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A Luta continua no Pinheirinho

Sábado, dia 3/03, a partir das 15h, ato-show “Somos Todos Pinheirinho”, comemorando 8 anos de ocupação. Em São José dos Campos, no Campão do Campo dos Alemães. O documentário será projetado as 18:30.


Extremo Sul é Pinheirinho

Pinheirinho no Grajaú 

Diante da ação truculenta da PM e do governo para despejar o povo da ocupação Pinheirinho em São José dos Campos, temos poucas maneiras de expressar nossa revolta e nossa solidariedade. Estamos de luto. E junto com o coro de camaradas lutador@s, somos todos Pinheirinho.

Faixas produzidas no Sarau de hoje, no Jd. Lucélia


Suspensa a reintegração

Estado volta atrás e suspende a reintegração de posse

Graças à resistência d@s moradores da ocupação do Pinheirinho, uma decisão judicial suspendeu a reintegração de posse, prevista para esta madrugada. Parabéns aos companheiros e companheiras, pelo exemplo de luta! Vida longa à ocupação do Pinheirinho!

Foto-Reportagem do Desinformémonos

Solidariedade não respeita fronteiras

Apesar de silenciosa, uma das maiores vitórias dos nossos inimigos de classe foi ter conseguido fazer com que nós não nos olhemos como iguais; foi fazer com que a gente se fechasse em torno de nós mesmos, querendo ser o herói da novela, e deixando de ver nos nossos vizinhos companheiras e companheiros de caminhada.

Nós, que queremos virar esse jogo, lutamos contra isso cotidianamente, em nossas comunidades, sempre passando por mil dificuldades, sofrendo preconceitos, enfrentando desconfianças, e tendo resultados pequenos, mas fundamentais. Enfim, sabendo que o processo é lento, mas que vale a pena.

No meio dessa peleja, para nós é uma alegria ver uma demonstração de apoio e solidariedade partindo de camaradas de outros países. Aquilo que as fronteiras tentam distanciar, a solidariedade aproxima. Um salve aos companheiros e companheiras de luta e de sonho do Desinformémonos, combatentes das trincheiras da comunicação.

Acesse a foto-reportagem das lutas aqui. E o Manifesto de 1 ano da Rede em espanhol, aqui.

Novas enchentes no Jd Pantanal

Novas enchentes no Jd. Pantanal

Infelizmente, não é mais possível a surpresa diante de calamidades que se abatem sobre a população pobre; elas são a regra, como fica evidente na nova inundação das diversas comunidades do Jardim Pantanal. Enquanto a grande mídia corre atrás das desgraças e as transformam num grande espetáculo – “a culpa é de São Pedro, e das populações invasoras, criminosas e irresponsáveis, que se colocam em risco e que jogam lixo na rua” -, o principal é escondido. As violências e as opressões históricas, sempre renovadas, contra a população pobre, hoje mais uma vez traumatizada, desalojada, exposta a todo tipo de doenças e sofrimentos, e sem perspectivas.

Com o fim dos tempos chuvosos, em poucos dias todos os desastres ficam esquecidos. As famílias em áreas de risco têm suas casas removidas, obrigadas a trocar sua moradia pela incerteza do auxílio aluguel que virou a única política habitacional que têm acesso. Processos de desejos de áreas inteiras são acelerados e, com isso, todo ritmo de crescimento da cidade, da valorização dos terrenos e especulação imobiliária continua intacto. Bairros param, cidades param, vidas acabam, mas nada interrompe o fluxo incessante de acumulação.

Enquanto isso, a única força capaz de parar o tempo em vistas da solidariedade, da necessidade de sobreviver ao caos e continuar de cabeça erguida é a organização e manifestação da indignação do povo, contra a violência, contra a ação criminosa que as deixa submersas, contra o fim das comunidades. No Jd. Pantanal há um exemplo de tentativa de organização contra o jugo do poder do capital e de seus representantes no poder político, que em nada se moveram para evitar que se repetisse o que ocorreu na mesma época no ano passado. Em meio às barbaridades, temos aqui a denúncia da situação vivida nas comunidades dessa região da zona leste de São Paulo, que vive as mazelas da chuva em proporção alarmante, mas que se assemelha, na história e na luta cotidiana, de tantas outras comunidades das periferias de São Paulo.


