Arquivo da categoria: Ocupações

Jardim da união resiste!

CAMPANHA “JARDIM DA UNIÃO RESISTE!”

O curto período em que foi suspenso o processo de reintegração de posse contra a ocupação do Jardim do União será marcado por muitas lutas e muitos esforços no sentido de combater a ameaça contra essa comunidade, que foi construída com tanta dedicação, com tanto companheirismo, OUSADIA e esperança.
É com esse espírito que pedimos apoio à nossa Campanha “Jardim da União Resiste”, para tornarmos conhecida a caminhada de seus tantos guerreiros e guerreiras, e para juntarmos força contra a violência do Estado.
Dentro dessa campanha, produziremos diversos vídeos que retratam diferentes dimensões dessa luta e da situação atual da ocupação. Pedimos a todos que se solidarizam com a Ocupação Jardim da União a nos ajudarem a difundir o vídeo abaixo e os outros materiais que iremos divulgar nas próximas semanas. TODO PODER AO POVO!

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Quando a farsa vira tragédia

Quando a farsa vira tragédia

Foi dito que a história se repete; ao que se emendou: primeiro como tragédia, depois como farsa. Mas o bizarro espetáculo que vem sendo encenado em terras brasileiras, parece a farsa, da farsa, da farsa.

militares_manifestacao_15_de_marcoTambém se falou que as sociedades modernas só existem em constantes e radicais transformações: são revolucionárias por natureza. Ao que se acrescentou: algumas dessas sociedades se transformam por meio de acordos e rearranjos vindos “do alto”, as chamadas “revoluções passivas”. Se a história brasileira nos últimos séculos foi marcada por muitas e importantes lutas sociais – contra a invasão portuguesa, contra a escravidão, contra a exploração assalariada, contra ditaduras, entre outras -, episódios em que os debaixo afrontaram as tantas opressões que sofriam, é evidente que a coragem, a dedicação e a organização dos subalternos não foi suficiente para virar esse jogo. E isso mesmo se consideramos que boa parte dessa história de luta foi violentamente apagada por uma elite sanguinária, de uma ambição sem qualquer limite, que sempre morreu de medo dos debaixo, e massacrou quem ousou se opor aos seus desmandos.

Uma das coisas que distinguem a situação atual é que a barbárie e a ofensiva promovida pelos endinheirados não é uma resposta a qualquer confronto ou ameaça popular. E ela também não implicapm spray em nenhum tipo de sacrifício por parte das elites, na linha do “vão-se os anéis, ficam os dedos” . Ela segue outra lógica, que já opera há tempos: à falta de uma oposição real, à falta de forças sociais que coloquem freios à sua sede por dinheiro, a palavra de ordem é: “ficam os anéis, e passem todo o restante do ouro pra cá: agora!”. Além do velho mandamento: “depois de mim, o dilúvio”, ou seja, “para mim tudo, e que tudo o mais se exploda”.

Essa situação óbvia é escondida por uma grossa cortina de fumaça: a grande mídia zomba da nossa inteligência, martelando besteiras sem parar; de modo geral, o resumo da ópera é que a origem de todos os males da humanidade é a corrupção, entendida como um problema moral. A corrupção é um sintoma, é a expressão de uma doença terrível e muito resistente, que precisa ser entendida para ser combatida (afinal, não se vence a gripe atacando o espirro, mas sim o vírus). Essa doença é a própria vida escravizada pelo imperativo do lucro; em um mundo em que “Deus é uma nota de 100”, o dinheiro corrompe, e a corrupção, sob diversas formas, prevalece, sob qualquer governo, de qualquer partido.

pm com crianca 15 de marcoAssim, por detrás da tal cortina de fumaça vemos algo muito simples: o que está em jogo são meros acertos entre os ganhadores de sempre. Afinal, além de injustiças e desigualdades, uma sociedade guiada pela ganância desenfrada necessariamente gera crises, riscos e perdas. Depois de terem lucrado muito, em tempos de relativa bonança e de muitas fraudes, agora se trata de empurrar a fatura dessa conta para os perdedores de sempre – a população trabalhadora -, e de criar caminhos para dar continuidade ao seu enriquecimento. E um dos elementos mais importantes dessa equação é saber quem vai ter mais ou menos acesso aos cofres do Estado. Basicamente é sobre isso que se trata toda a polêmica pró e contra-Dilma.

