociedade, polícia neles! Chegamos então à tal “operação” na Cracolândia, o “Plano de Ação Integrada Centro Legal”, que de tão “integrada”, o prefeito Kassab disse que não sabia de seu início (!!!), o qual se deu, obviamente, na forma de uma operação policial. Segundo a ilustríssima vice-prefeita da cidade de São Paulo, que acumula o cargo de secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, a idéia era produzir, nas palavras dela, “dor e sofrimento” aos usuários de crack, porque, na cabeça dessa e de outros imbecis sádicos, herdeiros dos “sanitaristas” de séculos passados, com isso, os usuários seriam levados a procurar tratamento. A coisa é tão absurda e cínica, que a tal operação da polícia foi feita antes de estar pronto o tal “Complexo Prates”, destinado a receber os usuários (e que deve ser inaugurado no mês que vem sem o atendimento especializado de saúde), e todo mundo sabe que os hospitais e outras instituições públicas de saúde não possuem estruturas para receber os viciados em crack, mesmo se a estratégia do Estado fosse bem-sucedida, o que evidentemente não aconteceu, nem vai acontecer.

Resistência e enfrentamento

Força à Ocupação Pinheirinho

Com um grande protesto, moradores da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos, marcam mais um momento de resistência em seu longo processo de luta. A ocupação, que existe desde 2004, e onde vivem em torno de 1.600 famílias, sofreu um mandato de reintegração de posse no final do ano passado, sem a definição de uma data para sua realização. Na madrugada do dia 5 deste mês, um grande contingente policial invadiu a comunidade, com a justificativa de que estavam fazendo “buscas”. Com isso, o medo de uma ação maior e mais violenta para a realização do despejo despertou a necessidade protestar contra tal situação.

Com a grande mobilização de hoje, a comunidade afirmou que vai enfrentar a PM e resistir ao despejo até o fim.

Se morar é um direito, ocupar é um dever! 

Mais um ano de eleições

Haja paciência…

Num vídeo que fizemos há tempos, denunciando o risco de desabamento de umas casas no Jd. Lucélia, causado por uma obra mal-feita da Prefeitura, uma senhora falava como sentia que ia morrer de raiva toda vez que se via forçada a sair de casa para votar nas eleições. Com certeza esse é um sentimento compartilhado por muitos de nós, que, neste ano, uma vez mais teremos nossa fé testada por politiqueiros que de tempos em tempos surgem em nossas comunidades fazendo promessas e pedindo votos.

Hoje já ficou claro que as eleições são ganhas por quem investe mais dinheiro nas campanhas, e como são as grandes empresas que as financiam, a imensa maioria dos políticos é lacaia dessas empresas, que controlam o Estado (como diz o ditado, “quem paga a banda escolhe a música”). É por isso que apertar um botão de uma urna, de 2 em 2 anos, não vai resolver nossos problemas, como num passe de mágica. O nosso caminho é muito mais difícil, e para avançar nele é preciso muito empenho de cada um de nós. Não podemos esperar por um líder ou um salvador que supostamente tem as respostas; ou encontramos essas respostas juntos, assumindo nossas responsabilidades, ou o melhor é cair no conto da carrochinha (ou na lábia do candidato).

Mais um ano de trânsito infernal

Uma mensagem de esperança

Toda virada de ano é a mesma coisa: na televisão, na internet, nos anúncios, tudo martelando mensagens de esperança (sempre misturadas com estímulos ao consumo e ao conformismo). Para ficarmos apenas em um exemplo, como a gente pode se encher de esperança, sabendo que todo dia, indo e voltando do serviço, vai ter um baita trânsito na Belmira? E que vamos ter que enfrentar um terminal Grajaú cada vez mais abarrotado, e perder horas diárias no busão e no trem lotados, ouvindo os irritantes informes de que os trens estão circulando com velocidade reduzida e maior intervalo entre as estações…

A televisão não diz, mas esperança mesmo a gente só vai ter transformando o desânimo e a caseira em revolta, e se juntando para mudar as coisas. Quando a gente deixar de aceitar toda essa humilhação que sofremos enquanto os políticos e os empresários se lambuzam, e passarmos a protestar, a abrir as catracas, a sabotar o sistema de transporte, que de “público” não tem nada, aí sim a gente poderá ter esperança.

Vamos passar mais um ano jogando nosso tempo e nossa saúde fora, que nem sardinhas enlatadas, ou vamos nos organizar?

Luta contra as torturas na Fundação Casa/FEBEM

Cai diretora da Fundação Casa/FEBEM

Há algumas semanas, os esforços dos internos, de familiares e de militantes dedicados a combater as atrocidades do sistema prisional – que inclui a Fundação Casa/FEBEM – resultaram na demissão da diretora da Unidade Jatobá (UI28). Nos últimos meses, os internos conseguiram superar os muros e as coações e denunciar torturas,  humilhações e outras formas de maus-tratos que vinham sofrendo.

É certo que os problemas da Fundação Casa/FEBEM não se resumem a algum tipo de “má índole” de seus gestores, e que a troca de direção não atinge as questões estruturais que fazem da “justiça” e dos sistemas penal e prisional algo tão abominável (e que nada serve para conter a “criminalidade”, que é o que, em tese, justifica sua existência). Apesar disso, que essa importante luta sirva para coibir a faceta mais absurda desses sistemas – a violência física direta e as torturas -, e para fortalecer a resistência popular contra eles.