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Manifestação agora -Acorrentamento na Subprefeitura

Acorrentamento contra o despejo da Ocupação

Jd. da União

 Os moradores da Ocupação Jardim da União, do Itajaí (Grajaú) foram em marcha para a Subprefeitura da Capela do Socorro, que executou a ação de despejo pela manhã. Neste momento, os manifestantes estão acorrentados na subprefeitura, exigindo atendimento e respeito à reivindicação de moradia.

Periferia Luta! Todo poder ao povo!

Repressão na ocupação do Itajaí

Solidariedade às ocupações do Grajaú

A GCM, a Guarda Ambiental e a prefeitura estão novamente reprimindo a ocupação Jd. da União, já despejada 3 vezes no último mês, com violência e nenhuma abertura de diálogo e negociação. (Para mais informações, veja aqui)

A quarta reocupação aconteceu neste final de semana, pelos moradores da região, que vivem ao lado do terreno da prefeitura abandonado há décadas e não aguentam mais pagar aluguel e conviver com despejos em massa na região. 

A prefeitura despeja, mas o povo resiste!  

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Despejo em Ocupação do Grajaú

É Preciso União entre as Ocupações

Ontem houve a reintegração de posse de uma das ocupações do Grajaú, que foi seguida de um protesto que bloqueou a Belmira Marin. Os motivos das ocupações são simples: as condições precárias de moradia da população pobre do Grajaú. Por isso, as reintegrações de posse não resolvem nada, apenas agravam o problema.

É preciso construir a união entre as ocupações para conter os despejos e impedir que a luta por moradia do povo do extremo sul seja derrotada. Os próximos dias serão decisivos, e por isso temos que nos organizar melhor, nos fortalecer, e ir à luta. Todo Poder ao Povo! 

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Pq. Cocaia e o projeto de lucrar com os despejos

A resposta da Secretaria de (Des)Habitação     

A “Empresa Público-Privada de (Des) habitação da Cidade de São Paulo”, também conhecida como Secretaria de Habitação, mais ???????????????????????????????uma vez tentou enrolar os moradores da Nuno Guerner de Almeida. Como era de se esperar, a reunião na Secretária de (DES)Habitação no dia 18 de abril foi só enrolação e desrespeito. Os moradores atravessaram a cidade pra escutar o que a burocracia tinha a dizer e tentar obter o mínimo de Informações sobre o destino que será dado ao local onde moram e às próprias famílias.

A ideia da reunião era, conforme exigido pelos moradores em protesto e prometido pelo Secretário de (Des) habitação, apresentar o projeto da obra do tal parque linear, o que vai acarretar no despejo de centenas e centenas de moradores da Rua Nuno Guerner de Almeida no Cocainha (Grajaú). Contudo, o tal??????????????????????????????? projeto da obra não foi apresentado, a burocracia disse que o projeto está em fase de elaboração (a mesma história de 2009, Quase cinco anos pra elaborar um projeto!) e que ele está nas mãos da Empresa contratada. A apresentação preparada pela Prefeitura foi um verdadeiro show de hipocrisia, com nosso velho conhecido Ricardo Sampaio, dizendo que a Prefeitura sempre negocia para chegar a um acordo com os moradores, entre outras barbaridades que a experiência só prova o contrário – violência e intimidação é regra, negociação é a exceção.

Contudo, o que a Prefeitura não esperavam era que o povo se manifestasse, ao invés de bater palma ou ficar quieto. Ao contrário disso, os moradores fizeram muitas intervenções pertinentes e contundentes que os deixaram sem respostas. E mesmo as perguntas mais básicas não foram respondidas, do tipo: “o que vai ser oferecido aos moradores despejados?”, “pra onde eles vão?”, “quais serão os critérios de avaliação das casas em caso de indenização?”, etc.

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Assim como o projeto está nas mãos da empresa contrata, parece que as decisões e informações estão, também, nas mãos da empresa, da mesma forma que, é óbvio, a grana preta que ela recebe do Estado pra fazer esse tipo de barbaridade, com o disfarce, cada vez mais desgastado, de projeto de  “proteção ao meio ambiente”.

A única informação concreta que tivemos sobre a obra é que a Rua inteira, na parte que está do lado da represa, independentemente da distância que há entre a casa a represa, vai ser despejada (aproximadamente 2 quilômetros de moradias). Seja como for, algumas coisas ficaram claras para os moradores nessa reunião, uma é que a hipocrisia da Prefeitura não tem limites, que a mudança na gestão da prefeitura não alterou os interesses e forma da política de Despejos e Deshabitação praticada em São Paulo, que a Prefeitura, na figura da tal Secretaria de (Des) Habitação, está a serviço das Empresas, e não o contrário.

