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Basta de Violência

Mais uma Violência contra as Ocupações

Divulgamos amplamente a brutal violência cometida contra as famílias da Ocupação Jardim da União, quando estas foram despejadas sem ordem judicial de um terreno no Jardim Itajaí, no dia 16/09/2013. Denunciamos o emprego de bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta, o disparo de balas de borracha, o uso de cassetetes contra pessoas indefesas, incluindo crianças, idosas e gestantes que estavam desocupando pacificamente a área. Denunciamos também o roubo dos pertences das famílias, incluindo eletrodomésticos, móveis, ferramentas de trabalho, bem como de aparelhos celulares e de uma câmera filmadora que registrava a violência policial. Apesar do roubo desses equipamentos, conseguimos recuperar algumas imagens da ação policial, e foram gravados diversos depoimentos dos ocupantes, bem como imagens de pessoas machucadas, registrados nos vídeos que podem ser assistidos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Além disso, conseguimos o apoio de muitas pessoas e organizações a um manifesto de apoio às ocupações do Grajaú, e de repúdio às atrocidades ordenadas pela gestão Cleide Pandolfi (subprefeita da Capela do Socorro)/Haddad (leia o manifesto aqui).

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Diante do ocorrido, encaminhamos um documento à subprefeitura da Capela do Socorro e ao secretário coordenador das subprefeituras (Chico Macena) cobrando a responsabilidade pelo despejo e exigindo a devolução dos pertences roubados. Depois de várias semanas, recebemos a resposta, que é de se estarrecer, e que pode ser lida na íntegra aqui: resposta-subprefeitura.

Em primeiro lugar, 1) começam falando que um membro do nosso movimento “lidera todas as invasões da região e suas consequências”. E sobre o despejo, dizem que 2) havia poucas pessoas no terreno, 3) “que destruíram a vegetação nativa e o imóvel centenário que lá estava”. Além disso, dizem que 4) “tudo foi realizado estritamente dentro da legalidade, com fundamento na ‘legítima defesa da propriedade’”, e 5) que a única pessoa que saiu ferida foi um policial, “agredido pelos invasores que vieram para cima da PM e da GCM”. Por fim, dizem que 6) “nenhum pertence foi subtraído de ninguém”.

Cabe então comentar cada um desses pontos. 

1) Estamos carecas de saber que para a atual gestão da subprefeitura da Capela do Socorro é impossível entender que a população pode se organizar e reivindicar moradias dignas ocupando terrenos abandonados. A subprefeita Cleide Padolfi e seus asseclas acham que a população da região é gado, que precisa ser tocado daqui para ali, sem capacidade de entender o que está fazendo. É por isso que eles ficam caçando líderes, e tentando desqualificar a organização popular.

Para se ter ideia da postura da atual gestão da subprefeitura, vejam o vídeo abaixo, que mostra a resposta dada pela Subprefeita a membros de ocupações da região que protestavam por moradia.

Vejam também esse vídeo inédito, que mostra um advogado da subprefeitura agredindo um membro do nosso movimento, durante outro protesto (marcha do dia 3 de dezembro, ver vídeo aqui ).

Curiosamente, trata-se da mesma pessoa que escreveu o documento que estamos comentando. É o sujeito que tenta desqualificar a luta por moradia, que criminaliza os ocupantes, que nega a violência empregada durante o despejo do Itajaí, e que alega que nenhum pertence foi roubado. Quanto chegamos em marcha à Subprefeitura, duas companheiras foram conversar com ele, solicitando que o chefe de gabinete descesse para ouvir as nossas reivindicações. Em resposta, uma das companheiras foi chamada por ele de cachorra, e quando um companheiro correu para filmar a situação, o mesmo sujeito o agrediu, e a polícia não fez nada contra ele. 

2) Quanto à quantidade de pessoas, basta ver a situação do novo terreno do Jardim da União, no Varginha. Se não havia centenas de pessoas na hora do despejo, é porque os membros da ocupação são trabalhadores e trabalhadoras, e o despejo foi feito sem qualquer aviso, por volta das 9 horas da manhã de uma segunda-feira. 

