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Vídeo do último Protesto: Jardim da União Existe e Resiste!

Jardim da União Existe e Resiste!

Há tempos que o Jd. da União não acredita em promessas de políticos e entende que o poder que está por trás dos partidos não está interessado em garantir melhorias para a população, muito pelo contrário, são grandes corporações que além de sugar o suor do nosso trabalho são as grandes responsáveis pelo sucateamento dos serviços públicos. Por isso nossa luta sempre segue em direção a autonomia e a organização feita pelo povo e para o povo!
Abrindo nossa jornada de luta, fizemos uma longa caminhada – maior do que planejada, pois tivemos que passar na delegacia para liberar um companheiro que foi detido arbitrariamente – na região de Santo Amaro.
Segue o registro do protesto feito em 4 de março e da sua organização:

https://vimeo.com/122166832

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Jornada de Lutas

Nova Ocupação da CDHU

 

Mais um dia de protesto contra o império das empreiteiras e pela conquista de um projeto habitacional que atenda à população em luta.

Desde que ocorreu a onda de ocupações no Extremo Sul de São Paulo, há mais de um ano, temos feito inúmeras lutas e reuniões com membros do poder público no sentido de garantir o atendimento habitacional a centenas de famílias do Extremo Sul de São Paulo, vítimas dos despejos e da especulação imobiliária que fez o custo da terra e dos aluguéis explodir em nossa região.

Nesse período, foram firmados diversos compromissos, repetidamente descumpridos ora pelo governo municipal, ora pelo estadual.

No início de junho, diante de um despejo iminente, os membros da Ocupação Jardim da União fizeram um protesto na CDHU, onde conquistamos a suspensão do processo de reintegração de posse por seis meses, para que se tivesse tempo para se encontrar uma solução à demanda da ocupação. Nessa ocasião, ocorreu uma reunião com os Secretários Municipais de Planejamento e de Habitação, e com o Secretário Estadual de Habitação, em que foram agendadas duas reuniões técnicas (envolvendo SEHAB, COHAB, CDHU e CETESB) e uma reunião final (no dia 29/08) para formalização de uma proposta definitiva.

Com atrasos, essas reuniões ocorreram, mas não houve proposta. Assim, o tempo está passando, o prazo de suspensão do processo está se esgotando, e não há sinal de solução. Diante disso, e das informações levantadas nas tantas reuniões que tivemos com técnicos e com os Secretários de Habitação do Estado e do Município, com o Presidente da CDHU, com a Secretária Municipal de Planejamento, com o Prefeito, entre outros, há cerca de 15 dias nós apresentamos aos últimos uma proposta, que segue anexada, e não obtivemos resposta.

É para cobrar um posicionamento efetivo e definitivo à nossa proposta que mais uma vez saímos às ruas, dando início a uma nova jornada de lutas.

Não deixaremos que nossa comunidade seja destruída e que tantas famílias sejam jogadas à sarjeta. TODO PODER AO POVO!

 

Contatos:

Sandra: 981598698

Renan: 953449271

Ari: 949341187

Seu Luís: 959645843

Mais uma conversa mole da prefeitura…

Repressão na EMEF João da Silva

Apesar de hastear em todo canto a bandeira do diálogo sobre os temas gerais da cidade, a prefeitura parece não se importar com os problemas concretos da educação que ela mesma promove. A EMEF João da Silva continua numa situação lamentável e as denúncias de desvios, autoritarismo, assédio moral, etc. cometidos pelo diretor Alexandre continuam a rondar a comunidade. 

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Funcionários, mães e pais de alunos encontram-se numa situação absurda: uns são impedidos de falar em reuniões, são perseguidos, e sofrem intimidações de todo tipo no cotidiano da escola. Outros fingem não ver nada para não ter que se dar ao trabalho de se organizar, ou simplesmente são enganados pelas pequenas migalhas oferecidas à população, como por exemplo o fato de terem sido iniciados os atendimentos médicos para a comunidade nas salas de aula (por falta de Unidade Básica de Saúde também neste bairro! o famoso “jeitinho” que já conhecemos...). 