Por outro, o que ficou claro para a Prefeitura é o que pode ser expresso por meio da reprodução do diálogo a seguir entre a burocracia e os moradores. Ao ser questionada sobre quais eram as garantias que os moradores teriam de que os despejados terão mesmo direito a uma alternativa habitacional digna, a burocracia responde:

luta pq. cocaia3“A minha palavra é garantia pra vocês?” E os moradores dizem “NÃO!!!”  “A Prefeitura de São Paulo é garantia pra vocês?” – diz a Burocracia. E os moradores dizem “NÃO!!!”  “O Ministério Público é garantia pra vocês?” – diz a burocracia E os moradores respondem “NÃO!!!”. 

NÃO!!! Os moradores não acreditam mais nas mentiras dos pilantras de plantão, sejam eles de quais instâncias burocráticas forem. NÃO estamos pra brincadeira, a nossa garantia é a nossa luta e união, e nada mais. A luta continua…

Mais uma denúncia do Pq Cocaia

Moradores pagam esgoto, mas ele continua sendo jogado na Represa

O mesmo governo que faz o Rodoanel destruindo uma imensa extensão de áreas preservadas, com enorme impacto ambiental, sempre se coloca como um defensor do meio-ambiente quando se trata de despejar comunidades pobres das áreas de mananciais.

Acontece que no Pq Cocaia, assim como em vários outros bairros da nossa região, faz tempo que milhares de moradores pagam água e esgoto, mas o esgoto de suas casas continua sendo jogado na Represa Billings. Ou seja, a Prefeitura e os governos enganam os moradores, não fazem o que têm que fazer, e depois culpam esses moradores pela destruição ambiental. O vídeo-denúncia a seguir mostra um pouquinho dessa história. Outras denúncias semelhantes serão feitas nos próximos tempos.

 

 

Nenhuma Casa no Chão!

Moradores do Pq Cocaia Resistem ao Despejo

Este vídeo registra a tentativa da Prefeitura e da empreiteira de derrubar uma casa no Pq Cocaia, apesar do compromisso assumido de não realizar nenhuma intervenção na área antes de discutir o projeto da obra com os moradores. Se a Prefeitura não respeita as promessas que faz, e se a palavra de um secretário não tem valor, então nós faremos com que os acordos sejam respeitados.

Pq Cocaia Resiste!

 

Prefeitura e Empreiteira Tentam Derrubar Casa no Pq Cocaia

Moradores do Pq Cocaia Impedem Derrubada de Casas

casa derrubada cocaia 7 de marcoNa manhã de hoje, dia 7 de março, os moradores da Nuno Guerner de Almeida foram surpreendidos com a tentativa de derrubada de uma casa na comunidade.  Funcionários meteram a marreta numa casa que foi abandonada por seus moradores em troca da bolsa-aluguel de 400 reais. Foi o começo do despejo que havia sido anunciado.

Isso ocorreu duas semanas depois que ocupamos a Central da Habitação, e na ocasião, o secretário adjunto de habitação se comprometeu a apresentar o projeto da obra, e aceitou a exigência dos moradores de não tomar nenhuma metida, e muito menos derrubar casas, enquanto o tal projeto não fosse discutido com os moradores (veja aqui). Mais uma vez a promessa da Prefeitura não teve valor.

Depois do susto inicial, os moradores impediram o restante da??????????????????????????????? demolição, e por telefone um representante da Prefeitura disse que a derrubada dessa casa foi resultado de um equívoco, que não se repetiria.

Já estamos carecas de saber que não dá para confiar no “poder público”, então a nossa luta fará com que os acordos sejam cumpridos. Eles não perdem por esperar!

Informe da Luta – Pq. Cocaia

Vídeo-informe da ocupação na Central da Habitação da Prefeitura de São Paulo

Este é um informe da luta do dia 20 de fevereiro. O vídeo é um registro de nossas reivindicações e da resposta do secretário adjunto de habitação da cidade de São Paulo.

A luta segue!

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Encontro: Violência do Estado/Luta da Periferia

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Memória da Luta – 4

Lembrando o Despejo de 2010

Muitas famílias do Parque Cocaia I e de outros bairros da região lembram bem do verão de 2010, quando houve transbordamento de córregos, deslizamentos, e o nível da represa subiu ao ponto de encher muitas casas de água durante semanas, e em alguns lugares durante meses.

Nessa ocasião, os atingidos pelas enchentes na Vila Madeirite e na Vila Brejinho exigiram uma resposta emergencial da Prefeitura, e lutaram por ela. De maneira oportunista, a Prefeitura aproveitou para despejar toda a Vila Brejinho, numa manobra em que foram ajudados por pessoas desonestas da própria comunidade. Isso porque uma parte das famílias queria a bolsa-aluguel, mas uma parte não queria, mas foi convencida por esses oportunistas que era pegar ou largar. Até hoje essas famílias esperam a construção de moradias populares. Já a  solução prometida aos moradores da Vila Madeirite não saiu do papel.

O vídeo abaixo conta uma parte dessa história.