3) Quanto à acusação da destruição ambiental, o energúmeno que escreveu essa resposta ignora que a área serviu de pasto durante muitos anos, e a vegetação nativa que existia e existe lá é capim. Apenas nas bordas do terreno existe vegetação nativa, e essa área foi preservada pelos ocupantes, tanto que nenhuma denúncia por parte da Guarda Ambiental foi feita contra a ocupação. Sobre o tal imóvel centenário destruído, trata-se de um devaneio do suposto advogado. Se houvesse um imóvel na área ele teria sido ocupado para servir de moradia a uma família, e não derrubado…

4) É sempre bom ver as máscaras caírem e as coisas serem ditas diretamente: para a atual gestão da Subprefeitura da Capela do Socorro (e da Gestão Haddad?), a propriedade privada é infinitamente mais importante do que a vida, a necessidade habitacional, e a integridade física e mental de famílias humildes que lutam por moradia. Lembrar que o direito à moradia também se encontra na Constituição é desnecessário, pois realizamos uma denúncia em termos políticos, e não jurídicos. Ver uma gestão que se reivindica “popular” tratar uma denúncia tão grave e uma questão social tão fundamental em termos técnicos e jurídicos é algo realmente lamentável. E pior ainda é usar esses argumentos jurídicos para legitimar as atrocidades que foram cometidas contra os membros do Jardim da União.

5) Quem supostamente agrediu o policial, segundo o boletim de ocorrência que foi feito, foi um companheiro que estava filmando a ação, e que foi cercado por vários policiais, apanhou e teve sua câmera destruída e roubada. O pobre do policial agredido foi um sujeito que chegou ao DP com um curativo enorme na perna, mancando com a perna errada. 

Se todos os ocupantes fossem tão fortes quanto o companheiro que bateu sozinho em vários policiais, talvez a gente tivesse enfrentado a polícia, como fomos acusados. Mas como se tratavam de pessoas comuns, sobretudo mulheres com crianças, desarmadas, optamos por desocupar a área sem resistência. Do contrário, o massacre teria sido muito pior.

Como todos os vídeos que divulgamos não foram suficientes para a Subprefeitura reconhecer a violência que foi ordenada por ela, segue abaixo um vídeo inédito, de uma criança que foi agredida e teve que ir para o hospital, bem como o laudo médico de um companheiro que teve o dedo quebrado.

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6) Além dos vários depoimentos dos ocupantes, que falam sobre o roubo dos pertences, o próprio PM que comandou a ação policial disse que esses pertences foram levados à Subprefeitura, e que poderiam ser retirado ali. Essa fala do policial foi filmada, e pode ser vista no seguinte link, a partir dos 2 min e 10 segundos (2:10).

Enfim, em todos esses vídeos, relatos e imagens podemos ver a cara da atual gestão da Subprefeitura da Capela do Socorro, do “Partido dos Trabalhadores”. Diante de tanta truculência, dá até pra ficar com saudades dos coronéis da gestão Kassab… Mas se até o coronel aprendeu a nos respeitar, sabemos que a gestão atual da subprefeitura também vai aprender, do contrário nos tornaremos uma imensa pedra de tropeço no caminho dela. Responderemos à truculência da prefeitura com organização e com luta.

Todo Poder ao Povo!  

Marcha das Ocupações do Extremo Sul

TERRA PRO POVO!

Hoje a manifestação foi na nossa região. Nós das Ocupações Jardim da Luta, Jardim da União e Recanto da Vitória fizemos uma linda marcha contra a especulação, contra as reintegrações de posse e contra o desaforo dos despejos.
A terra é de quem precisa dela, não das empreiteiras que financiaram as campanhas eleitorais. Chega de entregar os terrenos para os exploradores e usurpadores do povo! O Grajaú é nosso!
TODO PODER AO POVO QUE LUTA!!!! PERIFERIA LUTA! 

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Vídeo: Imagens do Protesto

Marcha da Ocupação Jardim da União no Centro, dia 13/11.

Um dia o centro vai ficar pequeno…

Periferia Luta!

Ocupações do extremo sul seguem na luta por moradia

Ocupação Jardim da União se fortalece.

Não iremos desistir!

As Ocupações Jardim da Luta (Gaivotas) e Recanto da Vitória (Jd. Lucélia) completaram neste fim de semana 3 meses de muita luta e resistência.

No caso do Jardim da Luta a negociação está caminhando para a compra do terreno pela Caixa Econômica Federal, enquanto começamos a fazer nosso projeto de moradias1 populares. Em relação à ocupação Recanto da Vitória, conseguimos na semana passada derrubar a liminar de reintegração de posse, que havia sido suspensa no dia que travamos a Bola Branca. Sabemos que há ainda muita água pra rolar, mas as pequenas conquistas é que nos animam a continuar lutando.

