Contra a Criminalização

Contra as prisões arbitrárias e contra a criminalização dos que lutam contra o Estado das coisas  

vandalo estado

Se há demandas escancaradas de moradia, transporte, educação, emprego, saúde, necessidades básicas da população, que nada significam diante das necessidades de lucro das empresas no interior do sistema mercado capitalista, assim, quem deveria ser “criminalizado”? 

Quem deve ser criminalizado num mundo onde a solução para greve é perseguição e demissão; para moradia, despejo e rua; e para movimentos que denunciam a dura realidade através da organização da luta social, o silenciamento com acordos e alianças truculentas, e a punição com prisões, torturas e mortes? Não seria isso uma Ditadura?      

Se a “Segurança Pública” está para assegurar que o império das entidades privadas continue intacto a seduzir, explorar e oprimir a população, então uma de suas funções é, na realidade, a de reprimir e aprisionar aqueles que lutam pra mudar o estado das coisas. Isto não é novidade para ninguém, mas é algo que jamais deve se tornar natural. Afinal, sabemos que a “Lei” diz que lutar não é crime, mas essa lei só vale quando quem luta não ameaça a velha ordem e o velho progresso.

O sistema capitalista produz incessante e abundantemente o combustível que alimenta o fogo da resistência: as carências, as violências, as opressões, a exploração, que, contraditoriamente, são a fonte do poder dos que ainda estão em cima. Independente do que dizem, no entanto, a nossa necessidade por mudanças é eterna faísca do inquieto movimento.

Em todas as lutas, quando há hierarquias e lideranças – como deveria sempre existir, pela lógica do sistema – o alvo é certeiro: com autoritário “diálogo” e com cooptação silenciam aquelas figuras, buscando com isso que a “base” abandone a luta. Mas quando a revolta popular se organiza, a mando de sua própria indignação e de sua própria consciência, inverticalmente cansada de obedecer a um diálogo inexistente, a estratégia opressora se perde e se mostra ainda mais perversa. A ordem para tal progresso é: ou surge um dono para o descontentamento ou, então, não pode existir revolta.        

Eles perseguirão pés e cabeças para aterrorizar nossa resistência. Continuarão exterminando a população pobre e preta, os jovens da periferia, porém, aperfeiçoando  aparato repressor, pós-Copa do Mundo e com apoio massivo da mídia conservadora burguesa. Quem nos defenderá desta Polícia assassina do Estado do Capital? Como nos defenderemos?

Sabemos das atrocidades que a polícia é capaz de cometer a mando do Estado em defesa das grandes corporações. No entanto, diante desta nova velha forma, a indignação aumenta, a paciência se perde e a luta do povo prossegue. A pergunta provoca e grita, quem é responsável pela revolta popular?

Abaixo ao Estado Terrorista e força aos movimentos que lutam por uma vida sem Grades, sem  Catracas e sem Cercas! 

violento é o estado

Sexto Relato da Trincheira – Jd da União

Sexto Relato da Trincheira – Jd da União

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Pequeno registro de uma intervenção dos companheiros da Trupe da Lona Preta, apresentando o Concerto da Lona Preta. E na semana passada, a Trupe esteve numa reunião apresentando o Perrengue da Lona Preta e contribuindo com a nossa reflexão sobre as opressões que sofremos e a necessidade de nos organizarmos para combatê-las.

É o teatro e a luta se confundindo! Todo Poder ao Povo!

Festa na Ocupação Jd. da Luta

Encontro de Guerreiros e Guerreiras

Neste domingo a Ocupação Jardim da Luta é que organizou a festa junina e recebeu companheiros e companheiras da Ocupação Jardim da União.  A tarde começou com uma linda roda de capoeira, com as músicas de resistência e luta,  jogo de crianças e adultos.

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Em seguida um campeonato de futebol de varzea, com times da comunidade, do cursinho popular Raiz, e com o clássico do futebol popular: Jd. da União FC  X  Jd. da Luta FC.

jogo

A partida contou com muita emoção da torcida e ambalou a festa de confraternização entre as ocupações, com muita comida, bebida, formação de quadrilha e acaboufogueira com uma grande fogueira para nos aquecer na beira da represa. Todo poder ao povo! A luta continua, com muita  união e luta!

