Arquivo da categoria: Jd. Lucélia/Vila Nascente

Ameaça de Despejo do Recanto da Vitória

14 anos de Abandono; quase 5 meses de Moradia Popular

Em meio a uma onda de ocupações no extremo sul de São Paulo, no final de julho deste ano surgiu o Recanto da Vitória, no terreno conhecido como “Granja do japonês”, no Jardim Lucélia. De uma área de mais de 155 mil m2, apenas em uma área ínfima existiam edificações, inclusive um galinheiro onde a criação disputa comida com ratos e urubus. Todo o restante se encontrava abandonado há muitos anos, até que um conjunto de pessoas decidiu ocupar a área, em busca de uma moradia digna.
Foram meses de muitas dificuldades, mas também de muita luta. Em meio a essas lutas, conseguimos derrubar uma liminar de reintegração de posse, mas foi dada ao mesmo juiz a chance de julgar novamente o caso, e novamente ele emitiu uma ordem para despejar as famílias.
Diante disso, a ocupação Recanto da Vitória se encontra em risco, mas está longe de desistir ou se acovardar. A necessidade de moradia dos ocupantes não irá desmanchar no ar, nem será varrida para debaixo do tapete. Faremos novas lutas, e se necessário for, as famílias realizarão novas ocupações. Periferia luta! 

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Grajaú Ocupado! Multiplicação da Luta por Moradia no Extremo Sul

Cerca de 20 Ocupações, uma Mesma Luta!

Tanto sofrimento e indignação estão sendo transformados pela população pobre do Grajaú em luta! As ocupações de terras inutilizadas se multiplicam, revelando a enorme carência de moradia em nossa região, consequência da onda de despejos que nos atingiu, e da falta de uma política habitacional.

 Essa situação não é exclusiva do Grajaú; ao contrário, é a regra nas periferias de São Paulo e de tantas outras cidades. Cabe a todos e todas nós unificar essa caminhada, e entender a luta de cada ocupação como nossa própria luta, como uma só luta.

Esperamos que esse esforço incentive as demais quebradas a fazer o mesmo, pois a terra deve ser de quem precisa dela para produzir e viver, e não para quem quer especular e lucrar com o sofrimento alheio. Se morar é um direito, ocupar é um dever! Periferia Luta!

Ocupações do Grajaú se fortalecem

União e Organização

???????????????????????????????Hoje, a ocupação do terreno da Chácara, próximo ao Mutirão (Jd. Lucélia) ganhou nome: Recanto da Vitória. Apesar da repressão policial, que por várias vezes exigiu a desocupação da área, ameaçou que a tropa de choque faria o despejo, e inclusive levou pessoas à delegacia sem apresentar qualquer acusação, os moradores estão animados e trabalhando para consolidar a ocupação. Na Ocupação Povo Unido Para Vencer, também o dia foi de muito trabalho para a??????????????????????????????? organização dos espaços, mas não houve qualquer tentativa de intimidação e de ameaça por parte das polícias.

???????????????????????????????Aos poucos, as ocupações no Grajaú estão se organizando, se fortalecendo, e se multiplicando também. E não existe aqui nenhum mistério: é a resposta popular aos proprietários que mantém grandes áreas vazias, sem função nenhuma, a não ser a de ganhar dinheiro com isso (a chamada especulação). É a resposta aos governantes, que ??????????????????????????????? protegem esses proprietários, e que buscam promover a especulação, despejando milhares de pessoas, e tentando expulsar a população pobre de nossa região. É também a resposta às indenizações miseráveis que os governantes dão a essas pessoas, e ao cheque-despejo disfarçado, o tal bolsa-aluguel; é a resposta ao fato de que não se constrói moradia popular para as famílias que são expulsas de suas casas, e para aqueles tantos que nunca tiveram uma casa própria.

???????????????????????????????Enfim, é a resposta correta, pois a terra deve ser usada por quem precisa dela para viver, trabalhar e se alimentar, e não para os parasitas que se beneficiam com o suor e o sofrimento dos demais. Todo Poder ao Povo! 

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Notícias do Encontro das comunidades “João da Silva”

Educação na periferia

Todos sabem que nada em nossos bairros periféricos foi construído sem lutas, seja por meio de protestos e reivindicações, seja por meio de trabalhos de auto-organização, autoconstrução, etc. Foi assim também no caso das escolas João da Silva, a municipal no Jd. Lucélia e a estadual no Jd. Ideal, que carregam o nome de um antigo lutador do Grajaú.

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  Hoje essas duas escolas, passam por uma situação de descaso, cada  uma a seu modo, que é exemplo de como tem caminhado a  educação, seja pelo sucateamento, pela falta de autonomia, pela não  abertura de espaço para a participação da comunidade na escola,  pela falta de diálogo sobre a situação do ensino, seja pela negligencia  do Estado em relação as condições físicas da escola.

