Mães de Maio

Os crimes de maio saindo do esquecimento.

Não se pode deixar a brutalidade e a violência se naturalizarem, deixar-se cair no esquecimento geral a capacidade de forças repressivas destruir vidas. É isso que nos lembram as Mães de Maio e outros familiares de vítimas do Estado todos os dias, na luta que passaram a tocar desde maio de 2006.

Em meio à histeria que seguiu aos chamados “ataques do PCC”, grande parte da população paulistana aplaudiu de pé o extermínio sistemático promovido pelas polícias. As centenas de morte covardemente provocadas pelo Estado foram brindadas como um ato de justiça e como uma vingança quase que pessoal. Só agora, depois do esforço cotidiano dos familiares das vítimas desse extermínio é que surge uma voz dissonante, buscando compreender o que ocorreu, apontar os responsáveis, e lutar para que episódios como esse, que em menor escala se repetem todos os dias, nas periferias, parem de ocorrer.

Um salve a estas guerreiras que não nos deixam esquecer que a chamada “Justiça” é uma arma da classe dominante, e que é urgente criarmos nossos próprios meios de nos defendermos.

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