Imagens da Festa Junina

Registro da Nossa Formação de Quadrilha

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Os fins de semana no Jd. da União são sempre bem movimentados. Capoeira e futebol, por exemplo, são algumas das atividades que dão vida aquele pedaço de terra, antes vazia. Há também os mutirões, as prosas e etc., etc., etc. E com muito agito alguns fins de semana se tornam especiais; o último foi de festa.

festa 14Foram dois dias de muita movimentação. No sábado a festança começou às 16h, com quentão, vinho quente, pastel, torta, bolo e milho. Brincadeiras de vários tipos e muita música também. Não faltou empenho para a sua realização. Foi bastantefesta 4 trabalho, do povo para o povo. Nóis por nóis, para nós. 

Em relação ao sábado, o domingo foi diferente porque começou mais cedo, teve uma encenação e a esperada formação de quadrilha. Primeiro as crianças, durante a tarde, e a noite os adultos. “Olha a Reintegração de Posse!”… “O Povo já derrubou!”; “Olha a Polícia!”… “É mentira!”; “Viva o baile do Poder Popular!”.     

festa 12Foi fundamental bastante dedicação e organização para que conseguíssemos fazer uma festa bonita, que era Junina, mas que era também para comemorar os oito meses no terreno e a derrubada da liminar de despejo. Uma festa que colabora com a nossa infraestrutura e nos fortalece para continuar a caminhada. Todo Poder Ao Povo!    

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Junho de 2013, depois de um ano

Muito além dos 20 Centavos???????????????????????????????

Há um ano, em meio à onda de protestos contra o aumento da passagem, aqui em nossa região o agito foi grande: ocorreram grandes passeatas, ondas de saques e diversos confrontos com a polícia. Apesar de termos chamado o ato de comemoração da derrubada do aumento, em 20 de junho de 2013, dizendo que “20 centavos foi só o começo”, sabíamos que não foi nem o começo, e muito menos o final da luta.

Protesto dia 18/06/13

Sem se contaminar pelo discurso e prática “coxinha” da classe média, nacionalista e conservadora, no extremo sul de São Paulo as manifestações foram ganhando um sentido coletivo e cada vez mais radical, em grande parte pelo esforço conjunto de militantes de movimentos e coletivos que já tinham um histórico de intervenções e discussões na região, e que tiveram uma atuação efetiva nos protestos, refletindo sobre o significado da revolta popular e os riscos dela ser apropriada pelos conservadores, criticando o oportunismo eleitoreiro e o aparelhamento das lutas, realizando reuniões de planejamento dos atos, confeccionando coletivamente as faixas, os cartazes, etc.

Protesto dia 20/06/13

Com isso, enquanto no centro manifestantes brigavam entre si por pautas difusas e muitas delas colocadas pela grande mídia, por aqui, a marcha em comemoração à revogação do aumento contou com poesia, teatro, e muitas outras manifestações de união e coletividade. Provocou ainda desdobramentos importantes, como a formação do coletivo “Luta do transporte no extremo sul”, que se organizou durante as reuniões de análise da conjuntura, que ocorreram na sequencia dos atos, fortalecendo a articulação entre os grupos que já estavam atuando conjuntamente e ampliando para outros movimentos e outros coletivos de militantes de outras regiões e até de outras cidades.
Na sequencia das jornadas de junho de 2013 houve uma avalanche de ocupações de terra no extremo sul, que envolveu milhares de pessoas, e estimulou ocupações em outras regiões da cidade.

Por aqui, as ocupações deram origem a muitas experiências organizativas. Algumas rezam a velha cartilha, com suas “lideranças” autoproclamadas, boas de lábia, populistas, vinculadas aos politiqueiros locais, tentando colocar debaixo do braço aqueles “bocas abertas” que têm preguiça de pensar com as próprias cabeças e preferem ser tratados como gado. Em quase todas chegaram assessores de políticos ou militantes de movimentos, oferecendo advogados “milagreiros” buscando assim assumir o controle dos processos organizativos. Outras dessas experiências deram um pé no traseiro dos politiqueiros, e colocaram em primeiro plano a autonomia e a luta direta. Resistindo aos despejos e aos ataques dos governos e das grandes empreiteiras, algumas dessas ocupações permanecem de pé, e buscam se fortalecer e desdobrar suas lutas, numa experiência cotidiana de construção do poder popular.
O saldo desse processo ainda é indefinido. As ocupações irão ouvir o canto da sereia do Estado e dos candidatos, e se dobrar a negociatas? Ou será que vão aprofundar o caminho da auto-organização? Nesse caso, serão esmagadas ou conseguirão resistir?
Não sabemos, mas de todo modo, a nossa escolha foi feita: sempre contra a maré, vamos dedicar nossas forças a combater as burocracias e a fortalecer a organização popular de caráter revolucionário. Se tivermos êxito, esses esforços darão origem a outros movimento e a outras lutas, mais consistentes e radicais, num processo de longo prazo. Caso contrário, reconheceremos a queda, sacudiremos a poeira, e nos lançaremos a novas tentativas. Todo Poder ao Povo!