Solidariedade aos moradores do Jardim Pantanal

Diante de tantos desalojados, e de tantos que perderam tudo o que possuíam nos vários bairros do Jd. Pantanal, alimentos, roupas e outros itens de primeiro necessidade estão sendo recolhidos na portaria do Instituto Alana, em frente à sede do MULP (Movimento de Urbanização e Legalização do Jd. Pantanal), na Rua Erva do Sereno, 548.

Para realizar doações, entrar em contato com Thaís: 9755-2474; ou Vagner: 7379-8860 e 2584-6138.

 

Apoio à Jornada de Lutas do MST

Apoio à Jornada de Lutas do MST

Nos primeiros dias desse ano o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra realizou ações para denunciar a paralisação da reforma agrária e pressionar o governo para arrecadação de áreas a serem destinadas ao assentamento de famílias que vivem em ocupações no estado de São Paulo.

Na madrugada do dia 5 de janeiro 250 pessoas ocuparam uma área para reivindicar que seja destinada ao Acampamento Alexandra Kollontai, que existe desde 22 de maio de 2008. A ocupação foi na Fazenda Martinópolis, que pertence à Usina Nova União, situada no município de Serrana (Região de Ribeirão Preto). A Usina tem multas por crimes ambientais, dívidas exorbitantes com o Estado e com os trabalhadores que não receberam seus salários em 2010. Ainda assim, O DIREITO À PROPRIEDADE É DEFENDIDO VIOLENTAMENTE PELO ESTADO.

O acampamento amanheceu hoje (dia 7 de janeiro), cercado pela Tropa de Choque. A Polícia Militar está negociando com ocupantes com o pedido de reintegração de posse junto ao pedido de prisão dos ” identificados como lideranças”.

Apoiamos a luta do povo, contra a propriedade privada e a exploração do trabalho.

A violência do Estado é inaceitável e não pode conter nossa indignação.

Local do Acampamento: Rodovia Abraão Assed, Usina Nova União à direita (sentido Cajuru), próximo ao Assentamento Sepé Tiarajú, municípios de Serrana e Serra Azul – SP.

Contatos: Guê (16) 8162 8079,  Ari (19) 8219 6715 e Kely (16) 9231-7866 ou (16) 9231-6280

Para mais informações clique aqui e aqui.

Lutas em BH

Comunidade Dandara (Belo Horizonte) sofre nova

ameaça de despejo

A Comunidade Dandara, fruto de uma ocupação organizada de um enorme terreno abandonado em Belo Horizonte, feita em abril de 2009, está sendo novamente ameaçada de despejo. Já são quase dois anos de luta incessante contra o Estado e o grande capital, que abominam e reprimem todo tipo de iniciativa popular que busque se opor à essa sociedade em que a especulação e os lucros são muito mais importantes do que vidas, e em que qualquer afirmação de solidariedade, de espírito de luta e de autonomia é criminalizada.

Hoje só podemos expressar nossa solidariedade à distância; mas não fazemos isso parados, e sim buscando contribuir para o fortalecimento da nossa classe, para que um dia a correlação de forças mude.

Que um esforço como o dos companheiros e das companheiras da ocupação Dandara se torne conquista e seja reconhecido como tal; e que a preservação de um terreno abandonado à serviço da especulação seja tido como verdadeiro crime.

Para mais informações, acesse o blog da Ocupação Dandara.

Nova enchente no Jardim Pantanal

Enchentes e criminalização do povo da periferia – Apoio aos moradores do Jd. Pantanal

Moradores do Jd. Pantanal e militantes do movimento Terra Livre divulgaram atrocidades cometidas pelo Estado contra moradores e vítimas de enchentes na zona leste de São Paulo na última sexta-feira, dia 17 de dezembro.

Desde o ano passado tem sido denunciada a situação de famílias que vivem em território violentado por enchentes criminosas orquestradas pela prefeitura e governo do estado. A área também está na mira dos despejos e reorganização da cidade, e nada foi feito para combater o efeito das águas, que novamente invadiu as casas. Dessa vez, foi ainda pior: ao invés de receber ajuda do Estado, houve repressão por parte da polícia civil e dois moradores foram presos. Seguimos alerta contra a repressão do Estado e estamos juntos na luta contra a violência e criminalização do povo da periferia. Para mais informaçôes clique aqui.