Já a ocupação Jardim da União – 5 vezes despejada brutalmente do terreno público do Jd. Itajaí – recomeçou a luta num outro terreno público na região do Varginha.

5Desde o dia 16 de outubro a ocupação tem crescido e se fortalecido: antes éramos 300 famílias, agora somos mais de mil!!! A organização caminha com uma ampla coordenação interna, dividida por grupos; construção de cozinhas comunitárias, banheiros, reuniões e muita disposição para lutar até a conquista! Um salve aos novos7 companheiros e companheiras que chegaram pra fortalecer. Um salve pra todos e todas que estão na batalha desde julho, não aceita o desaforo da violência policial contra trabalhadores e trabalhadoras, e não desistiu de continuar lutando por seu pedaço de terra e por uma moradia digna. Se não aguentamos mais o cozinhaaumento do preço dos aluguéis e os despejos em massa, a solução é fazer a luta direta por moradia, se unindo e se organizando, ocupando e construindo.

A Luta continua! TODO PODER AO POVO DO EXTREMO SUL! PERIFERIA LUTA! 

Vídeo Denúncia da Repressão Policial

Notícias da marcha do transporte

Luta do Transporte e Repressão Policial

foto7Centenas de pessoas realizaram uma marcha ontem, denunciando a precariedade do sistema do transporte e exigindo a volta das linhas de ônibus bairro-centro, a criação de linhas 24h entre os bairros periféricos, e a extensão do trem até o Varginha e Parelheiros. Logo de saída, um conjunto de pessoas que se diziam trabalhadores e donos de peruas, junto com funcionários da CET, tentaram impedir violentamente o protesto, ameaçando e agredindo os manifestantes, e tentando rasgar as faixas. Apesar disso,6 a marcha prosseguiu, houve uma reunião no Passa-Rápido do Rio Bonito, para decidir o rumo da marcha, e firmar o compromisso de realizar um protesto organizado, evitando confronto com a polícia. Embora tenham ocorrido alguns incidentes no percurso até a Ponte do Socorro, o protesto continuou até o momento em que a polícia permitiu um carro não identificado ultrapassar a barreira de contenção da Força 4Tática, indo para cima dos manifestantes. Pouco depois começaram as bombas de gás lacrimogêneo e de pimenta, os tiros de bala de borracha, e a detenção de 22 adultos e de 7 crianças que acompanhavam a marcha.

Por volta das 7 da manhã todos eles foram liberados, sem assinar nenhum boletim de ocorrência, e sem nenhuma acusação, o que revela que a arbitrariedade da polícia. Abaixo o terrorismo de Estado! Abaixo a criminalização dos movimentos sociais! Todo Poder ao Povo!

Primeiras chamas

Estudantes de 2 escolas estaduais que deram início aos protestos de junho relatam a sua experiência na mobilização.

Organização popular contra a HUMILHAÇÃO COLETIVA do transporte público de nossos bairros.

Acompanhe: https://www.facebook.com/LutaTransporteExtremoSul

Mais um dia de luta

Membros de Ocupações do Grajaú realizam novo protesto

Nesta manhã, membros de Ocupações do Grajaú estão fazendo um protesto na Central de Habitação. Há quase um mês, após uma manifestação que bloqueou o Viaduto do Chá, a Secretaria Municipal de Relações Governamentais prometeu que seria agendada uma reunião entre os ocupantes e o secretário de Habitação, e outra reunião com o Prefeito Fernando Haddad. Até agora nada disso ocorreu; ao contrário, a única resposta concreta dada pela Prefeitura foram os despejos e as tentativas de criminalizar os ocupantes. Diante disso, os manifestantes exigem o fim dos despejos, e o empenho da gestão Fernando Haddad na solução do problema habitacional na região, com a construção de moradias populares nos terrenos ocupados, destinadas às famílias ocupantes.

Segue abaixo a pauta de reivindicações.

O que reivindicamos junto à Prefeitura?

