Sobre a Luta de Ontem

Sobre a Luta de Ontem

10622950_707435945992743_2011495102212601728_nFizemos ontem mais uma luta no centro de São Paulo. Como relatamos nas postagens anteriores, apesar das tantas lutas e tantas negociações com o governo municipal e estadual, e dos compromissos assumidos, pouco se avançou na solução definitiva para as famílias do Jardim da União e do Jardim da Luta. Diante disso e de todas as conversas que foram feitas, apresentamos nós mesmos uma proposta, há cerca de 15 dias, e fomos às ruas para exigir uma resposta a ela.

Planejamos uma série de ações simultâneas, começando pela10653721_707435929326078_1102820563834086720_n ocupação da CDHU e da Secretaria Estadual de Habitação, levando para lá nossos colchões, fogões, alimentos, com a disposição de passarmos ali vários dias. Bloqueamos a Rua Boa Vista, e iniciamos uma panfletagem pelo centro, para que as pessoas que circulam na região soubessem dos motivos do nosso protesto, a falta de solução para a demanda por moradia das famílias do Jardim da União e do Jardim da Luta, e a ameaça de despejo de centenas de famílias.

acorrentadosPoucos minutos depois da primeira ação, parte de nós fizemos um acorrentamento na Secretaria Municipal de Habitação e um protesto na Rua São Bento. Em menos de 20 minutos fomos convidados para uma reunião com os Secretários Municipal e Estadual de Habitação, a Secretária Municipal de Planejamento, e alguns de seus assessores.

Nessa reunião, que foi bastante objetiva, foi indicado um terreno10686596_707436055992732_15091362715300450_n viável para a realização de um projeto habitacional gerido por nós, com o apoio financeiro do governo municipal, estadual e federal; e se realizará um estudo de outros terrenos desse tipo, cujo resultado será apresentado em nova reunião, no dia 17 deste mês.

Esse encaminhamento pareceu bom, já que até então em todas as boa vistaáreas que discutíamos havia um impedimento, um projeto em desenvolvimento, um compromisso previamente assumido com as empreiteiras etc. Além disso, a secretaria municipal de habitação se dispôs a ajudar a resolver alguns empecilhos técnicos para a viabilização de um projeto habitacional no terreno do Jardim da Luta.

Essa luta ainda está longe do fim, mas parece que a primeira etapa, a do acesso à terra, começa a ser superada, graças à nossa persistência e à nossa organização. Todo Poder ao Povo!

Jornada de Lutas

Ocupação da CDHU e Acorrentamento no SEHAB

 

Como os compromissos firmados com o Jardim da União envolveram governo estadual e municipal, além de ocupar a CDHU e bloquear a rua Boa Vista, iniciamos um acorrentamento na SEHAB. E a jornada está apenas começando!

Jornada de Lutas

Nova Ocupação da CDHU

 

Mais um dia de protesto contra o império das empreiteiras e pela conquista de um projeto habitacional que atenda à população em luta.

Desde que ocorreu a onda de ocupações no Extremo Sul de São Paulo, há mais de um ano, temos feito inúmeras lutas e reuniões com membros do poder público no sentido de garantir o atendimento habitacional a centenas de famílias do Extremo Sul de São Paulo, vítimas dos despejos e da especulação imobiliária que fez o custo da terra e dos aluguéis explodir em nossa região.

Nesse período, foram firmados diversos compromissos, repetidamente descumpridos ora pelo governo municipal, ora pelo estadual.

No início de junho, diante de um despejo iminente, os membros da Ocupação Jardim da União fizeram um protesto na CDHU, onde conquistamos a suspensão do processo de reintegração de posse por seis meses, para que se tivesse tempo para se encontrar uma solução à demanda da ocupação. Nessa ocasião, ocorreu uma reunião com os Secretários Municipais de Planejamento e de Habitação, e com o Secretário Estadual de Habitação, em que foram agendadas duas reuniões técnicas (envolvendo SEHAB, COHAB, CDHU e CETESB) e uma reunião final (no dia 29/08) para formalização de uma proposta definitiva.

Com atrasos, essas reuniões ocorreram, mas não houve proposta. Assim, o tempo está passando, o prazo de suspensão do processo está se esgotando, e não há sinal de solução. Diante disso, e das informações levantadas nas tantas reuniões que tivemos com técnicos e com os Secretários de Habitação do Estado e do Município, com o Presidente da CDHU, com a Secretária Municipal de Planejamento, com o Prefeito, entre outros, há cerca de 15 dias nós apresentamos aos últimos uma proposta, que segue anexada, e não obtivemos resposta.

É para cobrar um posicionamento efetivo e definitivo à nossa proposta que mais uma vez saímos às ruas, dando início a uma nova jornada de lutas.

Não deixaremos que nossa comunidade seja destruída e que tantas famílias sejam jogadas à sarjeta. TODO PODER AO POVO!

