Mais um dia de luta

Membros de Ocupações do Grajaú realizam novo protesto

Nesta manhã, membros de Ocupações do Grajaú estão fazendo um protesto na Central de Habitação. Há quase um mês, após uma manifestação que bloqueou o Viaduto do Chá, a Secretaria Municipal de Relações Governamentais prometeu que seria agendada uma reunião entre os ocupantes e o secretário de Habitação, e outra reunião com o Prefeito Fernando Haddad. Até agora nada disso ocorreu; ao contrário, a única resposta concreta dada pela Prefeitura foram os despejos e as tentativas de criminalizar os ocupantes. Diante disso, os manifestantes exigem o fim dos despejos, e o empenho da gestão Fernando Haddad na solução do problema habitacional na região, com a construção de moradias populares nos terrenos ocupados, destinadas às famílias ocupantes.

Segue abaixo a pauta de reivindicações.

O que reivindicamos junto à Prefeitura?

O Prefeito Fernando Haddad alegou há dois dias, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que as ocupações que se multiplicam pela cidade são fruto da ação de oportunistas. Ou seja, o chamado Partido dos Trabalhadores ignora o massacre que a população trabalhadora que mora nas periferias tem sofrido ao longo dos últimos anos. Ignora os despejos que atingiram milhares e milhares de pessoas. Ignora o brutal aumento do custo dos imóveis e dos aluguéis, que foi alimentado pela política de distribuição de “bolsa-aluguel”. Ignora que muitos de seus eleitores não tiveram alternativa a não ser ocupar dezenas de terrenos e de edifícios abandonados, em busca de uma moradia.

Ou a administração do Prefeito Fernando Haddad ignora tudo isso, ou assim como as gestões anteriores ela é pau-mandado das grandes empreiteiras, das grandes imobiliárias e dos grandes proprietários de terra, que vivem de explorar o trabalho e o sofrimento da população trabalhadora.

                Somos trabalhadores e trabalhadoras, membros de ocupações realizadas no distrito do Grajaú, extremo sul de São Paulo. Diferentemente do que nos acusaram, não somos oportunistas, nem queremos criar novas favelas ou destruir os mananciais. Queremos construir novas comunidades de maneira organizada, sem desrespeitar a legislação. E para isso queremos o apoio da Prefeitura.

                Nesta semana tivemos o quarto despejo em um terreno da prefeitura, localizado no Jd. Itajaí. E estamos realizando a quinta ocupação, pois a questão da moradia não irá se resolver com repressão, mas sim com investimentos em políticas habitacionais e outras políticas sociais. Diante disso,

a)      para a Ocupação Jd. da União, no Itajaí, reivindicamos a suspensão dos despejos e a abertura de negociação com a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal, para a viabilização de um projeto de moradia popular que atenda à demanda da população ocupante. E,

b)      para esta e outras ocupações do Grajaú, em particular o Jd. da Luta, no bairro Jd. Gaivotas, e a ocupação Recanto da Vitória, no Jd. Lucélia, solicitamos a indicação de responsáveis em diferentes secretarias municipais, como a de Habitação e a do Verde e Meio-Ambiente, para ajudar a implementação dos projetos habitacionais.

 Todo Poder ao Povo!

Ocupação Jd. da União

Ocupação Recanto da Vitória

Ocupação Jd. da Luta

Rede de Comunidades do Extremo Sul

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