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E quanto aos alunos do primeiro ao nono ano? Estes nem falar mais podem, pois sofrem todo tipo de ameaça dentro da escola por participarem das atividades políticas. Enquanto isso a Diretoria Regional da Capela do Socorro simplesmente diz que nada pode fazer… Após o protesto do dia 25/04, em mais uma reunião com a comissão de supervisoras que está apurando o caso, foi reafirmado o descompromisso do poder público com a educação.  Figura1MafaldaDesde novembro do ano passado, quando foi encaminhado um dossiê com denúncias e provas da negligência da diretoria da escola, foram várias as tentativas de resolver o problema conjuntamente e, numa reunião antes do carnaval, a Diretoria Regional se comprometeu a trabalhar rapidamente e contribuir para acabar com o clima de guerra que está na escola. Este clima só tem chance de acabar com a saída do diretor, que infelizmente, personifica o cinismo, o autoritarismo a corrupção estatal, aumentando ainda mais a crise que toda escola pública sofre hoje. Apesar de já terem sido comprovadas irregularidades graves (segundo as próprias supervisoras), nada de prático foi encaminhado para dar uma solução. E por isso, semana passada, entregamos um novo dossiê à DRE e fomos dar uma forcinha para o bota fora do diretor em frente à escola.

Chega de repressão!

Não é essa a educação que precisamos!

Informe da luta na EMEF João da Silva

Como os prazos de apuração das denúncias se excederam ao tempo previsto, e como os absurdos cometidos pela diretoria da escola continua (ver aqui como foiImagem o começo de ano na escola), a comunidade teve ontem (dia 31 de janeiro de 2013) outra reunião com a comissão da Diretoria de Educação, que está apurando o caso, em conjunto com o novo dirigente regional de educação da capela do socorro. Disseram que o relatório preliminar ficará pronto antes do carnaval, que sua análise será feita nos dias seguintes e que o resultado será encaminhado a outros órgãos ligados à Secretaria de Educação.

Para se ter ainda outro exemplo do destempero e do autoritarismo do diretor da escola, ainda nesta semana ele telefonou para a família de um aluno que participou do protesto do final do ano, fez uma série de ofensas e ameaças, retirou o nome do aluno da lista de matrícula, e depois coagiu o pai do aluno a assinar a transferência dele para outra escola, caso este que foi encaminhado pela família ao Conselho Tutelar.

ImagemComo foi dito na reunião, a gravidade das ações da diretoria da EMEF João da Silva é tanta, que é preciso uma resolução urgente para o caso. E se isso não ocorrer por meio dos inquéritos e dos procedimentos burocráticos, será feito por meio da luta da comunidade, que não dará nenhum passo atrás.

13 de maio de resistência na quebrada

Liberdade se conquista lutando

Cortejo do Grupo de Capoeira Semente do Jogo de Angola no Jd. Eliana

Um salve aos companheiros que fazem da vida a luta. Nas ruas, nas escolas, nas quebradas, fomentando a cultura afro-brasileira e sua mensagem de resistência. Seguem materiais das atividades que ocorreram neste final de semana no Jd. Eliana, saindo da escola Maria Luiza para as ruas do bairro, colocando em pauta o significado do 13 de maio e da luta contra a opressão, o preconceito e a violência racial. Liberdade se conquista lutando!

Veja o vídeo do cortejo:


O Vídeo e a Luta

Por que fazemos vídeos?

Os companheiros e companheiras que acompanham as atividades da Rede Extremo Sul e o nosso blog sabem que fazemos muitos vídeos. Desde o início de nossa caminhada, e mesmo antes da existência da Rede, documentamos as histórias das comunidades, algumas das violências que são cometidas contra elas pelo Estado e pelos endinheirados, e os processos de organização e de resistência popular, além de fazermos também alguns materiais informativos. Mas por que todo esse esforço, se não somos cineastas, não estamos atrás de fama nem de holofotes, se abominamos marqueteiros?

Existem usos que são óbvios, e nem por isso sem importância: o vídeo como ferramenta de denúncia, ou como registro histórico, ou ainda a câmera como instrumento para inibir certas arbitrariedades e barbaridades cometidas pela polícia ou outros membros do Estado. Mas também tentamos utilizar o vídeo de outras formas; uma delas é como uma pequena ferramenta na construção de uma memória popular coletiva e combativa, registrando e divulgando nas comunidades as experiências de luta por trás de cada uma de suas conquistas. Além disso, ele serve como um meio das comunidades se comunicarem e trocarem experiência, já que são muitas as coisas em comuns entre elas.

