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Protesto na EMEF João da Silva

Truculência contra os Manifestantes

O protesto em frente à EMEF João da Silva acabou há algumas horas. Indignados contra a situação da escola, muitos alunos e alunas se juntaram à manifestação puxada por membros da comunidade do Jd. Lucélia, manifestação que denunciou os problemas da escola e as medidas autoritárias de sua direção. Foram feitos vários relatos sobre a precariedade da infraestrutura, sobre a falta de materiais pedagógicos, sobre maus-tratos contra alunos(as) e contra pais e mães, e por aí vai.

Apesar de ter sido uma manifestação pacífica e totalmente legítima, ao invés de diálogo, a Diretoria chamou a polícia. Rapidamente chegaram várias viaturas da Guarda Civil Metropolitana (GCM), da Polícia Militar (PM), e principalmente da Guarda Ambiental (!!!!), vestidos com seu uniforme parecido com o do Exército. Houve diversas tentativas de intimidação, os próprios membros da Guarda Ambiental falaram para os estudantes que eles eram massa de manobra, que a manifestação era coisa política-partidária, e que os manifestantes estava cometendo um crime pois não haviam pedido autorização à Subprefeitura para a realização do protesto!

Evidentemente, essa tentativa de desqualificar a luta e amedrontar os manifestantes não deu certo, pois não se trata de político ou de partido A ou B, mas de problemas reais e muito graves. Mas fica aí a pergunta: desde quando é preciso pedir autorização para se exercer um direito, como o direito de manifestação? E desde quando uma manifestação pacífica é caso de polícia, e mais ainda, da Guarda Ambiental?

Com isso se revela a verdadeira faceta da direção da escola, e do próprio Estado, que considera a organização popular um caso de polícia.

Para piorar, e apesar de diversas tentativas de convencê-los do contrário, a Diretoria da EMEF João da Silva, junto com a Guarda Ambiental não deixaram os estudantes entrarem na escola ao final do protesto, que acabou às 8h da manhã. Um absurdo e uma irresponsabilidade, mas diante disso resolvemos fazer uma caminhada pelo bairro, no meio da qual os alunos e alunas voltaram para suas casas.

A luta está apenas começando!

Protesto na EMEF João da Silva

Contra o Autoritarismo na Escola João da Silva

A situação da EMEF João da Silva vai de mal a pior. Ela ocupa uma das piores posições no ranking das escolas municipais, a evasão escolar é enorme, e as condições de ensino são péssimas. Além disso, o Diretor é ausente e autoritário, ninguém sabe quanto dinheiro é gasto e como é gasto, e ninguém tem voz ativa na escola.
Isso é um problema que afeta a todos nós, e principalmente às crianças e aos jovens do nosso bairro. É por isso que estamos protestando neste momento! Junte-se a essa caminhada!
A EMEF João da Silva é de todos nós.
As melhorias da Escola depende de todos nós.
A hora é de União!

Facetas do massacre

Massacre dos dois lados do muro

Diante dos massacres que têm sido cometidos contra o povo, algumas ações de resistência estão sendo desenhadas. A guerra em curso é cruel, e como em muitos momentos do capitalismo em que foi necessário esmagar o povo para dar continuidade à exploração e ao acúmulo de capital, uma de suas facetas é a expropriação e o extermínio da população pobre, seja do centro ou das periferias.

Ontem diversas organizações realizaram mais um ato contra o genocídio da população preta, pobre e periférica, o modo mais visível e absurdo por meio da qual o conflito de classe está se desenrolando atualmente.

Outra faceta deste massacre é o encarceramento em massa, que altera profundamente a vida nos territórios periféricos. Se hoje há, no Brasil, mais de 550 mil presos e presas, há também 550 mil famílias que tem suas vidas completamente marcadas pela humilhação, pelo preconceito e pela punição a que são também submetidas. Isso porque a superlotação dos presídios é funcional, e assim como ocorre com outros serviços “públicos”, o Estado amplia e sucateia o sistema prisional para oprimir uma parcela da sociedade, e para justificar a privatização e o lucro de alguns poucos. E os “de cima” sabem que destruir por dentro os vínculos entre os presos e presas e a comunidade é uma arma contra a  organização dos “de baixo”.

