Arquivo da categoria: Jd. Prainha

Vídeos da luta da Jd. Prainha

Vídeos da luta do Jardim Prainha

Postamos aqui dois vídeos, um deles mostra a luta que fizemos na última sexta-feira, na Prefeitura de São Paulo, e o outro conta um pouco da história dessa mobilização, desde a interdição de algumas casas até agora.

Devemos agora permanecer juntos, atentos, e pressionando o “poder público” para que nossas reivindicações sejam realmente atendidas.

Jardim Prainha Luta

Uma casa foi demais

Tomando o Centro

Tomando o Centro

Hoje, a Periferia tomou o Centro. Fomos, cerca de duzentos companheiros e companheiras, exigir o que é nosso. Chega de despejos truculentos! Chega de esconder os projetos das famílias! Chega de tratar a população da periferia como se fôssemos lixo!


Nosso recado foi claro: nenhuma casa será derrubada; queremos uma alternativa habitacional para os moradores que tiveram suas casas interditadas; e exigimos o projeto de “urbanização” do Jd. Prainha. E não para daqui a um ano, mas AGORA!


 

Entregamos nossa reivindicação, e demos um prazo para uma resposta. Caso nossa exigência não seja atendida, vamos de novo para a luta, com ainda mais força, e reunindo outras comunidades que se encontram na mesma
situação.

Um salve aos camaradas do Jd. Pantanal, do Campo Limpo, e das demais comunidades do Extremo Sul, além dos compas da Rádio Várzea, que representaram no dia de hoje.


Prainha Luta! Periferia Luta!

Em breve: Mais Lutas


Jd. Prainha Luta

Moradores do Jd. Prainha seguirão mobilizados

Depois da mobilização no Jd. Prainha na quinta-feira passada, a Subprefeitura nos chamou para negociar. Dois dias de luta popular arrancou deles uma proposta habitacional aos oito moradores que tiveram suas casas interditadas desde as chuvas do ano passado, e a promessa de não derrubar outras dezenas de casas. Esse resultado é conquista da organização popular, mas é pouco para o Jd. Prainha e para todas as comunidades que estão na mira dos despejos, e que padecem de tantas dificuldades, como a falta de asfalto, saneamento, e a péssima qualidade dos serviços públicos. Queremos saber quais são os planos da Prefeitura, quantas remoções estão prevendo e qual o projeto de moradia que nos apresentarão. Estamos unidos e não aceitaremos propostas que dividam o povo. Seguiremos na luta!!!

Cerca de 350 moradores reunidos em assembléia hoje pela manhã.

 

 

Grafite no Prainha

Grafite no Prainha

Um salve aos companheiros que produzem sua arte junto e misturado com a luta popular. Em meio às ruínas brota a cultura que fortalece a luta do povo da periferia.

Grafite do Those no Jd. Prainha

Foto da remoção

Área com risco de remoção

Em meio à mobilização dos moradores, um funcionário da Subprefeitura entregou uma foto da comunidade do Jd.Prainha, com a demarcação de áreas onde, segundo ele, as casas seriam derrubadas por estarem em área de risco. Foi a primeira vez que tivemos acesso a um documento que informa as intenções da Prefeitura. Pena que iremos frustrar esses planos…

Não aceitaremos remoções sem que seja dada uma alternativa às famílias!

Área em vermelho - Primeira etapa da remoção. Área em laranja - Segunda etapa da remoção.

Clique na imagem para ampliar o mapa

Comunidade do Jd. Prainha barra despejo

250 moradores mobilizados barram remoção no Jd. Prainha

Como foi antecipado em nosso comunicado anterior, hoje, dia 03 de fevereiro, nós da comunidade do Jd. Prainha nos mantivemos mobilizados e conseguimos evitar novos despejos.

Apesar do assédio da prefeitura e da polícia, reunimos mais de 250 moradores e bloqueamos a Estrada da Ligação, a principal via de acesso à comunidade, fazendo com que os agentes da remoção recuassem temporariamente.

É importante ressaltar que apesar de toda a mobilização, a Prefeitura ainda não fez nenhuma proposta pras famílias, nenhum tipo de contrapartida. Encaramos isso com bastante preocupação, pois sabemos que a área que deve ser afetada é grande.

Seguiremos mobilizados  e não admitiremos que esse tipo de violência continue acontecendo.



