Vídeo do Protesto no Jd. Eliana
O vídeo mostra a situação do atendimento na UBS do Jd. Eliana, que atende não apenas esta comunidade, mas também o Jd. Lucélia, o Jd. Ellus, o Pq. Cocaia, o BNH, etc., totalizando mais de 85.000 usuários num único posto. Os moradores mostram aqui a indignação de quem é atendido neste posto e sabe que é a mesma situação de tantos outros locais de atendimento de saúde do Grajaú. Sabem também que não podemos ficar de braços cruzados, esperando alguma coisa chegar de cima, pois, ninguém tem interesse em acabar com este sistema que nos humilha e agride todos os dias. Para acabar com o desrespeito, as filas enormes, as longas esperas para ser atendido e fazer os exames, falta de médicos e médicos que atendem muito mal, só mesmo organizando nossa revolta contra este sistema.
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Com a tag Estado, Jd. Eliana, lutas, saúde, videos
Este vídeo discute o Massacre do Carandiru e faz um retrato do sistema carcerário brasileiro e do processo de encarceramento em massa, ora em curso, convidando ao debate e à organização de ações para mudar esse quadro.
Essa é uma iniciativa da Rede 2 de Outubro – Pelo Fim dos Massacres, formada por um conjunto de movimentos sociais e outras organizações com o intuito fomentar a reflexão sobre diversos temas, como a questão da militarização da sociedade brasileira, da crescente criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, do encarceramento em massa, entre vários outros. Para tanto, estão sendo organizados seminários, cine-debates, e reuniões em diversos locais, junto com a construção de um Fórum unificado no início do próximo semestre, e de várias intervenções na semana do dia 2 de outubro, com o mote dos 20 anos do Massacre do Carandiru.
Publicado em Todas as comunidades
Com a tag Criminalização, encarceramento, Estado, lutas, videos
Publicado em Pq. Cocaia I, Todas as comunidades
Com a tag Arte/Cultura, lutas, videos
Neste vídeo, alguns moradores do Pq Residencial Cocaia e do Cantinho do Céu denunciam a terrível situação do atendimento de saúde na região, e reivindicam a abertura imediata da UBS Cantinho do Céu, há vários anos prometida pelo governo.
Publicado em Cantinho do Céu, Recanto Cocaia
Com a tag lutas, poder popular, saúde, videos
Música do Vídeo: ArteRima e CFL (Comunidade Favela Lucélia)
Essa filmagem foi feita numa atividade de Hip Hop e Consciência Negra em 2011 no Parque Cocaia I, um fruto da organização da comunidade.
No dia 26 deste mês tem mais! É só chegar!
Hoje, a voz e a batucada das catadoras e catadores ressoaram alto na
Lidero Badaró. Trabalhador@s da coleta seletiva, de algumas cooperativas de São Paulo, como a Cooperativa da Granja Julieta, da Cooperativa Sempre Verde (Jabaquara), e da Cooperpac (Grajaú). Nessa manifestação, que envolveu representantes de movimentos, como o Movimento Nacional da População de Rua e o Movimento Nacional dos Catadores, o Movimento Negro Unificado
e a Rede Extremo Sul, foi denunciada a política de higienização em curso na cidade de São Paulo e os últimos ataques feitos contra às cooperativas, que incluíram novas ameaças de despejo.
Depois de algum tempo de protesto, uma comissão foi recebida pelo
assessor do Secretário de Serviços do Município. Fizeram novas promessas para as três cooperativas, como o aluguel de um novo galpão para a Cooperativa da Granja e a regularizar a situação das duas outras cooperativas.
Mas @s catador@s, sabem que não se podem deixar enganar com promessas. E que as conquistas só vem com luta!
A luta continua…
Este vídeo denuncia as afrontas contra a Cooperativa da Granja Julieta e as tentativas de diálogo neste longo caminho de luta e resistência. Mostra que estes ataques tem como pano de fundo a exploração e a violência contra a classe trabalhadora.
Vídeo completo (vale a pena!)
Vídeo curto
Publicado em Outras Comunidades
Com a tag cooperativas, despejos, lutas, periferia, poder popular, videos
O cenário era de despejo iminente. Casas sendo derrubadas, boatos, ameaças, risco de vida, comunidade dividida. Foi nesse terreno aparentemente sem esperanças que algumas mulheres decidiram ir à luta, e foi na luta que tivemos a felicidade de conhecê-las.
Mas vendo mais de perto – e como é regra para aqueles que não nasceram em berço de ouro – essa foi apenas mais uma de muitas batalhas travadas ao longo de suas vidas. Esse vídeo mostra um pouquinho de outra luta protagonizada por algumas dessas companheiras, junto com outras pessoas para quem a vida não foi um mar de rosas. São mulheres e homens, alguns ex-moradores de rua, outros ex-presidiários; tem também quem foi vítima de violência doméstica, quem foi escravo da droga…
Em torno do esforço da arranjar um meio de vida, e a duras penas, sofrendo muita repressão e boicotes, esses camaradas estão vivendo uma experiência de controle da produção, sem patrão, decidindo as coisas juntos, transformando suas próprias vidas, fortalecendo sua consciência política, e se formando como membros da classe.
