O trem e a revolta da periferia!

Todo vagão tem um pouco de navio negreiro

cptm14marQuase todos os finais de semana, a CPTM funciona pior ainda do que nos dias de semana. As vezes, o desrespeito ultrapassa os limites e nem há avisos aos usuários. Mas volta e meia ficamos sabendo que temos que fazer parte do trajeto de ônibus ou que andaremos em velocidade reduzida por conta das tais obras de modernização… Pra que tanta modernização, se além de passarmos raiva e de chegarmos atrasados, nunca notamos qualquer melhoria? Se isso não bastasse, agora e trem e as obras de modernização ainda estão causando acidentes, como pequenos incêndios e choques nos vagões e nas vias! (veja aqui e aqui).

Não é a toa que na TV do trem fica mostrando a punição prevista na leilotado pra quem perde a cabeça e se revolta. Mas, se todo vagão tem um pouco de navio negreiro, e se ali sofremos juntos, nós, trabalhadores da periferia, há também de ser ali que a revolta irá se propagar pra mudar essa situação…     Tá na hora de perder a paciência!

A luta de todo dia do Pq. Cocaia I

Este vídeo registra um pouco da história de ocupação do Parque Cocaia há mais de 30 anos. Ele foi feito em 2010 após o despejo do Jd. Toca e da Vila Brejinho, em meio às lutas que marcaram o início da construção do movimento da Rede Extremo Sul.

Pra quem não sabe porque os moradores lutam hoje, está aí a resposta! Periferia é luta todo dia… Quem quiser conferir mais dessa história  http://cocaialuta.zip.net/, além de várias postagens do blog da rede.

 

Solidariedade à México 70 incendiada!

Desta vez foi em São Vicente, onde a Comunidade México 70 foi atingida por incêndio e mais de 350 famílias perderam tudo. 

Quem puder ajudar com doações os pontos de recolhimento na Baixada são: 

Vila do Teatro – Centro de Santos ao lado da rodoviária/ UNIFESP –  rua Silva Jardim 136 Santos Vila Mathias/ Colégio Lúcio Martins Rodrigues – rua Odair Miller A. Marques, nº 434 – Vila Margarida  São Vicente Fone: 3464-6289/ Centro Comunitário Saquaré – rua Mascarenhas de Morais – Igreja Bom Jesus dos Navegantes próximo ao mercado Atalaia: 3463-0229

Mais informações aqui e aqui

 

Mais uma conversa mole da prefeitura…

Repressão na EMEF João da Silva

Apesar de hastear em todo canto a bandeira do diálogo sobre os temas gerais da cidade, a prefeitura parece não se importar com os problemas concretos da educação que ela mesma promove. A EMEF João da Silva continua numa situação lamentável e as denúncias de desvios, autoritarismo, assédio moral, etc. cometidos pelo diretor Alexandre continuam a rondar a comunidade. 

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Funcionários, mães e pais de alunos encontram-se numa situação absurda: uns são impedidos de falar em reuniões, são perseguidos, e sofrem intimidações de todo tipo no cotidiano da escola. Outros fingem não ver nada para não ter que se dar ao trabalho de se organizar, ou simplesmente são enganados pelas pequenas migalhas oferecidas à população, como por exemplo o fato de terem sido iniciados os atendimentos médicos para a comunidade nas salas de aula (por falta de Unidade Básica de Saúde também neste bairro! o famoso “jeitinho” que já conhecemos...). 