Em relação a esse quadro, em audiência realizada ontem pela Defensoria Pública foi analisada as condições dos presídios, e denunciado, por exemplo, que muitas penitenciárias de São Paulo não gastam nem 10 reais por ano com os materiais de primeira necessidade para cada preso/a!!! Ou seja, apesar de o Estado declarar gastos enormes com seus presídios, a situação é uma calamidade e apenas confirma o que vivemos nas quebradas: o fato de que muitas famílias são forçadas a gastar boa parte de sua renda com o familiar que está atrás das grades, pois do contrário ele não terá sabonete, pasta de dente, papel higiênico, cobertor, roupas etc.

Transcrevemos abaixo um texto lido ontem na audiência pelo Não Te Cales: Periferia contra o Encarceramento:

Nós, membros do Não te Cales, um grupo de familiares de presos e presas criado no interior da Rede de Comunidades do Extremo Sul, gostaríamos de reforçar as denúncias sobre as terríveis condições de encarceramento que predominam no Estado de São Paulo.

É função do Estado zelar pela integridade física e psicológica dos presos e presas, e garantir que o tempo de encarceramento sirva para a formação e para a ressocialização dos detentos, de modo que estes possam retomar suas vidas sob melhores condições, ao saírem do cárcere. No entanto, a realidade das prisões é bem diferente: as condições de salubridade são péssimas, assim como as condições de alimentação, de vestuário, de atendimento médico e odontológico etc. E esse quadro está se agravando rapidamente, em função do processo de encarceramento em massa em curso, referendado e conduzido por todas as esferas de governo, e envolvendo os poderes executivo, legislativo e judiciário.

Assim, enquanto se divulga que o Estado gasta rios de dinheiro com cada pessoa encarcerada, e se vende a ideia de que essas pessoas são privilegiadas, e que ao invés de punidas elas são recompensadas pelos crimes que cometeram, à custa do conjunto da sociedade, na verdade os presídios são espaços de tortura física e mental. Se o preso ou a presa não possui família para lhe fornecer roupas, itens de higiene pessoal e de limpeza, certos alimentos e outros produtos essenciais à sua sobrevivência, essa pessoa irá definhar no cárcere.

Diante dessa situação, um grande número de famílias de presos e presas são forçadas a comprometer boa parte de sua renda mensal fornecendo – pessoalmente ou via sedex – esses produtos de primeira necessidade aos seus parentes encarcerados. E nesse sentido a situação piorou com as restrições ao uso do selo social, que agora é condicionado à participação em certos programas governamentais de assistência social.

Esses enormes gastos, somados à toda a discriminação e a humilhação que sofremos, faz com que sejamos punidos duramente, junto com nosso parente preso.

Portanto, percebemos que o sistema prisional e o encarceramento em massa serve como fonte de lucros para alguns, e como fonte de votos para outros, já que é uma resposta fácil ao problema da segurança pública, e que conta com o apoio de uma grande parte da sociedade. No entanto, é uma resposta falsa, e só agrava o problema que deveria resolver. É por isso que se faz urgente uma mudança profunda no sistema penal e prisional, o que inclui acabar imediatamente com a barbaridade a que estão submetidos os presos, as presas, e suas famílias.

Dia da Consciência Negra

O massacre e a consciência negra

De tão terrível que está a situação, fica até difícil dizer algo sobre a opressão contra os negros e negras.

A dificuldade não existe pelo fato das coisas serem muito complicadas, muito sofisticadas, nem nada disso. Ao contrário, a coisa é bem tosca e evidente. Por exemplo, não é novidade para ninguém que as principais vítimas do massacre promovido pelo Estado, que é regra, mas que se intensificou bastante nos últimos meses, são os jovens negros. E ninguém ignora  que as mulheres negras sofrem não apenas em função do caráter racista desse mundo em que vivemos, mas também pelo caráter machista e patriarcal da sociedade brasileira, e das sociedades capitalistas em geral. Qualquer pessoa que não seja pilantra consegue identificar essas opressões em diversos aspectos da vida: escolarização, violência doméstica, violência policial, renda familiar, expectativa de vida, mortalidade infantil, acesso à saneamento básico etc., etc. e etc.

