Sexta Feira de luta e organização em MARSILAC

1545604_287879454708304_5376093901387055296_nNessa ultima sexta feira (11/04), o povo da Ponte Seca, Ponte Alta e do Mambu, no Distrito de Marsilac, Extremo sul de São Paulo, mostrou que as pessoas que residem nesses bairros não estão para brincadeira. Elas se uniram e fizeram uma Linha Popular, realizando o transporte gratuito de muitos moradores que sem ela andariam 14 km para chegar à Unidade de Saúde (UBS).

Cansados de tanta enrolação do poder publico para implantar duas10151165_287879461374970_2963443503469591837_n linhas (Mambu-Marsilca e Reserva-Embura), reivindicação antiga na região, organizaram um ato alugando uma Van para realizar o trajeto Mambu-Marsilac com tarifa zero. Essa iniciativa tem o objetivo de provar que a implantação da linha é possível e que os moradores não aguentam mais tanto descaso do poder publico, que nunca atende essa importante reivindicação.

Todo Poder ao Povo!

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Linha Popular no Marsilac

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Cooperativa de Costura do Jardim da União

Ocupar, Resistir e Produzir

coopUm duro conhecimento que adquirimos no dia a dia, e que muitas vezes tentamos ignorar, para não cairmos no desalento, é que não somos senhores da nossa própria existência. Que influência a gente tem em relação a coisas tão importantes de nossa vida, como o tipo de educação que nossos filhos recebem, ou o tipo de atendimento médico que recebemos quando estamos doentes?

Deixamos tantas coisas sob o controle das empresas e do Estado, e qual é o resultado? Uma escola que mais parece uma prisão, um hospital que mais parece um matadouro, um sistema de transporte que nos massacra, um emprego que nos escraviza, e por aí vai.

Estamos aprendendo que se quisermos nos libertar dessa imensa teia de opressões, a luta pela moradia deve se desdobrar em várias outras. Os muros e cercas que protegem imensidões de terras abandonadas e nos impedem de ter acesso a uma moradia digna são semelhantes aos que nos acorrentam à batalha cotidiana pela sobrevivência, ao trabalho árduo, à submissão, e à insegurança sobre o dia de amanhã.

Para nós, a luta pela moradia significa acabar com o império das empreiteiras e do lucro, tomando em nossas mãos a responsabilidade pela produção de nossas casas e das nossasentrada comunidades, como uma tarefa coletiva. E como uma comunidade não é feita apenas de casas, temos nos esforçado para encarar vários outros desafios, ainda que de modo muito humilde e modesto. Um deles é a questão da geração de renda, e nesse sentido um conjunto de pessoas estão se esforçando bastante para consolidar nossa Cooperativa de Costura, um espaço de trabalho auto-organizado, sem patrão, onde todos ganham igual, de acordo com as horas trabalhadas, e onde todos são responsáveis pelo planejamento e pela tomada de decisões.

periferia lutaDiversos produtos como toalhas, bolsas, camisetas já estão à venda, e a Cooperativa está recebendo encomendas. Todo apoio a essa iniciativa é muito bem-vindo. Confiram a página da Cooperativa de Costura no facebook (aqui), e ajudem a divulga-la! Todo Poder ao Povo!

 

Ditadura ontem e hoje

 A luta do povo e a ditadura

Nos últimos dias, o tema da ditadura militar foi muito discutido nos grandes meios de comunicação, mas muitas coisas importantes foram distorcidas ou omitidas. Houve quem defendesse o regime militar, mas na maioria dos casos as manifestações eram de crítica à truculência e ao autoritarismo dos militares, e se repudiou a censura, a tortura, as mortes, e o desaparecimento daqueles que se opunham à ditadura.

