A Rota e o Massacre do Carandiru

Ao invés de punição, promoção

Sabemos que até hoje ninguém foi punido pelo Massacre do Carandiru, quando, segundo o número oficial, 111 detentos foram covardemente executados pela PM (há relatos de que muito mais presos foram assassinados quando a policia invadiu a Casa de Detenção, em 1992). Ao contrário, muitos foram beneficiados por terem promovido esse Massacre; por exemplo, o comandante da invasão, conhecido como Coronel Ubiratan, foi eleito deputado estadual com o número 14111, usando as execuções como estratégia de marketing.

Esse tipo de infâmia se repete hoje, quando o tenente-coronel Salvador Modesto Madia é nomeado comandante da Rota (conhecida por sua truculência, por promover chacinas, etc.). Depois da nomeação, repórteres o procuraram, perguntando sobre o envolvimento dele no Massacre, e receberam a singela resposta: tal “episódio” foi o “resultado de um confronto entre detentos e policiais”, e que apenas “cumprimos o nosso dever”.

De fato, com a promoção do PM ao cargo de comandante da Rota, o governo do Estado de São Paulo dá uma demonstração evidente de que é “dever” da Polícia promover massacres. O que, aliás, os policiais têm feito muito bem, com o apoio não só do Executivo, mas também do Judiciário.

Mas antes as coisas assim, escancaradas, do que a falsa imagem de uma polícia boazinha, amistosa, que alguns cínicos tentam vender, e muitos acabam abraçando.

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