Desse modo, é difícil falar sobre o que temos vivido justamente porque as palavras não conseguem expressar os horrores que esse mundo não pára de produzir, e que recaem principalmente sobre certas parcelas da população, sobretudo a parcela pobre, negra e moradora das periferias. Esses horrores se reproduzem ao longo do tempo, assumem novos contornos, novas características, às vezes até se disfarçam, mas nunca mudam o que realmente são, o que se revela em toda sua crueza na matança que ocorre nas periferias de São Paulo, matança que a mídia contabiliza fajutamente todos os dias, como se tratasse apenas de números.

E é ainda mais difícil falar sobre tudo isso num momento em que pouco conseguimos fazer diante de nossa condição de escravos das coisas e do dinheiro, em que somos incapazes de assumir o controle sobre nossas próprias vidas, e que somos impotentes diante da violência dos despejos, da violência policial, da violência do sistema prisional, e de tantas outras formas de violência que se abatem sobre nós.

Assim, se não quisermos cair em papo furado, falar em consciência negra só pode significar falar em união, organização e luta, não para dourar nosso grilhões, e amenizar a nossa escravidão, mas sim para mudar as condições que tornam possível existir grilhões e escravidão. Consciência negra é assim consciência de classe, e consciência de classe se define pela ação revolucionária. Todo poder ao povo!

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Hip Hop e Resistência Negra

CineMilitante

* Se chover não haverá projeção.

Nota sobre o incêndio no Moinho

Famílias X Estacionamentos

Como relatou uma reportagem da Rede Brasil Atual (veja aqui), 2 dias após o incêndio na Favela do Moinho, uma empresa de terraplanagem começou a trabalhar numa parte da área atingida, para transformá-la num estacionamento!

Quem se diz dona do terreno é a Ceagesp, que o alugou a uma empresa privada para a construção do tal estacionamento, que talvez sirva para receber os clientes de um Walmart.

A crueldade da cena é escancarada. Êta mundo bom de acabar esse em que um estacionamento de uma mega-empresa vale mais do que vidas. Ou acabamos com esse mundo cruel e construímos um mundo melhor, ou esse mundo cruel acaba com a gente! 

Rede 2 de Outubro

20 Anos do Massacre do Carandiru

Bora chegar nas atividades em torno dos 20 Anos do Massacre do Carandiru, organizadas pela Rede 2 de Outubro – Pelo fim dos Massacres, junto com coletivos e movimentos parceiros!

Logo postamos a programação completa! Mas vale adiantar também que no dia 2 de Outubro faremos um ato começando na Praça da Sé, às 15h30, e no dia 6 teremos um ato no Parque da Juventude, onde era o Carandiru.

Mais notícias de uma guerra

Moradores do Moinho reprimidos a ferro e fogo

Depois da tragédia de terem suas casas destruídas pelo fogo, em mais um incêndio criminoso a serviço da especulação imobiliária, moradores da Favela do Moinho que tentavam reconstruir suas casas são atacados pela Guarda Civil Metropolitana, que usou bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e também balas de chumbo para impedir a reocupação da área. As notícias são contraditórias, mas alguns moradores ficaram feridos, e pelo menos uma pessoa foi baleada.

Sabemos que o Estado e os endinheirados não tem qualquer limite ou pudores quando se trata de defender seus interesses e oprimir a população pobre. Uma ação como essa, contra os moradores do Moinho, ao invés de normal, precisa se tornar impossível e impensável. Isso está longe de dizer respeito apenas às pessoas que foram atacadas pela polícia no Moinho. É tarefa de todos nós, lutadores e lutadoras, nos organizarmos para reagir, e fazer com que esse tipo de violência contra uma quebrada faça levantar todas as quebradas, em solidariedade para com os nossos iguais.