do centro pro graja. contra os massacres

Vídeo do Despejo da Ocupação no Jd. São Luís

CDHU, Governo Estadual e Tropa de Choque despejam com violência. Não esqueceremos!

A CDHU, apelidada pelos membros da Ocupação Jardim da União de Companhia de Despejos e Humilhação Urbana, mandou executar o despejo de uma ocupação em um terreno de sua propriedade. Descumprindo acordo feito com os moradores, o despejo foi executado com truculência, mostrando a covardia do Estado contra famílias despreparadas e sem ter para onde ir.

Vejam o vídeo feito por companheiro que acompanhou a ação policial, registrando parte de confronto e a revolta das famílias. Muitas delas, incritas nos programas de moradia há décadas, são chamadas de oportunistas pelos mesmos órgãos que não publicam a tal “lista de espera” e transformam essa lista em objeto de negócio e em meio de comprar votos. Oportunista é quem massacra famílias que lutam por uma moradia, em defesa dos interesses dos latifundiários especuladores e das empreiteiras.

No mesmo dia em que ocorreu este confronto no terreno da CDHU, a Ocupação Jardim da União recebeu uma intimação para desocupar o terreno da CDHU no Varginha. Felizmente conseguimos nos organizar, e com luta derrubamos essa ameaça.

Expressamos nossa solidariedade às famílias despejadas, e não esqueceremos de mais uma violência contra quem luta. A violência do Estado nunca para, nossa organização também não pode cessar. Todo poder ao povo organizado da periferia! Se você não está organizado, estão organizando você.

Festa Junina da Ocupação Jardim da União

Formação de quadrilha – venham dançar com a gente! 

FESTA JUNINA

 

 

Sobre o encontro do Movimento

Autonomia e Revolução: os rumos da luta

Lá se vão dias desde que o Jardim da União sofreu o duro golpe da ameaça de despejo. Como sabem, o golpe foi assimilado e respondido à altura, com uma luta linda na segunda feira da semana passada (dia 2), que derrubou por seis meses a liminar de despejo.

encontroNo domingo anterior à luta, portanto ainda no meio da ameaça de despejo que enfrentamos, foi realizado o encontro de 4 anos da Rede Extremo Sul. Inevitavelmente, este encontro que tinha como objetivo a reorganização do movimento, a reflexão sobre toda a nossa caminhada e a discussão sobre autonomia, acabou se tornando também o local de discussão da luta imediata. A liminar que poderia ter atropelado o encontro, serviu de combustível para a prosa, que por sua vez contribuiu para a construção da luta de segunda feira, e esta sim atropelou (com trator e tudo) o despejo.

A ameaça de despejo foi combustível porque é caso exemplar no interior de uma conjuntura que coloca aos militantes a impossibilidade de restringir suas lutas à esfera dos direitos sociais. Tais direitos estão nas leis, enquanto vivemos entre mortos, feridos, ruínas de nossas próprias construções, transporte-mercadoria de quinta categoria, saúde com gestão privatizada, trabalhadores desempregados pela negação de direito à greve, militantes presos e violentados pela negação do direito à manifestação e por aí vai. É urgente a tarefa de assumirmos nossa atual situação, e deixar de lutar por reformas isoladas e por concessão de direitos pelo Estado – que assim como os concede, sob várias condições, retira-os quando é necessário. Ao contrário, temos que assumir conscientemente a construção de lutas autônomas e revolucionárias.