Ditadura-Militar-PinochetIsso é positivo, e em grande medida é resultado dos esforços de familiares das vítimas dos militares e de organizações políticas que lutam pelo chamado “direito à memória e à verdade”. Ocorre que nos grandes meios de comunicação o sentido geral da discussão é sempre o de justificar a ditadura como resposta à “ameaça socialista”, de apresentá-la como algo do passado, e de exaltar o triunfo da “democracia”. Em oposição  a isso, algumas coisas devem ser ditas:

1) A não ser em algumas cabeças delirantes, não havia possibilidade de um “golpe” de esquerda no Brasil, e muitos menos de uma revolução socialista. Com os governos Jânio Quadros e João Goulart,images parcelas das elites perderam temporariamente o controle direto sobre o executivo federal, e houve a possibilidade de implementação de políticas que significariam um freio à concentração de renda e de propriedade. Além disso, pela orientação nacional-desenvolvimentista desses governos, o capital internacional e os imperialistas norte-americanos temiam que seus interesses fossem afetados.

Sendo as elites nacionais extremamente truculentas e vorazes, e conectadas ao capital internacional, o reformismo de esquerda foi suficiente para precipitar o golpe.

images (1)2) Nesse sentido, o golpe não foi nem meramente militar, e nem meramente nacional. Sem o aporte de grandes empresas nacionais e internacionais, sem a tutela norte-americana, e sem o apoio de parcelas da população, a ditadura não teria sido instaurada, e não duraria o tanto que durou.

3) Os grandes vencidos da ditadura permanecessem esquecidos: inúmeros militantes populares foram torturados, mortos e desaparecidos, por vezes massacrados junto com suas famílias. E mesmo quando seus familiares e amigos sobreviveram, eles não dispunham – e continuam sem dispor – de meios de denunciar e de investigar as mortes e as torturas. A história que é contada é a história dos vencedores, e de modo geral, apenas as parcelas dissidentes das elites e da classe média dispõem de recursos para lembrar de seus mortos.

Além disso, como de costume, as parcelas mais pobres da população,Cela-600x380 e particularmente os negros e os indígenas foram maciçamente atacadas. “Vadiagem”, “alcoolismo”, “pederastia”, “desobediência”, “distúrbio da ordem”, “furtos”, entre outras acusações foram motivo para prisões, torturas e assassinatos em massa. E quem escuta falar, por exemplo, nas cadeias e nos campos de concentração indígenas que se multiplicaram durante a ditadura? (ver, por exemplo, aqui, aqui, aqui e aqui).

4) Não houve qualquer acerto de contas com a longa tradição de ditaduras brasileiras. É por isso que sob a chamada “democracia” a tortura, os assassinatos e os desaparecimentos resultantes da atuação das forças repressivas do Estado se generalizaram, tendo images (2)como alvo principal as mesmas parcelas da população massacradas sob o regime militar. As vítimas contam-se aos milhares, sob governos encabeçados por antigos rivais dos militares, incluindo ex-guerrilheiros brutalmente torturados. Enfim, o Estado autoritário é tão poderoso que consegue  incorporar boa parte de seus opositores (e aqueles que não se vendem e não se submetem costumam ser aniquilados).

5) O poder dos grandes meios de comunicação, que constituíram um dos pilares do regime militar, é hoje tão grande e crescente que vigora na prática uma pesada censura. E os censores, que não deixam1010344_437475736388132_1027664314_n passar uma vírgula que não esteja de acordo com os interesses das elites, não são mais uma comissão de militares desmiolados, mas sim os próprios dirigentes dos grandes jornais e redes de televisão.

Quem luta sente tudo isso na pele, vendo ignorados seus gritos ou distorcidas as suas reivindicações; sofrendo com todo tipo de perseguição, discriminação e criminalização.

Enfim, as atrocidades da ditadura militar se reproduzem, aprimoradas e generalizadas, sob a “democracia”. A liberdade de 50 anos ditaduraexpressão, a liberdade de manifestação, a igualdade perante a lei, o direito de voto, tudo aquilo que é cinicamente louvado pelos políticos e pela mídia não passa de uma grande mentira, um véu que toscamente procura esconder uma enorme rede de opressões, de desigualdade, de exploração, contra a população trabalhadora.

A crítica à ditadura deve servir para iluminar e enriquecer a crítica à chamada “democracia”, fortalecendo as bases de uma prática emancipadora. Do contrário, ela joga um papel conservador que só reforça o autoritarismo e a violência próprios dessa sociedade doente em que vivemos. 