As recentes marchas e as manifestações de rua, que talvez pudessem ser a expressão de um processo de reflexão e de organização, revelam precisamente o oposto. Em ambos os protestos, muitas bandeiras nacionais, manifestantes cantando o hino e palavras de ordem nacionalistas; “militantes” pagos; “dirigentes políticos”dilma fica acompanhados por muitos seguranças particulares; agressões e demonstração de ódio contra opositores; muitas palavras de ordem comuns a ambos os “eventos” (“abaixo a corrupção”; “reforma política” etc.); e, quando os manifestantes eram questionados sobre os motivos dos protestos e sobre o que queriam ou esperavam delas, ficava evidente que não havia nada por detrás dos “slogans”, além de muita confusão mental (confiram o relato de um companheiro aqui; e vejam os vídeos aqui e aqui).

É certo que causa grande impacto a grita por um novo golpe militar, o anacrônico coro de “vai pra Cuba” ou “chupa comunista”, que são expressões conscientes ou inconscientes do mais puro ódio de classes. Entretanto, a defesa acrítica do governo e a afirmação militante da noção do “menos pior”, que aceita um caminho que evidentemente têm alimentado o “pior do pior”, revelam uma matriz comum – fanática – a ambos os campos (a)políticos.

pm tropa do bracoEm meio a tanto barulho, não se diz palavra sobre as questões que realmente importam. Que tempos terríveis, em que parece não existir história, em que parecemos presos num eterno presente, pleno de desgraças. Se é que se pode ainda perguntar pelo sentido da vida, este parece se resumir a ter mais e a parecer melhor que os demais: é só competição, ostentação, consumismo. Ficamos insensíveis em relação ao sofrimento e as alegrias dos demais; até a nossa própria vida a gente vê como uma novela, com distanciamento e com certa indiferença. Não é à toa que existe uma epidemia de doenças como depressão, síndrome do pânico, esquizofrenia, e tantas outras, que há pouco tempo achávamos que era coisa de rico. Além disso, torna-se normal nos dias de hoje vermos evangélicos realizando exercícios militares e atacando terreiros (de umbanda e candomblé); multidões escravas de um cachimbo; policiais matando, torturando e encarcerando negros e pobres aos montes, e sendo aplaudidos por isso; grupos extremistas assassinando homossexuais; milhões utilizando as “redes sociais” para destilar o ódio e os preconceitos mais bárbaros; milhares de mulheres sendo agredidas, violentadas e mortas…

Da mesma forma como “governo” e “oposição” (dois lados da mesmapm tropa 2 moeda) estão comprometidos até o último fio de cabelo com a lógica opressiva, hierárquica, alienante e exploradora do capital, forças ditas de “esquerda” e de “direita” convergem na marcha fascista em curso, expressão daquela lógica. Mesmo alguns movimentos populares que se afirmam “autônomos” e “revolucionários”, imersos até o pescoço nas barganhas e sufocados pelo seu próprio oportunismo e autoritarismo, jogam lenham na fogueira fascista; longe de estimularem a autonomia de seus membros, de abrir espaços para a reflexão e para a compreensão da conjuntura, eles buscam reforçar as falsas polarizações, rebaixar as discussões ao nível do “FLA X FLU”, e fortalecer seu caráter autoritário e manipulador.

Se o pensamento está tão fora de moda, e se a “comunicação” é propriedade de meia dúzia de grandes empresas, não pode existir liberdade de expressão; se esquerda e direita se igualam numa massa raivosa, desnorteada, e manipulável, e se os partidos de direita e de esquerda reduziram seu horizonte ao favorecimento de si próprios e dos grandes grupos econômicos, não pode existir liberdade política; se estamos todos infantilizados, incapazes de tomar decisões, não pode existir nenhum livre-arbítrio. Ainda assim, vemos milhões clamando por uma nova ditadura civil-militar. De fato, existe o perigo dos manipuladores errarem nos seus cálculos, e acabarem libertando um monstro que eles alimentam, mas que não têm poder para controlar, e que pode se voltar contra seus próprios interesses. Uma coisa é certa: enquanto ficarmos reféns dos erros e acertos de cálculos das elites, continuaremos de mal a pior. É evidente que essa escalada fascista em curso por todo o mundo só poderá ser refreada com a ação popular consciente e articulada, embasada em experiências práticas de planejamento, tomada de decisão e de controle sobre as mais diversas esferas de nossas vidas, nas mais diversas escalas. Os fascistas de plantão e de profissão de fé continuarão suas marchas rumo ao abismo. Será que iremos conseguir puxar o freio, e desbravar outros caminhos?

Vídeo do último Protesto: Jardim da União Existe e Resiste!

Jardim da União Existe e Resiste!