Derrubada de casas no Jd. Prainha

Derrubada de casas no Jardim Prainha

Ontem, dia o2 de fevereiro,  os moradores do Jd. Prainha foram surpreendidos pela visita da Defesa Civil da Subprefeitura da Capela do Socorro, junto com a Guarda Ambiental.

Sem aviso prévio, uma casa foi simplesmente derrubada,  e ainda ficou o aviso de que várias outras serão derrubadas nos próximos dias (o prejuízo não foi maior porque os moradores resistiram e começou a chover).

Tratam-se de casas que receberam um auto de interdição há pouco mais de um ano, mas que até hoje não foi dada nenhuma solução aos moradores. Mesmo no caso da casa derrubada, absolutamente nada foi oferecido (nem bolsa-aluguel, nem indenização, nem nada).

Sabemos que esse é só o começo de vários ataques contra a população que vive perto da represa.

Em reunião ocorrida ontem à noite, os moradores decidiram se organizar para evitar  nova derrubada de casas.

Caso os agentes do Estado insistam nessa ação absurda, os moradores irão resistir, e o risco de confronto é grande!

A comunidade está se organizando, e a mobilização será crescente. Mas todo apoio dos que estão na trincheira da luta popular é bem-vindo. Jd. Prainha Luta!

Bora pra mais esta luta!

Veja o vídeo

Despejo no Prainha

 


Video sobre o Jardim Prainha

Vídeo com depoimentos e imagens do Jd Prainha

Nas próximas semanas publicaremos alguns videos sobre a história e a situação atual de algumas comunidades em que temos atuado. Este vídeo é sobre o Jardim Prainha, uma comunidade do distrito do Grajaú com milhares de moradores, muitas histórias de luta e resistência, e também muitas carências. Processos como esse, de discussão, registro, projeção, divulgação, fazem parte de um esforço para refletirmos e construirmos uma memória coletiva sobre a nossa realidade e a nossa história, de onde devemos tirar ensinamentos e força para as batalhas futuras.

Saíram os cheques e os contratos das famílias da Vila Brejinho

Finalmente saíram os cheques e os contratos das famílias da Vila Brejinho

O contrato

Desde o início de dezembro com casas inundadas e em risco, e depois de muita luta, as famílias da Vila Brejinho assinaram esta semana um contrato que lhes garante um auxílio-aluguel até que lhes seja entregue uma alternativa habitacional definitiva. Apesar de estar longe do ideal, essa proposta da prefeitura foi aceita devido à situação emergencial que as famílias se encontravam há tanto tempo, e agora vamos continuar lutando para que essa solução seja dada aos demais moradores do Pq Cocaia I que também estão em risco.

O que acaba de ocorrer na Vila Brejinho nos ensina muitas coisas importantes: primeiro, que só com luta e organização da própria comunidade é que é possível conquistar nossas reivindicações, porque antes da comunidade se mexer a única coisa que os moradores encontraram foram notificações de despejo, ameaças e portas fechadas.

Outra lição é que é mentira que moradores que estão em áreas supostamente privadas não têm direito a nada ou que a Prefeitura não pode fazer nada por eles (a não ser despejar), pois o terreno da Vila Brejinho, segundo os juízes, pertence à EMAE, uma empresa privada.

Por último, essa luta mostra a importância e a possibilidade de que tudo o que seja discutido ou prometido pela prefeitura seja colocado no papel, na forma de um contrato assinado pela prefeitura e por cada morador, que tem o direito a uma cópia. Só depois de pronto esse contrato é que os moradores devem assinar o que quer que seja, pois esse documento é a garantia de que amanhã ou depois a conversa não vai mudar.

Blog em Construção

Rede de Comunidades do Extremo Sul de São Paulo-SP

Rede de Comunidades do Extremo Sul de São Paulo-SP

Pelo direito à dignidade para o povo que vive em áreas de mananciais e arredores, no extremo sul de São Paulo