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E quanto aos alunos do primeiro ao nono ano? Estes nem falar mais podem, pois sofrem todo tipo de ameaça dentro da escola por participarem das atividades políticas. Enquanto isso a Diretoria Regional da Capela do Socorro simplesmente diz que nada pode fazer… Após o protesto do dia 25/04, em mais uma reunião com a comissão de supervisoras que está apurando o caso, foi reafirmado o descompromisso do poder público com a educação.  Figura1MafaldaDesde novembro do ano passado, quando foi encaminhado um dossiê com denúncias e provas da negligência da diretoria da escola, foram várias as tentativas de resolver o problema conjuntamente e, numa reunião antes do carnaval, a Diretoria Regional se comprometeu a trabalhar rapidamente e contribuir para acabar com o clima de guerra que está na escola. Este clima só tem chance de acabar com a saída do diretor, que infelizmente, personifica o cinismo, o autoritarismo a corrupção estatal, aumentando ainda mais a crise que toda escola pública sofre hoje. Apesar de já terem sido comprovadas irregularidades graves (segundo as próprias supervisoras), nada de prático foi encaminhado para dar uma solução. E por isso, semana passada, entregamos um novo dossiê à DRE e fomos dar uma forcinha para o bota fora do diretor em frente à escola.

Chega de repressão!

Não é essa a educação que precisamos!

Pq. Cocaia e o projeto de lucrar com os despejos

A resposta da Secretaria de (Des)Habitação     

A “Empresa Público-Privada de (Des) habitação da Cidade de São Paulo”, também conhecida como Secretaria de Habitação, mais ???????????????????????????????uma vez tentou enrolar os moradores da Nuno Guerner de Almeida. Como era de se esperar, a reunião na Secretária de (DES)Habitação no dia 18 de abril foi só enrolação e desrespeito. Os moradores atravessaram a cidade pra escutar o que a burocracia tinha a dizer e tentar obter o mínimo de Informações sobre o destino que será dado ao local onde moram e às próprias famílias.

A ideia da reunião era, conforme exigido pelos moradores em protesto e prometido pelo Secretário de (Des) habitação, apresentar o projeto da obra do tal parque linear, o que vai acarretar no despejo de centenas e centenas de moradores da Rua Nuno Guerner de Almeida no Cocainha (Grajaú). Contudo, o tal??????????????????????????????? projeto da obra não foi apresentado, a burocracia disse que o projeto está em fase de elaboração (a mesma história de 2009, Quase cinco anos pra elaborar um projeto!) e que ele está nas mãos da Empresa contratada. A apresentação preparada pela Prefeitura foi um verdadeiro show de hipocrisia, com nosso velho conhecido Ricardo Sampaio, dizendo que a Prefeitura sempre negocia para chegar a um acordo com os moradores, entre outras barbaridades que a experiência só prova o contrário – violência e intimidação é regra, negociação é a exceção.

Contudo, o que a Prefeitura não esperavam era que o povo se manifestasse, ao invés de bater palma ou ficar quieto. Ao contrário disso, os moradores fizeram muitas intervenções pertinentes e contundentes que os deixaram sem respostas. E mesmo as perguntas mais básicas não foram respondidas, do tipo: “o que vai ser oferecido aos moradores despejados?”, “pra onde eles vão?”, “quais serão os critérios de avaliação das casas em caso de indenização?”, etc.

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Assim como o projeto está nas mãos da empresa contrata, parece que as decisões e informações estão, também, nas mãos da empresa, da mesma forma que, é óbvio, a grana preta que ela recebe do Estado pra fazer esse tipo de barbaridade, com o disfarce, cada vez mais desgastado, de projeto de  “proteção ao meio ambiente”.

A única informação concreta que tivemos sobre a obra é que a Rua inteira, na parte que está do lado da represa, independentemente da distância que há entre a casa a represa, vai ser despejada (aproximadamente 2 quilômetros de moradias). Seja como for, algumas coisas ficaram claras para os moradores nessa reunião, uma é que a hipocrisia da Prefeitura não tem limites, que a mudança na gestão da prefeitura não alterou os interesses e forma da política de Despejos e Deshabitação praticada em São Paulo, que a Prefeitura, na figura da tal Secretaria de (Des) Habitação, está a serviço das Empresas, e não o contrário.