Assim, mesmo diante da ameaça, no encontro conseguimos pensar a construção de coletivos e frentes de atuação. Através das questões levantadas  pelos companheirxs, nos fortalecemos  mais ainda para realizar aquela que seria uma luta decisiva, não só para o Jd. da União, mas também para a Rede Extremo Sul como um todo. Não é difícil imaginar as dificuldades que o despejo traria ao movimento, nesse momento de reorganização; fazer outros Jardins da União mobilizaria muitas de nossas forças, o que inevitavelmente nos impediria de pensar com calma a nossa caminhada.

encontro

Pois pensamos com calma. E pensando, entendemos que a presença de todos os companheirxs que “colaram” foi para nós fundamental e por isso agradecemos aos camaradas do Assentamento Milton Santos, do MPL, da Luta do Transporte do Extremo Sul, da Rádio Varzea, do Coletivo Anastácia Livre, das Mulheres na Luta, entre outros e outras. 

Entendemos que o encontro de 4 anos da Rede Extremo Sul começou na manhã de domingo quando o companheiro Robsoul cantou “Reintegração de Posse” e terminou na noite de segunda com os abraços fortes e com o fogão sendo colocado de volta no caminhão. Entendemos que só a luta do povo aponta para a verdadeira mudança.

E por fim, entendemos que a nossa luta começou há pouco mais de 4 anos, e que está longe de terminar. Todo Poder Ao Povo!              

Ocupação Jardim da União na Luta!

É nóis que tá! E viemos pra ficar!

 Imagens do protesto do povo da Ocupação Jardim da União, que no dia 2 de junho de 2014 derrubou a liminar de reintegração de posse com muita garra e ousadia. Povo forte não aceita promessas em troca da luta! Nossa garantia está em nossa união e organização. Todo poder ao povo!

Luta direta e poder popular

Sobre a Luta de Ontem, e um pouco mais

faixas na placa do cdhu

Como noticiamos, na semana passada a Ocupação Jardim da União foi abalada por uma ordem de desocupação, entregue por um oficial de justiça acompanhado de policiais militares. Dois dias antes, helicópteros da polícia haviam sobrevoado o terreno, dando rasantes e tirando fotos, e a partir daí muitas viaturas passaram a circular nas proximidades da Ocupação.

Para quem passou por cinco despejos violentos no Jardim Itajaí, e que estavam acostumados em ver o assédio policial ser seguido pela reintegração de posse, essa situação foi um golpe duríssimo.

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Além das reuniões no próprio dia da entrega da liminar, no dia seguinte fomos ao Ministério Público, à Secretaria de Segurança Pública e ao Fórum de Santo Amaro, para colher mais informações e tomar algumas medidas que talvez nos ajudassem a evitar essa tragédia.

Porém, nesses anos de movimento, e nesse último ano de ocupações, aprendemos que a única arma que temos é nossa organização e nossa luta. O final de semana foi repleto de reuniões e de atividades de preparação da luta, com produção de faixas, cartazes, casas de papelão, arrecadação de alimentos, e diversas outras ações. E em meio a tudo isso ainda conseguimos realizar dois mutirões de infraestrutura, organizar o barracão da educação e realizar o encontro de reorganização do movimento.

Ontem saímos às ruas inseguros em relação ao nosso destino;cdhu ocupado fogao imaginando centenas de casas sendo destruídas; pensando nas novas ocupações que teríamos que fazer e nos imensos esforços que seriam necessários para consolidá-las e transformá-las num espaço tão dinâmico e cheio de vida como é atualmente a Ocupação Jardim da União. Mas saímos também cheios de coragem, e disposto a insistir na luta até o limite das nossas forças, com nossos red block 3colchões, cobertores, fogão, dominós, brinquedos (e até o nosso trator).

O que fomos buscar, dando um passo de cada vez, foi conseguido: a suspensão da reintegração de posse. O tempo dessa suspensão não será de tranquilidade, mas sim tempo de fortalecimento e de empenho para que nunca mais passemos por uma situação como essa.

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Esse pequeno, porém decisivo avanço, poderá se desdobrar em outros se tirarmos dele as devidas lições e a energia para melhorar nossa convivência e nossos espaços de reflexão, de planejamento, de decisão e de realização das tarefas. Além disso, pode servir de lição aos que desacreditaram, aos que fugiram à responsabilidade, aos que esperam soluções mágicas aos problemas. Vimos nos últimos tempos ocupações caindo sem luta; tomara que tudo o que temos feito ajude a evitar que isso se repita.