O encontro que rolou no domingo passado reuniu mães, pais, alunos, professoras e professores das escolas João da Silva e de outras escolas da região e de Parelheiros, foi mais um pequeno passo para mudar esse quadro.  Depois de uma apresentação teatral do Concerto da Lona Preta, que novamente nos nutriu de esperanças de união e de luta, foi firmada a solidariedade entre as comunidades que agora seguem juntas na luta pela reconstrução da E.E. João da Silva e pelo fim do autoritarismo na EMEF João da Silva. A luta continua! Todo poder ao povo!!!

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Encontro das comunidades “João da Silva” – a luta continua!

CARTAZ EMEF (1)

Luta da EE João da Silva

Pela Reconstrução da EE João da Silva

A Comunidade da Escola João da Silva realiza hoje um protesto em frente à Secretaria Estadual de Educação. A E.E. João da Silva era uma “escola de lata”, que corria o risco de desabar a qualquer momento, tendo sido desativada há cerca de 2 meses. Embora a Diretoria de Ensino Sul-3 e a Secretaria Estadual de Educação tivessem conhecimento do risco, tendo inclusive feito um estudo técnico no início de 2011 que atestou a necessidade de uma reforma estrutural urgente, apenas depois da pressão feita pela comunidade é que a escola foi fechada.
No entanto, solucionou-se um problema, e outros foram criados. Os alunos foram remanejados para duas escolas próximas à região, porém, com a remoção às pressas e por total descaso do Estado, as escolas não foram preparadas adequadamente para receber os alunos, o que tem gerado diversos transtornos. Essa situação provisória não pode se alongar. Por isso tudo, exigimos que a Secretaria Estadual de Educação e a Diretoria de Ensino Sul 3, nos mostrem o projeto, o cronograma de execução da obra de reconstrução de nossa Escola, e a data em que o  prédio será entregue à comunidade.
Nossa região já vive um quadro alarmante de superlotação por possuir número insuficiente de escolas para a demanda da população. Não podemos perder mais uma escola. Estamos em luta incessante para que a E. E. João da Silva não acabe e nossos filhos sejam obrigados a ficar em escolas superlotadas, sem estrutura e longe de casa!!!
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EMEF João da Silva luta novamente!

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Comunidade da Escola João da Silva permanece mobilizada

Comunidade da EMEF João da Silva luta!

A comunidade da EMEF João da Silva permanece mobilizada para garantir uma mudança na gestão e no aprendizado dos alunos. Neste vídeo se reúnem depoimentos que contam a história de luta da escola, mas também de mães de alunos que denunciam a situação que ela está hoje, com a atual direção: sem espaços para resolver problemas de ensino e de violência, que desrespeita pais e alunos, que é ausente, negligente, autoritária. Além de tudo isso, as mães também dizem o que pensam sobre o uso privado da escola. 

Como ainda não saiu o resultado da apuração que a Diretoria de ensino da Capela do Socorro começou a fazer em primeiro de dezembro de 2012 (e cujo prazo que ela mesma estipulou já venceu), nós mesmos vamos publicando a avaliação que a comunidade faz da escola. Além de todas as denúncias apresentadas no ano passado, este ano também começou mal. É por isso que a comunidade exige urgentemente uma resposta, já que não querem que o ano letivo comece sem nenhuma mudança no quadro lamentável em que se encontra a EMEF João da Silva.

Luta na EMEF João da Silva

Depois do Protesto na João da Silva

Numa outra postagem, chegamos a falar que no dia seguinte ao protesto a diretoria da EMEF João da Silva mandou lavar a quadra, distribuiu cadeiras escolares e uniformes, entre outras coisas. Mas a reação da diretoria não parou por aí: bastou baixar um pouco a DSC01901 poeira, e seus membros passaram de sala em sala chamando os manifestantes de vândalos, dizendo que eles mancharam a imagem da escola etc. Além disso, sob uma série de calúnias e ameaças, eles coagiram alunos, pais, professores e funcionários a assinar um abaixo-assinado em defesa da direção da escola.  No caso específico dos funcionários e professores, o diretor dizia com todas as letras que quem não assinasse era inimigo dele, e arcaria com as consequências.

Todas essas atitudes desesperadas não mudam em nada a situação; ao contrário, só reforçam o fato de que a atual direção da EMEF João da Silva é incompetente e autoritária, e será cobrada pelos seus inúmeros erros. A denúncia organizada pela comunidade foi encaminhada à Secretaria Municipal de Educação, ao Ministério Público, e à Diretoria Regional de Educação (DRE). Ontem, umDSC01873 grupo formado principalmente por moradores do bairro e mães de alunos(as), mas contando também com uma professora e uma ex-funcionária, teve uma reunião na DRE, e além de apresentar novas denúncias esse grupo ficou sabendo que já foi instituída uma comissão para apurar o caso. Vamos acompanhar o andamento desse processo, para que todos os envolvidos sejam ouvidos. 