 

 

 

Atividades abertas no Jardim da União

Construindo o Poder Popular

A Ocupação Jardim da União está realizando diversas atividades abertas aos moradores dos bairros vizinhos. Não queremos apenas construir as nossas moradias, mas também produzir a nossa cultura, a nossa educação, a nossa comunicação, assumindo o controle sobre o nosso destino.

E como não poderia deixar de ser, tudo isso sem ONG, sem patrões, e sem rabo preso com políticos ou empresários! Confira algumas dessas atividades aí embaixo, e participe dessa luta! 

Todo Poder ao Povo!

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4 anos de Rede Extremo Sul

No início deste ano, a Rede de Comunidades do Extremo Sul comemora 4 anos de existência. Em breve realizaremos um encontro de comemoração e refleção sobre os rumos de nossa caminhada. 

Todo poder ao POVO! Periferia Luta!

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Imagens da Luta de Cada Dia

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alfabetizacaoMutirões de energia, de água e de limpeza, trabalho na roça, aula de alfabetização, atividades com as crianças, aula de capoeira, escolinha de futebol, aula de espanhol, formação sobre a “luta da moradia ontem emulheres 1 hoje”, encontro “mulheres na luta”, samba com o grupo Sambadela e com a participação das companheiras e dos companheiras da Cooperativa de Catadoras da Granja, apresentação dos princípios políticos das mulheres docontação Jardim da União… Essas e outras atividades marcaram o final de semana no Jardim da União, num exercício cotidiano de construção do poder popular. Todo Poder ao Povo!

principios das mulheres

Encontro Mulheres na Luta

Lutadoras de todos os dias

ENCONTRO MULHERES 2 A forma de luta das ocupações, além de afirmar a urgência de uma das necessidades mais básicas de qualquer pessoa  - que é ter um lugar para viver – possibilita uma experiência de vida coletiva intensa. Essa vida coletiva favorece a solidariedade e o exercício de tomar as rédeas da produção da vida, mas também coloca enormes desafios para a organização popular que se dá numa sociedade violenta, individualista e cheia de formas de opressão.

Diante de situações de violência contra mulheres no interior da ocupação, como as que acontecem nas outras quebradas, algumas de nós decidimos agarrar a chance que temos de nos organizar no lugar que vivemos, e começamos a nos encontrar, a contar e ouvir nossas histórias, quase sempre difíceis demais, e a nos ajudar. Decidimos começar a escrever alguns princípios das mulheres de nossa comunidade, e a pensar em pequenas ações para intervir em nosso cotidiano.

No sábado que vem, dia 15, as 15h, vamos fazer uma breve prosa com todos os companheiros e companheiras que queiram compartilhar conosco este pequeno momento da construção da luta. E vai ter um samba feito pela mulherada do grupo Sambadela, pra toda comunidade. Vamos comemorar a força das mulheres e os 5 meses de nossa resistência e luta do Jardim da União no Varginha (e pra lá de 8 meses desde as ocupações no terreno do Itajaí).

E desejamos, daqui do extremo sul, força à todas as mulheres que lutam! Pois sabemos que nossa liberdade será fruto das ações. Periferia luta! 

Vídeo do Protesto na CDHU

Vídeo do Protesto contra os Despejos

Nova Ocupação da CDHU

Dia de Luta contra os Despejos

2Membros das ocupações Jardim da União, Jardim da Luta e Recanto da Vitória fizeram ontem uma nova ocupação da CDHU, e um travamento da Rua Boa Vista. Apesar de meses de luta, a demanda das famílias ocupantes continua sem solução, e elas seguem ameaçadas pelo despejo. Na semana passada, foi emitida uma liminar de reintegração de posse contra a Ocupação Jardim da União, que atualmente ocupa uma área em processo de desapropriação pela CDHU. Diante disso, membros das ocupações foram novamente às ruas, reivindicar a suspensão do processo de reintegração de3 posse, e o cumprimento dos compromissos assumidos pela CDHU e pela Prefeitura Municipal de São Paulo, no sentido de uma solução definitiva para a demanda habitacional dos ocupantes.