O Prefeito Fernando Haddad alegou há dois dias, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que as ocupações que se multiplicam pela cidade são fruto da ação de oportunistas. Ou seja, o chamado Partido dos Trabalhadores ignora o massacre que a população trabalhadora que mora nas periferias tem sofrido ao longo dos últimos anos. Ignora os despejos que atingiram milhares e milhares de pessoas. Ignora o brutal aumento do custo dos imóveis e dos aluguéis, que foi alimentado pela política de distribuição de “bolsa-aluguel”. Ignora que muitos de seus eleitores não tiveram alternativa a não ser ocupar dezenas de terrenos e de edifícios abandonados, em busca de uma moradia.

Ou a administração do Prefeito Fernando Haddad ignora tudo isso, ou assim como as gestões anteriores ela é pau-mandado das grandes empreiteiras, das grandes imobiliárias e dos grandes proprietários de terra, que vivem de explorar o trabalho e o sofrimento da população trabalhadora.

                Somos trabalhadores e trabalhadoras, membros de ocupações realizadas no distrito do Grajaú, extremo sul de São Paulo. Diferentemente do que nos acusaram, não somos oportunistas, nem queremos criar novas favelas ou destruir os mananciais. Queremos construir novas comunidades de maneira organizada, sem desrespeitar a legislação. E para isso queremos o apoio da Prefeitura.

                Nesta semana tivemos o quarto despejo em um terreno da prefeitura, localizado no Jd. Itajaí. E estamos realizando a quinta ocupação, pois a questão da moradia não irá se resolver com repressão, mas sim com investimentos em políticas habitacionais e outras políticas sociais. Diante disso,

a)      para a Ocupação Jd. da União, no Itajaí, reivindicamos a suspensão dos despejos e a abertura de negociação com a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal, para a viabilização de um projeto de moradia popular que atenda à demanda da população ocupante. E,

b)      para esta e outras ocupações do Grajaú, em particular o Jd. da Luta, no bairro Jd. Gaivotas, e a ocupação Recanto da Vitória, no Jd. Lucélia, solicitamos a indicação de responsáveis em diferentes secretarias municipais, como a de Habitação e a do Verde e Meio-Ambiente, para ajudar a implementação dos projetos habitacionais.

 Todo Poder ao Povo!

Ocupação Jd. da União

Ocupação Recanto da Vitória

Ocupação Jd. da Luta

Rede de Comunidades do Extremo Sul

Vídeo do último protesto – O Grajaú é nosso!

O Grajaú é Nosso!

Na última terça-feira, membros de ocupações do Grajaú fizeram uma passeata na Av. Dna Belmira Marin, paralisaram por um tempo a entrada do terminal Grajaú, depois a Av. Senador Teotônio Vilela, e na sequencia foram até a subprefeitura da Capela do Socorro. Durante todo o trajeto não houve qualquer tipo de problema com a polícia militar, mas na subprefeitura os manifestantes foram recebidos com truculência por funcionários da subprefeitura e por membros da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Depois de muitos conflitos a subprefeita conversou com os manifestantes, falou que existe a previsão de construção de milhares de moradias aqui na região, mas não apresentou nada de concreto, e muito menos um critério definido em relação a quem vão ser destinadas essas moradias. Além disso, ao invés de demonstrar apoio às ocupações, manteve a conversa de que haverá reintegração de posse nos terrenos ocupados.

Não iremos nos intimidar, e nem acreditar em promessas verbais. A gestão anterior também falava da construção de milhares de moradias, e nada saiu do papel. Ninguém está lutando para colocar o nome numa lista de cadastro. A população quer moradia nos terrenos ocupados, e não vai ficar de mãos abanando. A Luta está Apenas Começando!

Manifestação de hoje

Ocupações do Graja Resistem! 

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Hoje membros de cinco ocupações do Grajaú (Recanto da Vitória, Jd. da Luta, Jd. da União, Anchieta e Moraes Prado) e outros manifestantes se reuniram no campão da Bola Branca bem cedo e seguimos em marcha pela Av. Dona Belmira Marin. O protesto foi parando em vários pontos para passar o recado e mostrar as reivindicações à população do Grajaú. 

IMG_3847Manifestamos nosso repúdio ao despejo que ocorreu na última sexta-feira ,na ocupação Jd. da União, num terreno da Prefeitura de São Paulo (destinado à moradia social há muitos anos), localizada no Itajaí. Também protestamos contra os processos de reintegrações de posse da Ocupação Recanto da Vitória e do Anchieta, e para dizer que as declarações da Prefeitura de São Paulo sobre as ocupações não procedem. Não somos oportunistas, não queremos “furar a fila” dos cadastros nos programas habitacionais, até porque muitas das famíliasIMG_3803 ocupantes já estão cadastradas há mais de duas décadas nas imensas listas da Cohab e CDHU. Cabe repetir: nossa reivindicação é mais do que legítima, e a solução não virá com repressão, mas com investimentos que garantam as moradias às famílias ocupantes, nos terrenos ocupados.