Pq Cocaia Luta novamente

Moradores do Pq Cocaia I ocupam Central da Habitação

Diante do risco de despejo e da falta de informações, moradores do Pq Cocaia I ocuparam agora há pouco a Central da Habitação, no centro de São Paulo. Leia abaixo a carta entregue aos burocratas da Prefeitura de São Paulo:reivindicacao pq cocaia2

reivindicacao pq cocaia

Memória da Luta – 3

Uma Resposta ao Despejo de 2009

Diante da situação documentada pelo filme “Despejo no Parque Cocaia”, moradores do bairro reagiram com luta, e com isso houve alguns avanços. Ao invés dos 8 mil reais e 10 dias para sair das casas, como foi imposto pela Prefeitura, arrancamos dela um contrato para todas as famílias, que garantia o pagamento do auxílio-aluguel até a construção de apartamentos (na Mata Virgem), e para quem não aceitou essa proposta a Prefeitura deu uma indenização um pouco melhor. 

3 anos depois desse despejo os tais apartamentos ficaram prontos, e foi por causa da luta que famílias da Toca tiveram prioridade. O problema é que nem todas as pessoas despejadas na Toca tiveram esse direito, e para piorar, os apartamentos que saíram não foram entregues de graça, e quem foi para lá terá que passar 20 ou 30 anos pagando até acabar com a dívida assumida. Além disso, nenhuma nova moradia pode apagar a violência que foi cometida contra os moradores da Toca, e os traumas produzidos nessas famílias. 

É assim que agem os governantes, e contra isso a única arma que temos é a nossa união e a nossa organização. Se em 2009 tivesse havido mais união, e se as pessoas tivessem resistido ao início do despejo, com certeza a história teria sido diferente, e muito sofrimento teria sido evitado. 

O filme abaixo retrata um pouco da luta que ocorreu naquela época.

Memória da Luta – 2

Para esse filme não se repetir – Despejo em 2009

Muda a gestão da Prefeitura, mas a forma de agir e os interesses por trás das ações não mudam. Em 2009 ouvimos mentiras, ameaças, fomos desrespeitados e a situação só não foi pior porque a comunidade lutou. 

O ano de 2013 está começando, e o cenário é muito parecido. Só que com um agravante, disseram que uma área muito maior será despejada para a construção de um Parque Linear, em troca de 400 reais de bolsa-aluguel. 

Nesse tempo que passou, aprendemos que a coisa não tem que ser assim, e que se houver união, a conversa muda, e há de mudar.

Para alimentar a resistência do presente, vamos lembrar o que aconteceu num passado recente, e aprender com os nossos erros. Esse filme não vai se repetir!

Nova Ameaça de Despejo contra o Pq Cocaia

Parque Cocaia Resiste!!!

???????????????????????????????Há algumas semanas, funcionários da Prefeitura começaram a marcar casas, fazer cadastro e a oferecer a tal bolsa-aluguel de 400 reais aos moradores da área entre a Rua Nuno??????????????????????????????? Guerner de Almeida e a represa. Disseram que toda essa área vai sair, de uma ponta a outra da Nuno, para a construção de um Parque Linear; disseram que não há outra proposta para os moradores senão a bolsa-aluguel, e também que o projeto ainda não está pronto.

???????????????????????????????Ou seja, mais uma vez a Prefeitura trata os moradores como idiotas, e pior, como se fossem lixo, que pode ser jogado de lá para cá. Diante disso, foram feitas várias reuniões na??????????????????????????????? comunidade, discutindo o que fazer, e foi decidido que as famílias ameaças de despejo não vão mais aceitar essa tipo de tratamento. A hora é de União, para acabar com esse tipo de desrespeito!

1 Ano do Massacre do Pinheirinho

1 Ano do Massacre do Pinheirinho

220112_massacre-do-pinheirinhoHá um ano milhares de pessoas foram expulsas de uma área onde construíam suas vidas desde 2004. A violência empregada pela polícia foi terrível, e o Estado como um todo deu mais uma monstruosa prova de que é capaz de fazer qualquer coisa (incluindo infringir suas próprias “leis”) para defender o interesse dos endinheirados, contra a população pobre.

p9Esse ano deve ter sido muito longo para as famílias do Pinheirinho, e infelizmente ele ainda não acabou. Afinal, a elas não foi dada nenhuma alternativa habitacional e nenhuma reparação pelas perdas e pela violência das quais foram vítimas durante e depois do Massacre.

Assim, o sofrimento dessas pessoas permanece presente, e se prolonga no de milhões de outras pessoas: as exploradas, as ameaçadas por despejo, as vitimas da violência policial, as que morem nas filas do hospital, as que são discriminados, e tantas outras.

incra-ocupadoNo entanto, acumulam-se os massacres e se planejam tantos outros, como o que se anuncia no caso do Assentamento Milton Santos e de tantos outros assentamentos, acampamentos e ocupações Brasil afora.

Enquanto esse sofrimento, tão disseminado, não cimentar nossa união, e enquanto ele não for canalizado para o combate desse sistema que nos massacra, a cada ano teremos mais massacres para lembrar e lamentar. Que os lutadores e as lutadoras não demoremos a decidir e a dizer numa só voz: este foi o último! A dor desses massacrados é a nossa dor!