Vida longa à Cooperativa da Granja Julieta!
Publicado em Outras Comunidades
Com a tag classe revolucionária, cooperativas, poder popular, produção, videos
Um salve aos companheiros que fazem da vida a luta. Nas ruas, nas escolas, nas quebradas, fomentando a cultura afro-brasileira e sua mensagem de resistência. Seguem materiais das atividades que ocorreram neste final de semana no Jd. Eliana, saindo da escola Maria Luiza para as ruas do bairro, colocando em pauta o significado do 13 de maio e da luta contra a opressão, o preconceito e a violência racial. Liberdade se conquista lutando!
Moradores de duas comunidades do Grajaú, o Jardim Lucélia e a Vila Madeirite, foram hoje à Secretaria Municipal de Habitação exigir um atendimento. Em uma dessas comunidades, o Jardim Lucélia, sob o argumento de viverem em área de risco, algumas famílias estão ameaçadas pelo despejo, e diante disso exigem uma alternativa habitacional, e não o “auxílio-aluguel” oferecido. Na outra, a Vila Madeirite, moradores que estão com suas casas inundadas em função do aumento do nível das águas da Represa Billings exigem o cumprimento de um acordo firmado com a SEHAB no início do ano passado, que lhes garantia um atendimento habitacional.
Em ambas as áreas, somadas, vivem apenas algumas dezenas de famílias, que resolveram se unir e protestar por um tratamento digno por parte do “poder público”.
Fomos atendidos por representantes da SEHAB e do Programa Mananciais, que disseram que o procedimento da Subprefeitura da Capela do Socorro em ambos os casos foi irregular, e que iriam se esforçar para corrigir os erros e apresentar uma posição em uma nova reunião que será realizada na semana que vem. Iremos aguardar essa posição, mas não aceitaremos mais enrolação!
Viva a luta do povo da periferia!
Publicado em Jd. Lucélia/Vila Nascente, Pq. Cocaia I
Com a tag lutas, moradia, poder popular, videos
O vídeo abaixo retrata um pouco da caminhada de companheiras e companheiros em sua batalha para criar uma nova Cooperativa de Catadores, a COOPERPAC, localizada no Jd. Lucélia, Grajaú. Com iniciativas como essa, muitas questões importantes são colocadas, como a forma de se organizar e produzir sem patrão e sem diferença de rendimentos, ou sobre a questão do meio ambiente como uma trincheira da luta da população da periferia, que muitas vezes é discriminada e apontada como culpada pela poluição das represas e dos córregos. O discurso da defesa do meio ambiente tem sido inclusive usado contra as comunidades da periferia, para realizar despejos violentos.
Ninguém tem mais interesse em preservar o ambiente do que as próprias comunidades, mas os “governantes” não garantem nem mesmo um sistema de coleta de lixo e de saneamento adequados. Por outro lado, enquanto os governantes e os meios de comunicação mentem dizendo que o povo da periferia é o responsável pelos problemas ambientais, ninguém fala dos verdadeiros culpados: as grandes empresas que sugam todos os recursos naturais e produzem montanhas de lixo; o consumismo doentio e sem limites das elites, que só pensam em ostentar; as grandes obras mal-feitas, como o Rodoanel, que acabam com quilômetros de vegetação nativa, sujam a represa, etc. Ou seja, os pobres não são os grandes poluidores das represas, dos córregos, e do ar, mas sim os endinheirados, que colocam os lucros acima de tudo.
Ao contrário desse discurso mentiroso, portanto, sabemos que existe todo um sistema de produção e de consumo em que só vale a ostentação e o lucro, e que são terrivelmente destrutivos. É esse sistema que precisamos combater, e é assim que nosso caminho se cruza com o caminho das Cooperativas de Catadores.
Vida longa à COOPERPAC!
Publicado em Todas as comunidades
Com a tag cooperativas, meio-ambiente, produção, videos
Os companheiros e companheiras que acompanham as atividades da Rede Extremo Sul e o nosso blog sabem que fazemos muitos vídeos. Desde o início de nossa caminhada, e mesmo antes da existência da Rede, documentamos as histórias das comunidades, algumas das violências que são cometidas contra elas pelo Estado e pelos endinheirados, e os processos de organização e de resistência popular, além de fazermos também alguns materiais informativos. Mas por que todo esse esforço, se não somos cineastas, não estamos atrás de fama nem de holofotes, se abominamos marqueteiros?