Há tempos que o Jd. da União não acredita em promessas de políticos e entende que o poder que está por trás dos partidos não está interessado em garantir melhorias para a população, muito pelo contrário, são grandes corporações que além de sugar o suor do nosso trabalho são as grandes responsáveis pelo sucateamento dos serviços públicos. Por isso nossa luta sempre segue em direção a autonomia e a organização feita pelo povo e para o povo!
Abrindo nossa jornada de luta, fizemos uma longa caminhada – maior do que planejada, pois tivemos que passar na delegacia para liberar um companheiro que foi detido arbitrariamente – na região de Santo Amaro.
Segue o registro do protesto feito em 4 de março e da sua organização:

https://vimeo.com/122166832

DESPEJO NO JD SÃO LUIS

AMEAÇA DE DESPEJO IMINENTE NO JD. SÃO LUIS

Famílias que ocuparam um terreno no Jd. São Luis há quase um ano, e fizeram ali suas moradias, receberam na última sexta-feira, dia 23/01, a notícia de que uma juíza ordenou seu despejo. Como de costume, trata-se de um terreno abandonado há décadas, mas bastou o povo pobre cair para dentro, que apareceu dono e projeto: a COHAB, que se diz dona do terreno, entregou-o de graça para a gigante empreiteira TENDA, e exige a reintegração de posse.
A ação de despejo, inicialmente previsto para o dia 29/01 (menos de 6 dias depois da ordem da juíza), foi prorrogada por 8 dias (!!!) depois de um protesto dos moradores na COHAB, e nenhuma alternativa foi dada às famílias.
O vídeo abaixo conta um pouco dessa trágica história. Todo poder ao povo!

EDUCAÇÃO E PODER POPULAR – Encontro de Formação

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Nesse insano início de 2015, em que a violência e a covardia contra os de baixo promete atingir patamares ainda mais arrasadores, e precisaremos fortalecer nossa luta, convidamos companheiros a chegar até o Jardim da União. Queremos compartilhar nossas práticas e concepções de educação, ouvir e falar das dificuldades que todos enfrentamos na luta contra o bloco indivisível formado pelos conservadores e endinheirados, assim como compartilharmos o espírito de solidariedade, a resistência, a “alma revolucionária”, a raiva, a inquietude e a força para seguir movimentando a contracorrente. Queremos compartilhar também nossa mirada sobre esse tempo que estamos vivendo, e no qual nos esforçamos para tomar em nossas mãos, cada vez mais, a capacidade de governar nossas vidas. Porque já faz muito tempo que a dignidade habita os lados de cá da nossa trincheira. Que sejam todas e todos bem-vindas e bem-vindos ao nosso Primeiro Encontro de Educação e Poder Popular no Jardim da União!

Extremo Sul contra o aumento da tarifa!

Trabalhador e trabalhadora não guenta pagar 3,50!
Vídeo contra o aumento da tarifa, com depoimentos dos guerreiros e guerreiras da Ocupação Jardim da União. Da Luta do Transporte do Extremo Sul.