Fórum pelo Fim dos Massacres

Não te Cales e o Massacre do Carandiru

Periferia contra o genocídio

…só mais um…

É só mais uma calçada. Mais uma rua de nome desconhecido. Mais um bairro sem nome bonito. É só mais um canto esquecido na grande cidade.
E ele era só mais um. Mais um corpo franzino. Mais um sorriso espremido. Mais um olhar apertado. Mais um braço esforçado no chão da grande cidade.
E do outro lado, eles eram vários. Eram corpos fardados, braços espalhados pelas ruas sem nomes. Mais e mais dedos engatilhados. Mais e mais músculos apontados pra alvos franzinos. Tentáculos.  Passos “justos” com botas negras marchando pelas calçadas tingidas de sangue da grande cidade.
E foi só mais um estampido. Só mais um gemido na noite pra sempre perdida. E agora ele é só mais um dado, mais uma estatística, mais um processo arquivado nos corredores assépticos dos magistrados da grande cidade.
E é só mais uma calçada. Mais uma rua de nome desconhecido. Mais um bairro sem nome bonito. Mas será sempre um choro convulso. Será sempre um eco aflito. Será sempre um grito de luta esculpido nos muros pichados de sangue em todos os cantos esquecidos da grande cidade.
 
Dani Santos

Nova onda de despejos

Eleições e Remoções

Eleições são sempre oportunidades para negociatas. As cartas já foram marcadas há tempos: a decisão não é do povo, “exercendo sua cidadania”, como dizem os hipócritas de plantão. A gente nessa história é só “laranja”, e quem decide mesmo a coisa são os financiadores, as empreiteiras, as imobiliárias, os grandes meios de comunicação, quem é cheio da nota, enfim, e usa o dinheiro para pagar as campanhas e molhar as mãos de quem precisa ser “agradado”. Mas ninguém é bobo de achar que isso é feito de graça; na verdade, é mais uma contrapartida do favorecimento em licitações e em contratos que transferem bilhões de reais arrecadados pelo governo diretamente para os cofres da grandes empresas. Tudo isso acertado de antemão, por debaixo do pano.

Então a gente que se prepare, pois antes das eleições são licitadas muitas obras, que no geral significam despejos truculentos a troco de migalhas, piora nos serviços públicos, e por aí vai. E com a aproximação da Copa do Mundo, o cenário fica ainda mais sinistro. Por exemplo, além dos despejos na região do Itaquerão, já foram anunciadas muitas remoções para a construção da chamada linha 17 Ouro do Metrô, que deveria começar a funcionar em 2013, mas que agora dizem que vai ser inaugurada em 2014. Em função das obras para a Copa, do Programa Mananciais, da construção de Parques Lineares, etc. e tal, milhares e milhares de pessoas serão despejadas, juntando-se a outras tantas milhares de famílias que perderam suas casas nos ultimos anos. Mas fica sempre a pergunta: onde estão as dezenas de milhares de moradias populares prometidas a essas famílias? Como deixar a nossa moradia em troca de um “auxílio-aluguel” que não é suficiente para alugar outra casa? E ainda mais sem perspectiva de receber outra moradia, já que quase nada está sendo construído? Por que essas casas não foram construídas antes? E como trocar o lar que batalhamos para ter por uma dívida, já que as habitações construídas não vão ser entregues de graça, mas vão exigir o pagamento de prestações por décadas? Por fim, como abandonar nossa história, nossas raízes, nosso convívio, de uma hora pra outra, sem puder dizer nada sobre o assunto?

Esse tipo de pergunta foi levantada por um camarada, morador do Jd. Aeroporto, que é uma das áreas ameaçadas pela obra da tal “Linha Ouro” do Metrô. Seu texto Copa do Mundo x População traz várias reflexões importantes, e também nos leva a pensar: será que o Estado e as empresas já venceram essa parada? Ou será que ainda conseguiremos reverter essa situação?