Existem usos que são óbvios, e nem por isso sem importância: o vídeo como ferramenta de denúncia, ou como registro histórico, ou ainda a câmera como instrumento para inibir certas arbitrariedades e barbaridades cometidas pela polícia ou outros membros do Estado. Mas também tentamos utilizar o vídeo de outras formas; uma delas é como uma pequena ferramenta na construção de uma memória popular coletiva e combativa, registrando e divulgando nas comunidades as experiências de luta por trás de cada uma de suas conquistas. Além disso, ele serve como um meio das comunidades se comunicarem e trocarem experiência, já que são muitas as coisas em comuns entre elas.
Outro uso que fazemos do vídeo é como um meio de nos aproximarmos de algumas pessoas numa certa comunidade, e de aproximar essas pessoas entre si. Com a câmera na mão, é possível criar um pequeno espaço em que as pessoas contam sua trajetória, refletem sobre sua realidade, formam e compartilham idéias e opiniões que muitas vezes o cotidiano massacrante nos obriga a guardar conosco. Além disso, o vídeo, por motivos bons e ruins, acaba dando mais visibilidade e credibilidade ao depoimento daqueles que são nossos iguais, e vizinhos que às vezes nem se falam, e muito menos se escutam, passam a se identificar e a se respeitar por se verem numa tela, em meio a imagens, músicas e falas que fazem sentido para eles.
No entanto, e por incrível que pareça, tentamos também usar o vídeo como um meio de quebrar os mitos da imagem, da televisão, da propaganda, lembrando que o nosso discurso não é aquele do Jornal Nacional, que a nossa realidade não é aquela da novela; que por trás de uma tela, escondido, se encontra todo um processo de manipulação das imagens e de todos os conteúdos, de modo que quem faz a edição do vídeo determina o sentido que ele vai carregar. Além disso, em coerência com nosso horizonte político, que aponta para um futuro sem patrões nem governantes, em que realmente seja “tudo nosso”, buscamos passar adiante os poucos conhecimentos que temos sobre a produção de vídeos, para quem estiver disposto a aprender nas comunidades, e multiplicar as ilhas de edição; assim, as pessoas podem se apropriar dos meios de produção de vídeos, e utilizá-los de maneira autônoma.
De todo modo, como meios muito modestos de informação, comunicação, formação política, e de criação de identidade de classe, nossos vídeos servem principalmente como instrumentos no interior dos processos organizativos autônomos que tentamos fomentar nas comunidades. Em geral, feitos rapidamente, nas madrugadas, em meio a lutas, atividades culturais, reuniões e um monte de outras coisas, por pessoas que não são nem profissionais do vídeo, e muito menos da política, nossos vídeos não são obras-primas, e neles até mesmo acabamos por reproduzir sem querer alguns clichês e fórmulas conservadoras. Mas vistos como eles são, como uma pequena parte de processos radicais de luta e de organização popular, eles passam a se justificar e a fazer algum sentido. É por isso que fazemos vídeo…
Passadas as eleições, infelizmente uma nova onda de despejos deverá começar, afetando dezenas de comunidades em nossa região, e no conjunto da cidade de São Paulo, para não irmos muito longe. Sob os falsos argumentos de proteção ambiental e das melhorias urbanas, muitas pessoas serão criminalizadas, prejudicadas e obrigadas a aceitar migalhas e promessas vazias, já que está mais do que evidente que não existe uma real política habitacional para atender dignamente as famílias removidas.
O único meio de se contrapor a essa violência é a união e a luta das próprias comunidades ameaçadas, e é nesse sentido que publicamos aqui esse vídeo que documenta uma pequena parte da luta dos moradores do Parque Cocaia I. Que esse tipo de experiência nos sirva de inspiração e ensinamentos para nos fortalecer para as batalhas que virão.
Com este vídeo registramos a história de mais uma comunidade onde estamos atuando. Este vídeo é sobre o Recanto Cocaia, com depoimentos que contam a história de construção da comunidade no distrito do Grajaú, e também da luta cotidiana e da resistência contra ameaças de despejo. Mais uma vez, a memória coletiva sobre a nossa realidade e a nossa história mostram de onde devemos tirar ensinamentos e força para as batalhas futuras.
Publicado em Recanto Cocaia
Com a tag lutas, moradia, periferia, poder popular, videos
Seguimos nossa saga de apresentar em sons e imagens um pouco da realidade das comunidades onde estamos atuando. Este vídeo é sobre o Jd. Tangará, com depoimentos que contam a história de construção de outra comunidade no distrito do Grajaú, e também da luta cotidiana e da resistência contra ameaças de despejo. Processos como esse, de discussão, registro, projeção, divulgação, fazem parte de um esforço para refletirmos e construirmos uma memória coletiva sobre a nossa realidade e a nossa história, de onde devemos tirar ensinamentos e força para as batalhas futuras.