Estamos vivendo uma situação de verdadeira calamidade! Devido ao descaso do “poder público” e à ambição das elites dessa cidade, em nossas comunidades (Pq. Cocaia I/Jd. Toca, Jd. Lucélia/V. Nascente, Recanto Cocaia/Jd. Tangará, Jd. Prainha, entre outras), localizadas no extremo sul de São Paulo, ocorrem diariamente tragédias: enchentes, deslizamentos de terra e desabamento de casas. As perdas são incalculáveis; são muitas pessoas perdendo móveis, eletrodomésticos, alimentos, roupas, perdendo seus empregos, já que não é possível sair para o trabalho sabendo que qualquer chuva pode causar uma desgraça em nossa casa. São muitas as crianças doentes, infectadas por uma água imunda, pegando sarna, leptospirose, e várias outras enfermidades. Estamos todos traumatizados pelo desespero de vermos nossa vida e a vida de nossos familiares em risco, a cada chuva. Uma situação que não é possível traduzir em palavras…

E isso tudo numa região muito carente de infra-estrutura e serviços públicos. Em várias comunidades, como é o caso do Jd. Prainha e do Recanto Cocaia, por exemplo, padecemos com a falta de asfaltamento, de saneamento básico, de atendimento médico, de creches, de escolas próximas, e por aí vai.

Como se isso não bastasse, dezenas de comunidades que se localizam próximas à Represa Billings estão sendo despejadas, e outras tantas estão sob ameaça de despejo, por conta do “Programa Mananciais”, da “Operação Defesa das Águas” e de outros processos que visam atender aos interesses da especulação imobiliária. Todos sabemos que a região dos mananciais abrange uma área enorme, que inclui o Autódromo de Interlagos, regiões habitadas por ricos, grandes casas noturnas, que, é óbvio, permanecerão intocadas. As áreas ameaçadas são apenas a de comunidades pobres, compostas por milhares e milhares de trabalhadores e trabalhadoras, que não tiveram opção, a não ser comprar seu pedaço de chão em loteamentos precários, resultado de uma articulação entre grandes proprietários, políticos, burocratas, imobiliárias e membros do aparelho judiciário. Esta história não se vê nas telas da TV, que mostram apenas uma versão distorcida e mentirosa da nossa realidade, alimentando preconceitos dos quais somos vítimas no dia-a-dia, repetidos por nossos patrões que muitas vezes nem imaginam que o funcionário ali ao seu lado vive naquela comunidade atingida pelas enchentes, ou ameaçada de despejo.

A necessidade de preservação do meio ambiente – com o que estamos de pleno acordo – pode e deve ser feita respeitando os direitos da população pobre. Portanto, nós, moradores de comunidades carentes, ameaçadas de despejo e vítimas das enchentes, exigimos do poder público a garantia de nosso direito à moradia digna e aos serviços públicos fundamentais.

Quando muito, diante da nossa atual tragédia, a resposta do Estado tem sido os albergues, as passagens para o “Norte”, os cheques-despejos (cada hora num valor, mas sempre muito baixos) disfarçados de “auxílio-aluguel”. Ao contrário, exigimos a construção de um projeto participativo e popular de reurbanização de nossas comunidades que una a preservação ambiental à garantia de moradia e de outros direitos sociais assegurados a nós, pelo menos na teoria, pela Constituição. E, de imediato, exigimos uma SOLUÇÃO EMERGENCIAL às tantas famílias que têm perdido tudo o que construíram com tanto esforço, e cuja própria vida está ameaçada, em função da segregação social, da falta de planejamento urbano e da ganância dos que se dizem “poderosos”.

Apelamos à solidariedade de todos os que apóiam a luta do povo da periferia. Porém, aproveitamos para lembrar que temos convicção sobre os nossos objetivos, que não estamos pedindo favor, mas lutando pelo que é direito nosso, e que não cairemos no canto da sereia de oportunistas que quiserem tirar proveito de nossa tragédia. Alertamos também que a maneira como os políticos e o “poder público”, em todos os níveis de governo, se posicionarem frente à nossa situação será lembrada – e cobrada – pela via eleitoral, e principalmente por meio de nossa organização cotidiana.

São Paulo, fevereiro de 2010

Rede de Comunidades do Extremo Sul de São Paulo-SP

redeextremosul@gmail.com

Situação crítica no Jd. Prainha

No Jd. Prainha, onde existem sérias carências de infra-estrutura, casas estão desabando e outras correndo o risco de desabamento. A resposta do “poder público”, dez dias depois das denúncias, se deu por meio da Defesa Civil, que sem entrar nelas, interditou parcialmente algumas casas. Fora isso, falam que não podem fazer absolutamente nada. É claro que não aceitaremos esse tipo de resposta!!!

Jardim Prainha Luta