Depois de horas de protesto, os manifestantes foram recebidos pelo presidente da CDHU e por sua equipe, além de membros da Secretaria Municipal de Habitação. Ficou acordado que a 1reintegração de posse do Jardim da União não será feita até a construção de uma resposta habitacional às famílias dessa ocupação, e que será feita na semana que vem uma nova reunião para apresentação de um “planejamento estratégico” conjunto entre SEHAB e CDHU, no sentido de atender à demanda das ocupações, e com base nesse planejamento será formalizado um compromisso com os ocupantes.

Decidimos por aguardar o resultado dessa reunião, para definirmos os próximos passos da luta. Todo Poder ao Povo!

Alfabetização no Jardim da União

Alfabetização (leitura e escrita) - no Jardim da União

Alfabetização (leitura e escrita) – no Jardim da União

Festa de Feriado da Luta no Jardim da União

Festa do povo!

2Onde há luta, há liberdade de decidir junto o rumo da caminhada, mudar a rotina e alterar o calendário. Numa das reuniões de organização internas do Jardim da União, decidimos que dia 15 de fevereiro seria feriado na Ocupação: não teve multirão, não4 teve aula de espanhol, não teve reunião, etc. Decidimos que seria dia de parar tudo e comemorar nossa luta e nossa resistência, que além destes 4 meses no Varginha, ainda conta com tempo de luta e de muitos despejos no terreno do Itajaí. 

E foi assim que foi: convidamos nossos camaradas e ???????????????????????????????companheiros das Ocupações Jardim da Luta e do Recanto da Vitória chegaram pra fortalecer. Nem a chuva, nem os ataques que temos sofrido por parte do???????????????????????????????s governantes, nem as dificuldades da luta, esfriaram esta festa de gente guerreira, que durou até o anoitecer. Cada grupo preparou uma barraca de salgado, de ???????????????????????????????bebidas, doces e outras delícias, e nada faltou. Foi tudo muito bem organizado, do povo pro povo. E mais uma vez, experimentamos o poder popular que se constrói a cada dia: aqui é tudo nóis por nóis. Viva o poder popular! As ocupações do Grajaú resistem!!! Periferia luta!!!

Feriado no Jardim da União!

No Calendário da Ocupação Jardim da União, dia 15 de fevereiro virou feriado.Comemoremos a luta e a resistência do povo! A festa é de gente guerreira e o convite vai pra quem luta! LUTAR, CRIAR, PODER POPULAR!

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A Luta das Ocupações do Extremo Sul – Parte II

Nossa proposta inicial era unir as lutas de cada ocupação de nossa região para ter mais força para conter os despejos e encaminhar projetos de construção habitacional feitos e geridos pelo povo, de modo coletivo. Mas sabíamos que este processo também seria difícil e, de fato, estamos assistindo a revolucaosucessivos despejos, por um lado, e por outro, a um lamentável processo de amoldamento das demandas populares, quando em algumas ocupações, as autodeclaradas “lideranças”, em meio a abraços e apertos de mão com os burocratas, em negociatas por benefícios próprios, acabaram por aceitar que o plano das empreiteiras, de politiqueiros, de grileiros e dos gestores políticos se cumpra. Assim, estão sendo feitos acertos para que as grandes empreiteiras construam apartamentos de péssima qualidade, sem participação popular, promovendo um enorme adensamento populacional numa região que não possui estrutura para isso, e que é ambientalmente frágil, e em troca se promete a destinação de uma pequena parte dos apartamentos construídos para o atendimento da demanda das ocupações.

Como sempre, quem se lasca são os trabalhadores e trabalhadoras que sonhavam em sair da opressão pela falta de um teto.

A falta de unidade entre as ocupações apenas revela uma disputa política: poder popular, autonomia política e construção coletiva são ideias impossíveis de construir a partir de vínculos partidários ou dos oportunismos de diversos tipos. Felizmente, de nosso ponto de vista, algumas ocupações aderiram à proposta de negar o clientelismo, a troca de favores, a delegação de poder aos “negociadores”, a presença de vereadores e seus advogados oferecendo “solução” etc., para encarar o desafio de criar formas próprias de organização e de luta. Assim, apesar do desgaste de seis meses de luta cotidiana as Ocupações Jardim da Luta (Gaivotas), Recanto da Vitória (Lucélia) e Jardim da União (primeiro no Itajaí e agora no Varginha), permanecem unidas.