Outro uso que fazemos do vídeo é como um meio de nos aproximarmos de algumas pessoas numa certa comunidade, e de aproximar essas pessoas entre si. Com a câmera na mão, é possível criar um pequeno espaço em que as pessoas contam sua trajetória, refletem sobre sua realidade, formam e compartilham idéias e opiniões que muitas vezes o cotidiano massacrante nos obriga a guardar conosco. Além disso, o vídeo, por motivos bons e ruins, acaba dando mais visibilidade e credibilidade ao depoimento daqueles que são nossos iguais, e vizinhos que às vezes nem se falam, e muito menos se escutam, passam a se identificar e a se respeitar por se verem numa tela, em meio a imagens, músicas e falas que fazem sentido para eles.

No entanto, e por incrível que pareça, tentamos também usar o vídeo como um meio de quebrar os mitos da imagem, da televisão, da propaganda, lembrando que o nosso discurso não é aquele do Jornal Nacional, que a nossa realidade não é aquela da novela; que por trás de uma tela, escondido, se encontra todo um processo de manipulação das imagens e de todos os conteúdos, de modo que quem faz a edição do vídeo determina o sentido que ele vai carregar. Além disso, em coerência com nosso horizonte político, que aponta para um futuro sem patrões nem governantes, em que realmente seja “tudo nosso”, buscamos passar adiante os poucos conhecimentos que temos sobre a produção de vídeos, para quem estiver disposto a aprender nas comunidades, e multiplicar as ilhas de edição; assim, as pessoas podem se apropriar dos meios de produção de vídeos, e utilizá-los de maneira autônoma.

De todo modo, como meios muito modestos de informação, comunicação, formação política, e de criação de identidade de classe, nossos vídeos servem principalmente como instrumentos no interior dos processos organizativos autônomos que tentamos fomentar nas comunidades. Em geral, feitos rapidamente, nas madrugadas, em meio a lutas, atividades culturais, reuniões e um monte de outras coisas, por pessoas que não são nem profissionais do vídeo, e muito menos da política, nossos vídeos não são obras-primas, e neles até mesmo acabamos por reproduzir sem querer alguns clichês e fórmulas conservadoras. Mas vistos como eles são, como uma pequena parte de processos radicais de luta e de organização popular, eles passam a se justificar e a fazer algum sentido. É por isso que fazemos vídeo…

 

Jd. Prainha Luta

Moradores do Jd. Prainha seguirão mobilizados

Depois da mobilização no Jd. Prainha na quinta-feira passada, a Subprefeitura nos chamou para negociar. Dois dias de luta popular arrancou deles uma proposta habitacional aos oito moradores que tiveram suas casas interditadas desde as chuvas do ano passado, e a promessa de não derrubar outras dezenas de casas. Esse resultado é conquista da organização popular, mas é pouco para o Jd. Prainha e para todas as comunidades que estão na mira dos despejos, e que padecem de tantas dificuldades, como a falta de asfalto, saneamento, e a péssima qualidade dos serviços públicos. Queremos saber quais são os planos da Prefeitura, quantas remoções estão prevendo e qual o projeto de moradia que nos apresentarão. Estamos unidos e não aceitaremos propostas que dividam o povo. Seguiremos na luta!!!

Cerca de 350 moradores reunidos em assembléia hoje pela manhã.

 

 

Derrubada de casas no Jd. Prainha

Derrubada de casas no Jardim Prainha

Ontem, dia o2 de fevereiro,  os moradores do Jd. Prainha foram surpreendidos pela visita da Defesa Civil da Subprefeitura da Capela do Socorro, junto com a Guarda Ambiental.

Sem aviso prévio, uma casa foi simplesmente derrubada,  e ainda ficou o aviso de que várias outras serão derrubadas nos próximos dias (o prejuízo não foi maior porque os moradores resistiram e começou a chover).

Tratam-se de casas que receberam um auto de interdição há pouco mais de um ano, mas que até hoje não foi dada nenhuma solução aos moradores. Mesmo no caso da casa derrubada, absolutamente nada foi oferecido (nem bolsa-aluguel, nem indenização, nem nada).

Sabemos que esse é só o começo de vários ataques contra a população que vive perto da represa.

Em reunião ocorrida ontem à noite, os moradores decidiram se organizar para evitar  nova derrubada de casas.

Caso os agentes do Estado insistam nessa ação absurda, os moradores irão resistir, e o risco de confronto é grande!

A comunidade está se organizando, e a mobilização será crescente. Mas todo apoio dos que estão na trincheira da luta popular é bem-vindo. Jd. Prainha Luta!

Bora pra mais esta luta!