Além disso, a comunidade está se organizando não só para dar continuidade às denúncias, mas também para melhorar sua organização e para ter voz ativa no interior da escola. Chega de desmandos e de repressão! E já basta de aceitar a degradação dessa escola que foi fruto de muita luta dos moradores do Jd. Lucélia!

Luta na EMEF João da Silva

Vídeo e alguns desdobramentos do Protesto de Ontem

Mal acabou o protesto, e algumas medidas foram tomadas na EMEF João da Silva: por exemplo, a quadra foi limpa, apareceram cadeiras novas, foram distribuídos uniformes aos alunos (!!!), foi fornecido papel sulfite aos professores, e foi divulgada a reunião do Conselho Escolar, entre outras medidas.

Basta uma pequena mobilização, que a Diretoria se movimenta, mas isso está muito longe de resolver a situação. Mudanças muito mais profundas se fazem necessárias, e nesse sentido precisamos urgentemente que a atual diretoria da João da Silva seja exonerada e, principalmente, precisamos de união e de organização para que a gente construa um controle popular sobre a escola. 

Abaixo, segue um vídeo sobre o protesto de ontem. Essa caminhada está apenas começando!

 

Protesto na EMEF João da Silva

Truculência contra os Manifestantes

O protesto em frente à EMEF João da Silva acabou há algumas horas. Indignados contra a situação da escola, muitos alunos e alunas se juntaram à manifestação puxada por membros da comunidade do Jd. Lucélia, manifestação que denunciou os problemas da escola e as medidas autoritárias de sua direção. Foram feitos vários relatos sobre a precariedade da infraestrutura, sobre a falta de materiais pedagógicos, sobre maus-tratos contra alunos(as) e contra pais e mães, e por aí vai.

Apesar de ter sido uma manifestação pacífica e totalmente legítima, ao invés de diálogo, a Diretoria chamou a polícia. Rapidamente chegaram várias viaturas da Guarda Civil Metropolitana (GCM), da Polícia Militar (PM), e principalmente da Guarda Ambiental (!!!!), vestidos com seu uniforme parecido com o do Exército. Houve diversas tentativas de intimidação, os próprios membros da Guarda Ambiental falaram para os estudantes que eles eram massa de manobra, que a manifestação era coisa política-partidária, e que os manifestantes estava cometendo um crime pois não haviam pedido autorização à Subprefeitura para a realização do protesto!

Evidentemente, essa tentativa de desqualificar a luta e amedrontar os manifestantes não deu certo, pois não se trata de político ou de partido A ou B, mas de problemas reais e muito graves. Mas fica aí a pergunta: desde quando é preciso pedir autorização para se exercer um direito, como o direito de manifestação? E desde quando uma manifestação pacífica é caso de polícia, e mais ainda, da Guarda Ambiental?

Com isso se revela a verdadeira faceta da direção da escola, e do próprio Estado, que considera a organização popular um caso de polícia.

Para piorar, e apesar de diversas tentativas de convencê-los do contrário, a Diretoria da EMEF João da Silva, junto com a Guarda Ambiental não deixaram os estudantes entrarem na escola ao final do protesto, que acabou às 8h da manhã. Um absurdo e uma irresponsabilidade, mas diante disso resolvemos fazer uma caminhada pelo bairro, no meio da qual os alunos e alunas voltaram para suas casas.

A luta está apenas começando!

Protesto na EMEF João da Silva

Contra o Autoritarismo na Escola João da Silva

A situação da EMEF João da Silva vai de mal a pior. Ela ocupa uma das piores posições no ranking das escolas municipais, a evasão escolar é enorme, e as condições de ensino são péssimas. Além disso, o Diretor é ausente e autoritário, ninguém sabe quanto dinheiro é gasto e como é gasto, e ninguém tem voz ativa na escola.
Isso é um problema que afeta a todos nós, e principalmente às crianças e aos jovens do nosso bairro. É por isso que estamos protestando neste momento! Junte-se a essa caminhada!
A EMEF João da Silva é de todos nós.
As melhorias da Escola depende de todos nós.
A hora é de União!

Sarau no Lucélia: Hip Hop e Resistência

Rap é compromisso…Com quem? Com o quê?

Neste domingo, dia 15, a partir das 13h, haverá o próximo sarau mensal e itinerante da Rede Extremo Sul. Vai rolar uma troca de ideia sobre a história do Hip Hop na região e o compromisso do Rap com as comunidades. 

Hip Hop e Resistência

Sarau no Jd. Lucélia