E mais importante que isso, existem nelas alguns processos organizativos bastante promissores. Na nova ocupação do Jardim da União, por exemplo, não dividimos os terrenos em lotes para minimizar o individualismo e para combater a “síndrome dos pequenos proprietários privados”, a ideia de que “isso aqui é meu, ninguém tasca, e ninguém tem nada com isso”. Se é a propriedade privada que está em jogo, seria preciso colocá-la em discussão de saída… Também pensamos ???????????????????????????????que a demanda concreta, imediata, tem que ser realizável. Por um lado, não adiantaria nada colocar mil pessoas onde cabem 100 casas, só para termos maior capacidade de mobilização e de pressão política, pois isso seria iludir as pessoas, e brincar com suas necessidades mais básicas. E é fácil ver que hoje, diante do enorme poder das empreiteiras e imobiliárias, nenhum movimento terá acesso a terras e recursos suficientes para atender demandas imensas. Por outro lado, nosso objetivo não é apenas quantitativo, mas com base nas lutas imediatas, queremos criar outras relações sociais, construir processos de longo prazo e que ultrapassam a conquista da moradia. Por isso, em função das poucas pernas que temos, não é possível desenvolver processos de organização desse tipo envolvendo um número muito grande de pessoas.

2Como partimos do pressuposto de que as pessoas não são gado, nem devem servir apenas como braços, pernas e gargantas, e que as decisões não podem ser tomadas por uma cúpula, que apenas comunica a “massa” nas assembléias e espaços do gênero, etc. temos tentado instaurar formas de organização que são constantemente repensadas e transformadas, de modo a evitar a cristalização de relações de poder e de favorecimento pessoal.

Assim, nestes 3 primeiros meses de ocupação experimentamos a eleição de uma estrutura organizativa interna, rotativa, e revogável em grupos de ocupantes. Também tínhamos criado uma coordenação geral da ocupação que foi substituída por reuniões semanais temáticas (infraestrutura, educação, mutirao barraco coope cultura, etc), para discutirmos o que precisamos e que podemos fazer por nós mesmos em nossa nova comunidade, e dividir as tarefas de organização interna, num constante exercício de auto-organização, que em geral se materializa em diversos tipos de mutirão.

Com isso, além das lutas diretas, que encaramos como espaços de formação, de planejamento, de execução e de avaliação coletivas, temos buscado construir atividades de educação, cultura, comunicação, infraestrutura, esportes, informática etc. E como em nosso movimento batalhamos pela não hortaprofissionalização da militância, para que não se reproduzam formas empresariais ou estatais de diferenciação pela hierarquia, ou dependência de um “salário” para organizar a luta, mas também para mantermos autonomia política e financeira em relação a empresas, ONGs, partidos políticos, centrais sindicais etc, estamos tentando colocar em funcionamento cooperativas autônomas de produção.

Sabemos que todos esses esforços representam muito pouco diante das inúmeras formas de violência que nos oprimem, sobretudo numa conjuntura tão acirrada e complexa neste ano de Copa do Mundo, eleições etc., que promete possibilidades,vandalo estado mas também grandes riscos aos movimentos populares. Ainda assim, acreditamos que o amadurecimento e a multiplicação desses tipos de experiências organizativas são fundamentais para a construção do poder popular.

Ocupar, Resistir, Produzir!

Este fim de semana tem multirão na Ocupação Recanto da Vitória, na Ocupação Jardim da Luta e no Jardim da União! Melhorar nossa infraestrutra e espaços coletivos pra viver bem nas terras ocupadas. No Jardim da União tem bingo mais uma vez pra arrecadar recursos. Tem vários prêmios e termina com uma bicicleta boa. Vai ser às 13h do domingo! Cheguem pra contribuir. Periferia Luta!

barraco povo