Por outro, o que ficou claro para a Prefeitura é o que pode ser expresso por meio da reprodução do diálogo a seguir entre a burocracia e os moradores. Ao ser questionada sobre quais eram as garantias que os moradores teriam de que os despejados terão mesmo direito a uma alternativa habitacional digna, a burocracia responde:

luta pq. cocaia3“A minha palavra é garantia pra vocês?” E os moradores dizem “NÃO!!!”  “A Prefeitura de São Paulo é garantia pra vocês?” – diz a Burocracia. E os moradores dizem “NÃO!!!”  “O Ministério Público é garantia pra vocês?” – diz a burocracia E os moradores respondem “NÃO!!!”. 

NÃO!!! Os moradores não acreditam mais nas mentiras dos pilantras de plantão, sejam eles de quais instâncias burocráticas forem. NÃO estamos pra brincadeira, a nossa garantia é a nossa luta e união, e nada mais. A luta continua…

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Formação no Primeiro de Maio

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EMEF João da Silva luta novamente!

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Encontro de Formação – Cultura e Poder Popular

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Notícias sobre a Escola Estadual João da Silva

Uma aula de precariedade: educação “provisória” 

Na última quinta-feira, dia 11 de abril, alunos, funcionários e  professores da E.E. João da Silva foram transferidos provisoriamente para  as Escolas Estaduais Jardim Noronha V e Savério Fittipaldi, ambas na  região do Jd. Noronha (Grajaú). Depois das denúncias (veja aqui), a ação foi rápida, mas vale destacar que o governo estadual estava  ciente da situação há bastante tempo, tendo realizado vários laudos sobre  a situação precária do prédio. Os alunos tem transporte de ida e  volta para as novas escolas e todos estão a salvo do risco de desabamento, o  que era de extrema urgência, porém toda esta história está longe de ser  resolvida!

educaçâo a distanciaAinda que a transferência seja uma boa notícia, todo o processo para a  remoção ocorreu de forma conturbada. A começar pelo fato de os pais e responsáveis pelas crianças não terem participado na tomada de decisões,  já que muitas reuniões foram realizadas as portas fechadas, e a decisão  final foi apenas comunicada dias antes da transferência dos alunos. Além disso, no dia da transferência dos alunos para a nova escola a  situação foi caótica, segundo relato de alguns pais. Estava chovendo bastante e nem os pais nem as crianças tem um local adequado para  aguardar. Inclusive houve um pequeno acidente com um dos ônibus devido à  chuva e à estrada precária no percurso até as novas escolas, e por sorte  não houve feridos.

Outro fato estranho é que, aparentemente, houve uma invasão na escola Noronha V, que foi alvo de vandalismo, que curiosamente ocorreu apenas  no andar no qual seriam recebidos os alunos e professores da EE João da  Silva. Com isso, os mesmos foram recebidos num local inadequado para o uso,  por exemplo, haviam televisores quebrados, torneiras quebradas, materiais  jogados pelo chão, além disso, alguns materiais que foram transferidos da  escola João da Silva para a nova desapareceram. E a inadequação dos espaços se comprovou no cotidiano, em que alunos e professores estão fazendo atividades pedagógicas até nos corredores!  Quer dizer, saíram de uma escola de lata desabando e foram para outra situação precária, que não pode durar muito tempo.

sos educaçâoMas a questão fundamental e deveria ter sido alvo de planejamento coletivo  entre diretoria de ensino, pais, mães, alunos e direção escolar é: o  que será feito com o prédio interditado? Será derrubado para a construção  da nova escola? Será reformado? Quanto tempo vai demorar? Vai ficar abandonado, caindo aos pedaços, até desabar sozinho? Não sabemos! Pois nem a Diretoria de Ensino, nem a Secretaria Estadual de Educação e nem a diretoria da escola apresentaram o projeto da obra! 

Por isso não podemos ficar de braços cruzados, este é o momento de  familiares, alunos e a comunidade tomarem as  rédeas deste processo, para cobrar uma  ação concreta! Desde realizar a construção de uma nova escola e não  reformas de maquiagem, até dar boas condições de permanência e de  segurança no novo espaço em que alunos, professores e funcionários foram alocados!