6 anos dos Crimes de Maio

Os Crimes de Maio e a organização popular

No mês de maio, há seis anos, em poucos dias as polícias do Estado de São Paulo assassinaram várias centenas de moradores da periferia, em geral jovens e negros – para elas o perfil do suspeito, do inimigo.

Em inúmeras quebradas foram instituídos toques de recolher, e o pânico se instaurou entre a população pobre, pois todos sabíamos que a polícia queria sangue, e ninguém estava a salvo. Pessoas envolvidas ou não com o crime organizado tiveram sua sentença de morte decretada, pois seus bairros e suas rotinas lhes condenaram a estar “na hora errada, no lugar errado”. Voltar para a casa depois de um dia inteiro de trabalho e/ou de estudo foi o crime cometido por muitos, que lhes custou a própria vida. E assim, tantas famílias foram destruídas, sem possibilidade de reconstrução.

Esse Massacre contra a população pobre não foi o primeiro, e nem inaugurou a pena de morte neste país – que só não existe na lei, mas sim na prática, que é o que importa. Ele é cotidiano, como mostra a multiplicação dos “autos-de-resistência seguida de morte”, o fato de o Brasil ser o país em que mais se cometem homicídios, o encarceramento em massa etc.

Os Crimes de Maio de 2006 cometidos pelo Estado, por meio de suas polícias e grupos de extermínio, tiveram uma amplitude e uma brutalidade descomunal, pois deveriam servir como exemplo. Mas talvez ninguém mais falasse sobre esse episódio terrível, não fosse a dedicação e a coragem de um conjunto de familiares de vítimas, que desde então luta para não deixá-lo cair no esquecimento, e para combater os massacres cotidianos.

A iniciativa das Mâes de Maio, assim como outros grupos que se organizam para combater a violência de Estado, como a Rede de Comunidades contra a Violência (RJ), apontam para uma situação em que os massacres deixem de ser considerados normais e legítimos. E demonstram que ao invés de nos fecharmos em nossas tragédias pessoais, caindo no isolamento e sucumbindo ao desespero, precisamos encontrar nelas a força para nos organizarmos, para nos unirmos a outros tantos na mesma situação, e para irmos à luta, de modo que nosso sofrimento não seja em vão, e para que nossas vidas adquiram valor e significado. Do contrário, os governantes, as elites, os juízes, os políticos, as polícias vão continuar nos reduzindo a nada, a nos assassinar, a nos explorar, e a nos descartar quando bem entenderem.

Despejo da Ocupação Eliana Silva

Novo massacre em Belo Horizonte 

Já escrevemos sobre as ameaças de despejo à Ocupação Dandara, e outras ocupações de Belo Horizonte (aqui, aqui e aqui), onde existe uma enorme quantidade de pessoas sem-teto, ou sofrendo com o aluguel. Nessa cidade o povo tem se organizado e lutado duramente contra essa situação, sempre enfrentando com coragem a truculência por parte dos governantes, dos juízes, das polícias e dos endinheirados.

Nesse sentido, um conjunto de famílias realizou há pouco tempo uma nova ocupação, a Ocupação Eliana Silva, que neste final de semana foi palco de um novo massacre contra aqueles que lutam. Apesar da dura resistência, cerca de 300 famílias foram despejadas sem nenhuma alternativa, com o emprego de enorme violência por parte da PM.

Trata-se do mesmo tipo de ataque que foi feito à ocupação do Pinheirinho, e a tantas outras, e o seu significado e importância são os mesmos, independente do tempo de ocupação e do número de pessoas que nela moravam: uma vitória do Estado e das empresas contra o povo organizado, que revela bem quais as forças em disputa, e desmente os discursos de conciliação de classes.

Diante disso, não há saída se não aprofundar, multiplicar e fortalecer o exemplo da Ocupação Eliana Silva!

Toda solidariedade às suas famílias, nesse momento tão difícil!

Recomendamos a leitura do texto sobre a Ocupação Eliana Silva e o despejo de seus moradores aqui, e alguns vídeos aqui.