Solidariedade aos moradores das favelas cariocas

Solidariedade aos moradores das favelas cariocas

Guerra contra o crime”; “luta do bem contra o mal”; “mega-operação de pacificação das favelas cariocas”; “a sociedade unida contra a violência”… Quantas vezes essas e outras patacoadas foram repetidas sem parar pela grande mídia, por “especialistas” e por burocratas do Estado, nos últimos dias, entre as imagens de perseguições, prisões, tiroteios, ônibus queimando?

Em meio a toda essa hipocrisia, queríamos expressar nossa solidariedade aos moradores que vivem nas favelas cariocas,  que se encontram ainda mais expostos à discriminação, a ameaças, ao espancamento, a roubos, a execuções sumárias, a estupros, e a toda uma série de mecanismos de opressão, mobilizados pelas ditas “forças de segurança” – o aparato repressivo do Estado, com ocupação das forças armadas em seus territórios (usando o conhecimento acumulado no Haiti, onde as tropas brasileiras há anos cometem todo tipo de atrocidade, e atuam intensamente no sentido de reprimir e evitar processos de organização popular).

São muitas as coisas que esse tipo de fachada midiática busca esconder, mas queríamos falar de apenas uma delas. O tráfico de drogas e o contrabando de armas estão entre as atividades mais importantes do comércio internacional, movimentando e gerando enormes fortunas. Por serem atividades “ilegais”, elas possuem características próprias, mas nem por isso são aberrações, nem desvios em relação ao normal. Ao contrário, são mercados capitalistas que envolvem grandes empresários, chefes de Estado, políticos, juízes, polícia, e no caso do mercado de varejo carioca, envolvem também facções criminosas e as milícias.

As lutas que se travam em torno desses mercados são lutas inter-capitalistas, em disputa pelo controle e pela organização deles, de modo a torná-los mais lucrativos e menos danosos para os grupos dominantes da vez. Além disso, esses mercados se alimentam das desigualdades e da pobreza, e se misturam com as estratégias de contenção da população pobre,  o que se dá por meio da da repressão, do terrorismo de Estado e pela espetacularização midiática que criminaliza a pobreza.

Sim, a corda estoura no lado mais fraco; é por isso que geralmente quem sai perdendo nesse jogo – pagando, por vezes, com a própria vida – são as populações pobres que habitam os morros.

Ao que tudo indica, este processo, simbolizado pela instalação das UPP, deve inaugurar um novo modelo de contenção das insatisfações sociais no cotidiano dos morros cariocas, e talvez no de todas as periferias do Brasil. E será preciso tempo e persistência para poder interpretar e aprender a atuar neste outro cenário que se desenha. Por isso, esperamos que seja possível a organização popular desses moradores, que se aproveite as brechas que surgirem nessa reestruturação do “crime” no Rio de Janeiro, para que um dia o lado mais fraco não seja o nosso. Só assim colocaremos fim à verdadeira guerra; não à “guerra ao terror”, ou a “guerra ao crime organizado”, jargões mentirosos, mas a guerra de classes, em que nos encontramos mergulhados.

[Recomendamos a leitura e o acompanhamento da situação através do sítio dos companheiros e companheiras da Rede de Comunidades e Movimentos Contra Violência do Rio de Janeiro:

"Repúdio ao revide violento das forças de segurança pública no Rio de Janeiro, e às violações aos direitos humanos que vêm sendo cometidas" - http://www.redecontraviolencia.org/Documentos/764.html

Sítio da Rede Contra Violência (RJ) - http://www.redecontraviolencia.org]

TODA SOLIDARIEDADE AOS MORADORES DAS FAVELAS CARIOCAS!

Incêndio na Favela do Real Parque

Campanha de solidariedade urgente !

Na manhã de 24 de setembro um incêndio devastou centenas de barracos na Favela Real Parque
situada na Zona Sul de São Paulo. Cerca de 400 famílias (cerca de 1300 pessoas) ficaram desabrigadas e debaixo de chuva.

Precisamos urgentemente de alimentos básicos, cobertores e colchões, e principalmente roupa de criança.

As doações podem ser entregues nos seguintes lugares:

No Coletivo Favela Atitude

Rua Paulo Bourroul, 377. Telefones de contato: Cris: (11) 7015 1801 e Mauro: (11) 8400 9898.

No Cedeca Interlagos

Rua Nossa Senhora de Nazaré, 51, Cidade Dutra, São Paulo. Telefones de contato: Cedeca: (11) 5666 9861 e Kleber: (11) 7677 1735.

Na Cooperifa

Rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana, Zona Sul, São Paulo.