IMG_3838Decidimos em assembleia parar a entrada do terminal Grajaú e depois seguir para a Subprefeitura, travando por um tempo a avenida Teotônio Vilela, na altura do Passa Rápido do Rio Bonito. Ao chegar na Subprefeitura, fomos recebidos com insultos e ameaças por parte de funcionários, e fomos intimidados por membros da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Depois de muita confusão, a Subprefeita ouviu as reivindicações, assim como as denúncias de abusos e agressões, tantos nas ocupações, quanto na chegada àIMG_3876 subprefeitura. Infelizmente não saímos com nenhuma resposta concreta, mas fizemos um ato bem bonito, e voltamos às ocupações com o compromisso de insistir na luta, que é o único caminho para conseguirmos nossas moradias, e muitas outras coisas que necessitamos.

Todo Poder ao Povo!

Ocupações Vão à Luta

Grajaú em Luta no Centro

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Hoje fizemos uma manifestação em frente à Prefeitura de São Paulo, no centro da cidade. Estavam presentes membros de duas ocupações aqui do Grajaú, a ocupação Recanto da Vitória, do Jd. Lucélia, e a ocupação Jardim da Luta, do Gaivotas, além de membros do Recanto Cocaia e do Parque Cocaia I.
Como foi escrito no documento que entregamos naprot recanto centro_3816 Prefeitura, exigimos que os terrenos ocupados sejam destinados à moradia para atender a necessidade das famílias ocupantes. Além disso, protestamos contra a reintegração de posse do Recanto da Vitória, contra o despejo no Pq Cocaia I, pela regularização das moradias no Recanto Cocaia (Pq Residencial Cocaia), e pelo atendimento habitacional às famílias em risco na Vila Madeirite.
prot recanto centro_3765Num protesto bem organizado, travamos as pistas do viaduto do Chá nos dois sentidos durante quase duas horas, fizemos panfletagem, batucada, cantamos e deixamos nossas mensagens escritas no asfalto. Depois disso, fizemos uma caminhada pelo centro da cidade, para mostrar que o Grajaú está em Luta por Moradia, e que nãoprot recanto centro_3777 vamos desistir, e nem nos deixar enganar com promessas vazias.
Nossa caminhada não envolve bandeiras partidárias, voto, e nenhum tipo de beneficiamento de uns às custas dos outros. Ao contrário, ela envolve união, compromisso, humildade e disposição para a luta!

Todo Poder ao Povo!

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Ocupações do Grajaú vão ao centro lutar por moradia

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Terminal Grajaú: Humilhação Coletiva

Povo Unido Para Vencer

Povo Unido Para Vencer

Informe da luta na EMEF João da Silva

Como os prazos de apuração das denúncias se excederam ao tempo previsto, e como os absurdos cometidos pela diretoria da escola continua (ver aqui como foiImagem o começo de ano na escola), a comunidade teve ontem (dia 31 de janeiro de 2013) outra reunião com a comissão da Diretoria de Educação, que está apurando o caso, em conjunto com o novo dirigente regional de educação da capela do socorro. Disseram que o relatório preliminar ficará pronto antes do carnaval, que sua análise será feita nos dias seguintes e que o resultado será encaminhado a outros órgãos ligados à Secretaria de Educação.

Para se ter ainda outro exemplo do destempero e do autoritarismo do diretor da escola, ainda nesta semana ele telefonou para a família de um aluno que participou do protesto do final do ano, fez uma série de ofensas e ameaças, retirou o nome do aluno da lista de matrícula, e depois coagiu o pai do aluno a assinar a transferência dele para outra escola, caso este que foi encaminhado pela família ao Conselho Tutelar.

ImagemComo foi dito na reunião, a gravidade das ações da diretoria da EMEF João da Silva é tanta, que é preciso uma resolução urgente para o caso. E se isso não ocorrer por meio dos inquéritos e dos procedimentos burocráticos, será feito por meio da luta da comunidade, que não dará nenhum passo atrás.