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Por fim, aproveitamos para reafirmar que em nossa caminhada não precisamos de politiqueiros, de advogados “milagreiros”, de patrões, de líderes. Ao contrário, fazemos nossas a palavra do finado subcomandante Marcos, ou melhor, a palavra de milhares de indígenas zapatistas revolucionários: “Para lutar só se necessita um pouco de vergonha, um tanto de dignidade e muita organização. De resto, ou serve ao coletivo, ou não serve para nada”.

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Jd. da União ocupa a CDHU nesse momento!

CDHU ocupada!!

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Jardim da União na Luta contra o despejo!

A Ocupação Jardim da União está na rua agora lutando contra o despejo. A marcha segue na paulista e os moradores da ocupação exigem que seja suspensa a reintegração de posse.

As famílias completarão 1 ano de ocupação em julho deste ano, tendo sido despejadas 5 vezes de outro terreno (no bairro do Itajaí), sem nenhuma alternativa habitacional – o que as obrigou a ocupar o terreno no Jd. Varginha, de propriedade do CDHU, onde vivem desde outubro de 2013. Embora desde esta data tenham ocorrido diversas negociações com o Prefeito Haddad, com a Secretaria de Habitação, com a presidência e setor jurídico da CDHU, etc., reafirmando que seria suspensa a reintegração de posse até que fosse encontrada uma solução para essa demanda, os ocupantes foram surpreendidos com a intimação de reintegração de posse e a ameaça de despejo iminente.

Além das moradias, os membros do Jardim da União constrõem experiências de educação, esporte, produção, cultura, comunicação, e criam cotidianamente o poder popular. Todo esse esforço não será em vão! Resistiremos às ameaças e lutaremos sempre!

URGENTE – Ocupação Jardim da União com risco de despejo

REINTEGRAÇÃO DE POSSE DA OCUPAÇÃO JARDIM DA UNIÃO

A PM e oficiais de justiça estão neste momento na Ocupação Jardim da União com ordem de despejo. Mais uma vez, CDHU desrespeita acordo de suspensão da liminar de reintegração de posse até o final do ano, intimidando moradores a desocupar terreno abandonado há décadas, em 10 dias. Essa luta que completará um ano em julho, começou na ocupação do terreno do Itajaí cuja propriedade é da Prefeitura de SP e do CDHU e já passou por 5 despejos, violentos e sem nenhum respeito à demanda das famílias. Não são apenas barracos de madeira que ocupam o terreno do CDHU, é gente guerreira lutando por moradia e fazendo pelas próprias mãos o que o Estado não faz: cooperativas de produção, hortas coletivas, cursos de alfabetização, capoeira, espanhol, futebol, de saúde, de educação infantil, com biblioteca, espaços de cultura e lazer, etc.
Ocupar, resistir, lutar pra garantir! Jardim da União Luta!
Precisamos da solidariedade de quem apoia a luta do povo!!!

vejam vídeo “Terra de gente Guerreira”, feito no começo da ocupação do terreno do Varginha:

Despejo de Ocupação em terreno do CDHU

URGENTE: CONFRONTO EM DESPEJO DE OCUPAÇÃO NO JD. SÃO LUIS – ZONA SUL DE SP

Mais de 300 famílias que vivem em terreno ocupado há mais de 3 meses no Jd. São Luis estão sendo violentamente despejadas agora.
O terreno é do CDHU que está descumprindo acordo feito com moradores, realizando antecipadamente a reintegração de posse, com a presença da tropa de choque e da polícia militar. Os moradores estão resistindo, revoltados com o desrespeito à negociação e o confronto ocorre desde hoje cedo.
Segue vídeo com relato de moradores, que contam as causas da ocupação: enquanto milhares de trabalhadores precisam de moradia, há um terreno abandonado há mais de dez anos, com placa indicando obras de construção de moradia popular desde 2011, que deveriam ter sido entregues pelo CDHU em 2013 e contou com com repasse de mais de 14 bilhões de reais.
Solidariedade aos ocupantes!!! A violência do Estado nunca para, nossa organização também não pode cessar.

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Encontro da Rede Extremo Sul

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