 

Contatos:

Sandra: 981598698

Renan: 953449271

Ari: 949341187

Seu Luís: 959645843

Biblioteca do Jardim da União

Inauguração da Biblioteca “La Lucha”

Pequeno registro da inauguração da Biblioteca “La Lucha”, do Jardim da União. Mais um espaço de organização feito por nós, para nós. Todo Poder ao Povo!

7o Relato da Trincheira – Jd. da União

7o Relato da Trincheira – Cooperativa de Costura

 Eis aí um pequeno vídeo da Cooperativa de Costura do Jardim da União. Foi a primeira tentativa de construção de um processo de produção auto-organizado na Ocupação, com companheiros e companheiras planejando, criando e executando juntos o trabalho. Além de um espaço de referência política do Ocupação, trata-se de um pequeno exercício de combate a algumas formas de opressão capitalista, com suas hierarquias, a separação entre quem pensa e executa as tarefas, o autoritarismo, a desqualificação de certas atividades em favor de outras, e assim por diante.

E a Cooperativa de Costura produz diversos ensinamentos que serão de grande valor para os outros espaços auto-organizados que estamos tentando construir, como a Cooperativa de Reciclagem, a Cooperativa de Educação Infantil, e a Cooperativa de Construção Civil.

Como disse um companheiro nosso, “a autogestão da luta nos prepara para a autogestão da sociedade”. Todo Poder ao Povo!

Vídeo: Encontro de guerreiros e guerreiras

Encontro das Ocupações e companheir@s

As Ocupações Jardim da Luta e Jardim da União caminham juntas desde o início das ocupações no extremo sul. Este vídeo é de um encontro na Ocupação Jardim da Luta com companheiros do Jd. da União, do bairro e do Cursinho Popular Raiz: capoeira, futebol, companheirismo, humildade, diversão entre lutadores, lutadoras e crianças e jovens crescendo na luta.  

Logo estaremos juntos de novo, só que dessa vez nas ruas de SP. A luta continua! Força pra nóis e todo poder ao povo!

 

Um Hino Nacional de verdade

O Verdadeiro Hino Nacional, com a Trupe da Lona Preta

Trecho da apresentação do “Perrengue da Lona Preta”, no barracão da Educação da Ocupação Jardim da União, durante a Copa do Mundo. Vale a pena ver agora, durante as eleições. 

Mensagem Eleitoral

Ocupação Jardim da União

Vai pensando que tá bom…
Aqui não tem otário, nosso coração é revolucionário!

vai tomar um pau

Inauguração da Biblioteca do Jardim da União

biblioteca

Teatro hoje na Ocupação Jd. da União

brava hoje

Jardim da União e Mangue Seco querem busão

Comunidades unidas pra lutar

A luta da periferia está na história de cada comunidade, e no Mangue Seco não é diferente. Segundo relatos dos moradores, muitos deles foram enganados e compraram lotes irregulares há cerca de 15 anos. Casas de alvenaria construídas com muito esforço foram destruídas por 3 vezes, e além dos despejos e das ameaças que alguns moradores enfrentam até hoje, as famílias do Mangue Seco sofriam com falta de luz, de asfalto, de água, de transporte, e eram muito discriminados: chamados de invasores e criminosos, não eram atendidos pelos serviços de saúde, sofriam preconceito nos comércios locais, etc. Muitas lutas foram feitas, e tudo o que se conseguiu foi conquistado com a organização e a luta dos próprios moradores, que está longe de acabar.

Uma das demandas do bairro e dos moradores da Ocupação Jardim da União é a criação de uma linha de ônibus que saia do bairro e vá direto ao Terminal Grajaú. Até hoje, para chegar em suas casas, as pessoas caminham bastante pelas ruas e pelo escadão sem iluminação, que oferece riscos nas madrugadas e noites, cheias de trabalhadores indo e voltando do trabalho.

mangue seco

Essa é uma luta antiga do bairro, mas nenhuma promessa saiu do papel. Agora é demanda também para a comunidade da Ocupação Jardim da União, que é vizinha do Mangue Seco há quase uma ano. A Ocupação se junta à luta do bairro, somando forças e se organizando para lutar.

Em reunião das duas comunidades do final de semana já foi feita até uma música pra luta:

“Jardim da União e Mangue Seco qué busão                                       Bora organizar e lutar por condução!” 

Todo poder ao povo!!!

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Atividades na Ocupação Jardim da União

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Escola incendiada, comunidade organizada

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Há cerca de um mês a E.E. Tancredo Neves (no Jd. Varginha) foi alvo de um incêndio, no qual um dos seus prédios foi inteiramente queimado, mas nada foi roubado. Neste prédio havia a sala da coordenação com equipamentos de Xerox e computadores, duas salas de aula, uma biblioteca com sala de leitura e umaescola2 sala de informática que seria aberta à comunidade como telecentro. Como o prédio oferece risco, foi interditado pela defesa civil e nada que está a sua volta pode ser utilizado – nem estacionamento, nem quadra poliesportiva.