A Luta das Ocupações do Extremo Sul e a Especulação Imobiliária

Especulação Imobiliária e Construção de Moradias no Extremo Sul

Sobretudo na última década nossa região foi alvo de despejos em massa,  em meio a um processo brutal de especulação imobiliária, que levou às  alturas o custo da terra e dos aluguéis, e agravou um já terrível  problema habitacional. As ocupações em nossa região foram uma resposta  popular a esse quadro, porém a situação permanece crítica. Apesar de  terras imensas estarem abandonadas há décadas, assim que ocorreram as  ocupações apareceram donos, liminares de reintegração de posse e  projetos habitacionais. E acabamos por abrir uma caixa preta…
mapa_zeisUma região em que boa parte das terras é grilada, endividada, cheia de  entraves judiciais, e que é ambientalmente frágil, concentra a imensa  maioria das áreas de ZEIS 4 da cidade, destinada à construção de  habitação popular. Isso ocorre porque as terras aqui eram  relativamente baratas, o que tornaria os empreendimentos habitacionais  mais lucrativos, com base nas regras do Programa Minha Casa, Minha  Vida. Nesse programa, as construtoras recebem um volume de dinheiro  fixo por unidade habitacional, e esse montante deve servir tanto para  executar a obra, quanto para comprar o terreno. Assim, quanto mais  barato o terreno (ou seja, mais distante das áreas centrais, com  infraestrutura mais precária etc.), melhor para a construtora.
Por meio da legislação de ZEIS, as empreiteiras, valendo-se da  
Prefeitura, buscaram criar aqui uma reserva de mercado, e um banco de  terras baratas. Ainda assim, a produção de moradias não deslancha por  aqui, e ao invés de rebaixar o preço da terra, o quereprsesa ocorreu na  prática foi uma supervalorização. Para se ter uma ideia, em um  loteamento em frente à Ocupação Jardim da União, no Varginha, o  terreno de 5 X 25 metros custa cerca de 150 mil reais. E uma área  próxima a Avenida Teotônio Vilela foi leiloado por 300 mil reais há  uns quatro anos; no ano passado o terreno foi colocado à venda por 7  milhões, e este ano esse valor aumentou para 18 milhões de reais. Mas  para o grande capital imobiliário, uma alternativa já havia sido  construída: o governo municipal está desapropriando quase todas as  áreas viáveis para a construção de moradias, para entregá-las  gratuitamente às grandes empreiteiras, por meio do tal Fundo de  Arrendamento Residencial (FAR). Assim, quando os governantes dizem aos  movimentos para apresentar uma área viável para a construção de  moradias, trata-se de uma hipocrisia, já que as terras propriedadejá estão  previamente comprometidas ou são caras demais para comprar com recursos do programa. Ou os governantes garantem áreas para  atender à demanda de moradia do povo em luta, ou novas ocupações  ocorrerão, a construção de moradias continuará inviabilizada, e o  problema só irá se agravar.

Apresentação do Grupo de Capoeira do Jardim da União

Registro da Apresentação do Grupo de Capoeira do Jd da União

O vídeo a seguir registra um pouco da apresentação do grupo de capoeira do Jd. da União na última festa. Todo Poder ao Povo!

Registro da Passeata da Saúde

Passeata da Saúde da Ocupação Jardim da União

A negação de atendimento às famílias do Jardim da União revela como o Estado trata a população que luta, e que não é trouxa de acreditar em promessa de eleição, de tirar comida do prato para pagar um aluguel que não para de subir, de achar normal que terras enormes fiquem abandonadas, enquanto o povo vive em situação precária. Como se não fossem gente, as famílias da ocupação encontravam as portas dos postos de saúde fechadas, independente da gravidade de sua doença.
Mas essa situação não se repetirá. Não aceitaremos discriminação!
Todo Poder ao Povo!

AGORA: Jd. da União Luta pela Saúde

AGORA: PROTESTO PELO ATENDIMENTO DE SAÚDE DOS MORADORES DA OCUPAÇÃO JD. DA UNIÃO

Um conjunto de moradores do Jardim da União realizam neste momento uma marcha silenciosa até a Unidade Básica de Saúde (UBS) da Chácara do Conde, cobrando explicações sobre a negação de atendimento às famílias da Ocupação.
Gestantes, idosos, recém-nascidos, pessoas com doenças graves e em tratamento com remédios controlados, e qualquer um que busque atendimento nos postos de saúde da região encontra portas fechadas no momento em que os funcionários descobrem que o paciente reside na Ocupação.
Qualquer pessoa que depende do sistema público de saúde sabe que o atendimento nas UBSs é a base para qualquer outro atendimento especializado, incluindo o fornecimento de remédios, o agendamento de exames e cirurgias etc. Nesse sentido, a discriminação contra os moradores do Jardim da União é uma violência sem tamanho, praticamente uma condenação à morte das pessoas com alguma doença grave.
Segundo o gerente da UBS Chácara do Conde a ordem para a negação do atendimento partiu da Subprefeita da Capela do Socorro, Cleide Pandolfi. E o argumento mobilizado pelos atendentes dos postos de saúde é a ausência de um endereço. Ocorre que a Ocupação Jardim da União existe há mais de 1 ano, e possui endereço, ruas amplas, as casas possuem números, o acesso é fácil, o espaço é organizado.
Não existe assim qualquer razão verdadeira para essa terrível negligência, apenas o preconceito e o sadismo por parte dos gestores das UBSs e da Subprefeitura, muito mais preocupados com cifras do que com as necessidades da população.
Caso esse quadro não mude imediatamente, as famílias do Jardim da União iniciarão uma jornada de lutas para combater a discriminação e garantir o atendimento nas UBSs.
(Segue aí o link de um vídeo no qual algumas moradoras relatam a falta de atendimento: https://vimeo.com/110124528).
Contatos:
Sandra: 981598698
Valéria: 966987071
Sônia: 961317816

Denúncia Jardim da União

Subprefeitura nega atendimento de saúde às famílias do Jardim da União

O vídeo abaixo mostra o depoimento de algumas mulheres do Jardim da União que tiveram atendimento negado em postos de saúde, para si próprias ou para seus bebês. Algumas delas foram conversar com o gerente de um dos postos, e foram informadas que se trata de uma ordem da Subprefeitura da Capela do Socorro, Cleide Pandolfi, que já cometeu inúmeras violências contra as famílias do Jardim da União. Além dos despejos, da violência policial, do cinismo, das mentiras, os moradores do Jardim da União são brutalmente discriminados, como se não fossem pessoas, e são impedidos de marcar exames, cirurgias, consultas médicas, de pegar remédios, de fazer pré-natal etc.