O teatro e a luta

Combustíveis da luta

Neste sábado dia 6 de abril, vivemos mais um momento importante da resistência no Parque Cocaia. Como em tantos dias em que nos reunimos para tomar decisões sobre os rumos da luta da moradia, tivemos a alegria de ter rompida boa parte dureza dessa organização contra o despejo ao assistirmos juntos a peça da Brava Cia de Teatro.

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Com o campo do capital montado nessa Av. Nuno Guerner tão cheia de histórias, a batalha entre as elites a a união popular ganhou vida, enchendo a todos os presentes da esperança de que a gente consiga se organizar e lutar até virar o jogo.

Aqui a poesia deste teatro foi combustível pra que a revolta contra a opressão continue se transformando em poder popular.

Revolucionários do Brasil, fogo no pavio!!!

Todo poder ao povo!

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Teatro de luta no Cocaia neste sábado

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Mais uma Denúncia sobre Escola do Grajaú

Escola de Lata e o Medo de Desabamento

Agora a denúncia é sobre a escola estadual João da Silva (não confundir com a escola municipal João da Silva, em luta para derrubar um diretor autoritário), que se encontra em situação precária, como pode ser visto no vídeo-denúncia abaixo. É uma escola de lata que parece na iminência de cair. Vários engenheiros já atestaram a necessidade de reforma, mas quando se trata de tirar de uma situação de risco os funcionários e as 700 crianças que estudam lá, daí a burocracia estatal é uma barreira insuperável, mostrando que para ela a nossa vida não vale nada. 

É realmente revoltante que se leve tanto tempo para resolver um problema dessa gravidade, e é preciso que a comunidade escolar e o conjunto dos moradores da região se organize para exigir isso. Não podemos nos omitir!

 

Encontro de Formação – Violência do Estado, Luta da Periferia

E a Prosa Continua…

???????????????????????????????O encontro teve muita gente boa reunida, com disposição para repensar as formas de luta e se engajar em processos organizativos. Diferente da afetação, da pagação de simpatia ou do clima de “estamos vencendo”, esta tônica que tem dominado um setor da esquerda que vive da imagem e mais fala do que faz, começamos uma conversa com os pés no chão, partindo das dificuldades que estamos enfrentando em nossas organizações,num momento em que não conseguimos responder aos ataques que sofremos à altura, e que precisamos instaurar processos que sirvam para acumular forças.

Isso depende de nossos esforços práticos para criar experiências organizativas permanentes e de luta direta, mas também de diálogo aberto e verdadeiro, como o que tivemos neste sábado. Por hora, buscamos resistir à violência do encarceramento, do extermínio e dos despejos em massa, e de vários tipos de massacres que ocorrem ???????????????????????????????cotidianamente. E resistir isolado é sem dúvida mais difícil do que resistir junto com quem compartilha da disposição para lutar. Que a conversa continue e que nossas lutas sejam cada vez mais fortes e radicais. Todo poder ao povo! 

Manifesto de 3 Anos da Rede Extremo Sul

Manifesto de 3 Anos da Rede Extremo Sul

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Mais uma denúncia do Pq Cocaia

Moradores pagam esgoto, mas ele continua sendo jogado na Represa

O mesmo governo que faz o Rodoanel destruindo uma imensa extensão de áreas preservadas, com enorme impacto ambiental, sempre se coloca como um defensor do meio-ambiente quando se trata de despejar comunidades pobres das áreas de mananciais.

Acontece que no Pq Cocaia, assim como em vários outros bairros da nossa região, faz tempo que milhares de moradores pagam água e esgoto, mas o esgoto de suas casas continua sendo jogado na Represa Billings. Ou seja, a Prefeitura e os governos enganam os moradores, não fazem o que têm que fazer, e depois culpam esses moradores pela destruição ambiental. O vídeo-denúncia a seguir mostra um pouquinho dessa história. Outras denúncias semelhantes serão feitas nos próximos tempos.