A Secretaria Estadual de Educação e a diretoria regional se comprometeram a iniciar a reforma na segunda-feira dessa semana, mas ninguém apareceu.

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A comunidade escolar que vive no Jardim da União está junto nessa luta e convida pais, mães e lutadores de outras comunidades para se juntar nessa caminhada. Vamos pressionar o governo estadual para que mais uma escola não seja esquecida pelo poder público e pra que isso não seja usado como promessa ou barganha eleitoral.

O povo unido tem força para lutar. Todo poder ao povo! Periferia Luta!

1 Ano das Ocupações no Extremo Sul

Vida Longa às Ocupações do Extremo Sul

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Há exatamente um ano, foi desencadeada uma onda de ocupações em nossa região. Ao longo desse período fizemos diversas discussões sobre esse importante processo, suas causas, seus desdobramentos, as perspectivas que ele abriu. Ao comemorar um ano desse ensaio de levante popular, de afirmação da luta direta contra a especulação imobiliária e a precariedade da moradia em nossa região, a luta das ocupações enfrenta uma etapa decisiva, de separação entre o joio e o trigo: quem vai sucumbir às negociatas e à politicagem eleitoral, e quem vai andar de cabeça erguida, construindo o poder popular e a autonomia das lutas.

O fato é que as ocupações trazem importantes lições de perseverança e de disposição para o enfrentamento, e hoje um ataque a uma delas significará o surgimento de outras. Já foi acumulada força o suficiente para responder a uma nova ofensiva do Estado, que talvez ocorra depois das eleições. E também estamos nos preparando para novas jornadas de lutas, caso a gente não consiga consolidar nossos projetos de moradia, produzidos e geridos por nós mesmos.

Com certeza a iniciativa das milhares de pessoas que ocuparam dezenas de terrenos nos meses de julho e agosto de 2013 ainda dará muitos frutos. Vida longa às ocupações do Grajaú!

Contra a Criminalização

Contra as prisões arbitrárias e contra a criminalização dos que lutam contra o Estado das coisas  

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Se há demandas escancaradas de moradia, transporte, educação, emprego, saúde, necessidades básicas da população, que nada significam diante das necessidades de lucro das empresas no interior do sistema mercado capitalista, assim, quem deveria ser “criminalizado”? 

Quem deve ser criminalizado num mundo onde a solução para greve é perseguição e demissão; para moradia, despejo e rua; e para movimentos que denunciam a dura realidade através da organização da luta social, o silenciamento com acordos e alianças truculentas, e a punição com prisões, torturas e mortes? Não seria isso uma Ditadura?      

Se a “Segurança Pública” está para assegurar que o império das entidades privadas continue intacto a seduzir, explorar e oprimir a população, então uma de suas funções é, na realidade, a de reprimir e aprisionar aqueles que lutam pra mudar o estado das coisas. Isto não é novidade para ninguém, mas é algo que jamais deve se tornar natural. Afinal, sabemos que a “Lei” diz que lutar não é crime, mas essa lei só vale quando quem luta não ameaça a velha ordem e o velho progresso.

O sistema capitalista produz incessante e abundantemente o combustível que alimenta o fogo da resistência: as carências, as violências, as opressões, a exploração, que, contraditoriamente, são a fonte do poder dos que ainda estão em cima. Independente do que dizem, no entanto, a nossa necessidade por mudanças é eterna faísca do inquieto movimento.

Em todas as lutas, quando há hierarquias e lideranças – como deveria sempre existir, pela lógica do sistema – o alvo é certeiro: com autoritário “diálogo” e com cooptação silenciam aquelas figuras, buscando com isso que a “base” abandone a luta. Mas quando a revolta popular se organiza, a mando de sua própria indignação e de sua própria consciência, inverticalmente cansada de obedecer a um diálogo inexistente, a estratégia opressora se perde e se mostra ainda mais perversa. A ordem para tal progresso é: ou surge um dono para o descontentamento ou, então, não pode existir revolta.        

Eles perseguirão pés e cabeças para aterrorizar nossa resistência. Continuarão exterminando a população pobre e preta, os jovens da periferia, porém, aperfeiçoando  aparato repressor, pós-Copa do Mundo e com apoio massivo da mídia conservadora burguesa. Quem nos defenderá desta Polícia assassina do Estado do Capital? Como nos defenderemos?

Sabemos das atrocidades que a polícia é capaz de cometer a mando do Estado em defesa das grandes corporações. No entanto, diante desta nova velha forma, a indignação aumenta, a paciência se perde e a luta do povo prossegue. A pergunta provoca e grita, quem é responsável pela revolta popular?

Abaixo ao Estado Terrorista e força aos movimentos que lutam por uma vida sem Grades, sem  Catracas e sem Cercas! 

violento é o estado