Junta-se uma “administradora” psicopata, lacaia das grandes empresas, com um sistema de saúde extremamente precário e dominado por empresas que colocam os lucros acima das necessidades das pessoas, e é isso que dá. Mas esse quadro irá mudar, e as famílias do Jardim da União sabem bem como realizar essa mudança… Todo poder ao povo!

Viva a Creche “Filhos da Luta”

Registro da Inauguração da Creche “Filhos da Luta”

O vídeo mostra alguns momentos da inauguração da creche “Filhos da Luta”, do Jardim da União, incluindo a homenagem prestada pelo grupo de espanhol da ocupação. São pequenas iniciativas e experiências feitas por nós e para nós, produzindo respostas às nossas necessidades cotidianas, ao mesmo tempo em que buscamos assumir o controle das nossas próprias vidas e romper com as hierarquias, a passividade, o assistencialismo, a dependência em relação aos endinheirados e aos politiqueiros, e por aí vai.

Todo Poder ao Povo!

Convite para a FESTA DA UNIÃO! Venham comemorar a luta! Todo poder ao povo!

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Sobre a Luta de Ontem

Sobre a Luta de Ontem

10622950_707435945992743_2011495102212601728_nFizemos ontem mais uma luta no centro de São Paulo. Como relatamos nas postagens anteriores, apesar das tantas lutas e tantas negociações com o governo municipal e estadual, e dos compromissos assumidos, pouco se avançou na solução definitiva para as famílias do Jardim da União e do Jardim da Luta. Diante disso e de todas as conversas que foram feitas, apresentamos nós mesmos uma proposta, há cerca de 15 dias, e fomos às ruas para exigir uma resposta a ela.

Planejamos uma série de ações simultâneas, começando pela10653721_707435929326078_1102820563834086720_n ocupação da CDHU e da Secretaria Estadual de Habitação, levando para lá nossos colchões, fogões, alimentos, com a disposição de passarmos ali vários dias. Bloqueamos a Rua Boa Vista, e iniciamos uma panfletagem pelo centro, para que as pessoas que circulam na região soubessem dos motivos do nosso protesto, a falta de solução para a demanda por moradia das famílias do Jardim da União e do Jardim da Luta, e a ameaça de despejo de centenas de famílias.

acorrentadosPoucos minutos depois da primeira ação, parte de nós fizemos um acorrentamento na Secretaria Municipal de Habitação e um protesto na Rua São Bento. Em menos de 20 minutos fomos convidados para uma reunião com os Secretários Municipal e Estadual de Habitação, a Secretária Municipal de Planejamento, e alguns de seus assessores.

Nessa reunião, que foi bastante objetiva, foi indicado um terreno10686596_707436055992732_15091362715300450_n viável para a realização de um projeto habitacional gerido por nós, com o apoio financeiro do governo municipal, estadual e federal; e se realizará um estudo de outros terrenos desse tipo, cujo resultado será apresentado em nova reunião, no dia 17 deste mês.

Esse encaminhamento pareceu bom, já que até então em todas as boa vistaáreas que discutíamos havia um impedimento, um projeto em desenvolvimento, um compromisso previamente assumido com as empreiteiras etc. Além disso, a secretaria municipal de habitação se dispôs a ajudar a resolver alguns empecilhos técnicos para a viabilização de um projeto habitacional no terreno do Jardim da Luta.

Essa luta ainda está longe do fim, mas parece que a primeira etapa, a do acesso à terra, começa a ser superada, graças à nossa persistência e à nossa organização. Todo Poder ao Povo!

Jornada de Lutas

Ocupação da CDHU e Acorrentamento no SEHAB

 

Como os compromissos firmados com o Jardim da União envolveram governo estadual e municipal, além de ocupar a CDHU e bloquear a rua Boa Vista, iniciamos um acorrentamento na SEHAB. E a jornada está apenas começando!