Veja o vídeo

Despejo no Prainha

 


Recordando os despejos em nossa região

Recordando os despejos em nossa região

Passadas as eleições, infelizmente uma nova onda de despejos deverá começar, afetando dezenas de comunidades em nossa região, e no conjunto da cidade de São Paulo, para não irmos muito longe. Sob os falsos argumentos de proteção ambiental e das melhorias urbanas, muitas pessoas serão criminalizadas, prejudicadas e obrigadas a aceitar migalhas e promessas vazias, já que está mais do que evidente que não existe uma real política habitacional para atender dignamente as famílias removidas.

O único meio de se contrapor a essa violência é a união e a luta das próprias comunidades ameaçadas, e é nesse sentido que publicamos aqui esse vídeo que documenta uma pequena parte da luta dos moradores do Parque Cocaia I. Que esse tipo de experiência nos sirva de inspiração e ensinamentos para nos fortalecer para as batalhas que virão.

Lembrando as enchentes

Lembrando as enchentes do verão passado

A temporada de chuvas está se abrindo, e com ela o temor de novas tragédias em comunidades periféricas, como as enchentes e deslizamentos que aconteceram no verão passado. Para relembrar esse período tão difícil, publicamos aqui o vídeo Jd. Lucélia Luta. Que sirva para ficarmos atentos e para reagirmos com ainda mais força caso situações desse tipo se repitam.

Relato de uma luta por creches

Mulheres em Luta por Creches

Esse vídeo documenta alguns momentos da luta de um conjunto de mulheres, em oposição à terrível situação do sistema educacional infantil no Grajaú, agravada pelo fechamento de várias creches, no início deste ano. Passando por cima de muitas dificuldades, essas mães se uniram e foram à luta: encararam o desprezo e a truculência do poder público, muitas vezes carregando seus filhos pequenos nos braços, até fazerem ouvir suas vozes. Esperamos que isso seja um exemplo para muitos outros processos de organização popular em torno da educação.

E que sirva de convite à participação na Campanha contra a Opressão e o Autoritarismo nas Escolas.

Derrubando uma diretora

Luta contra o Autoritarismo numa escola em Parelheiros

Abaixo, postamos um vídeo que documenta uma luta vitoriosa, recentemente organizada por alunos, professores, e outros membros de uma comunidade em Parelheiros, contra uma diretora de escola autoritária. Logo depois do vídeo segue uma carta-aberta produzida por algumas pessoas  que participaram dessa luta.

Que isso sirva de exemplo, e de ânimo para a Campanha contra a Opressão e o Autoritarismo nas Escolas, recentemente lançada .

CARTA ABERTA AOS PAIS E À COMUNIDADE DA E.E JOAQUM ALVARES CRUZ

Nós, alunos e professores da E.E. Joaquim Alvares Cruz, vimos por meio desta carta esclarecer o quadro geral em que a nossa escola se encontra desde a entrada da Sra. Diretora Dulcineide Bastos Venâncio Paz.

O que vem ocorrendo desde que tomou posse a atual diretora foi um verdadeiro desmantelamento do ensino naquela escola. Mais de um ano depois de ter assumido, a Sra. Dulcineide tem se mostrado incompetente e autoritária no cargo de diretora do Joaquim Alavers Cruz.
Nós queremos que a escola seja um local onde possamos estudar com tranqüilidade, e não onde os alunos fiquem desmotivados pra estudar e os professores trabalhem estressados devido às ordens da diretora, e onde ambos sofram ameaças dela.

Nós queremos que a sala de leitura seja aberta para os alunos, e que eles não sejam impedidos de ter acesso à leitura e informação. Nós queremos que o professor seja livre para ensinar, e nós para aprender, e não que os dois sejam “amarrados” por uma cartilha que o governo manda para nos emburrecer. Queremos que nenhum diretor seja empossado contra a vontade da comunidade escolar!
Enfim, queremos que o ensino da nossa escola seja de qualidade e que melhores mais a cada dia. Mas nada disso cai do Céu. É preciso lutar por isso. Portanto pedimos o apoio de todos os pais e responsáveis nessa luta que não é só nossa, é também sua. Por isso vimos aqui convidar os senhores para nos apoiar. Façam isso por nós, façam isso pelos seus filhos, FAÇAM ISSO POR VOCÊS! UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE SÓ SE CONSTRÓI COM A UNIÃO DE TODA A COMUNIDADE!