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Saúde Pública no Extremo Sul

Calamidade na UBS da Chácara Santo Amaro

Há meses, a água usada na UBS da Chácara Santo Amaro está contaminada! Pense o que isso significa numa instituição de saúde! Por exemplo, o dentista vai tirar um dente, e lava a ferida com essa água, cheia dos tais “coliformes fecais” e outras coisas do tipo.

Depois de muita conversa, a Prefeitura começou a mandar um carro-pipa para a UBS, mas daí essa água limpa é jogada na caixa d’água, e ela se mistura com a água contaminada, o que não resolve nada (veja mais aqui). 

Depois de uma reunião na semana retrasada, foi prometida a instalação de uma cisterna, mas até agora isso não aconteceu. E provavelmente mesmo isso não vai resolver o problema, porque o volume de água usado é muito grande, e exige a abertura de outro poço.

Tudo isso parece piada, mas é algo muito sério, que mostra o descaso e a humilhação que sofremos. E revela algo que já devia ser do conhecimento de todos: que nem o Estado, nem os gestores da UBS (também aqui é a Associação $aúde da Família) dão a mínima para a saúde da população. Já passou da hora da gente reagir!

Saúde Pública no Extremo Sul

UBS Cantinho do Céu: A palavra já fez curva

Como a gente noticiou aqui no blog, no mesmo dia em que fizemos o protesto pela UBS do Cantinho do Céu, a Coordenadoria de Saúde se apressou a nos trazer as “boas novas”: tinham conseguido o protocolo X, do documento Y, do guichê Z, do Departamento W etc., e por isso, o aluguel do prédio da UBS devia sair em 1 mês, e na pior das hipóteses a UBS do Cantinho começaria a funcionar em setembro.

Dois dias depois houve uma reunião como Subprefeito da Capela do Socorro, e ele disse que a rua da tal casa que seria alugada, a Rua dos Acordes, não existe para a Prefeitura, e que portanto aí não vai ter UBS!

Nesse episódio, a má-fé da Secretaria de Saúde se revelou mais uma vez: além de anos de enrolação, e um amontoado de promessas não cumpridas, mesmo depois de saber da resposta do Subprefeito, foi à mídia dizer a mesma conversa fiada que disse pra gente (veja aqui a reportagem).

E agora, de novo, pede aos moradores e aos membros de conselhos gestores de saúde locais para que eles procurem outras casas que possam servir de sede à UBS. É de lascar, pra dizer o mínimo!

Por outro lado, também fica evidente a má vontade da burocracia estatal: a Prefeitura diz que a Rua dos Acordes não existe, mas lá chega luz, chega água, chega correspondência, e chega até um monte de politiqueiros pra pedir voto em todo ano eleitoral. Por que diaxo não se registra a rua, ou não se autoriza a construção da UBS?

Bastaria querer, mas quem se importa com a saúde da população pobre?

É por isso que mesmo com a nova promessa da Secretaria de Saúde a gente tinha decidido não ficar de braços cruzados, e continuar a luta por melhorias da saúde pública na região.

E se não vão alugar o lugar que foi prometido, vão alugar outro, porque a UBS do Cantinho vai sair. Ah, se vai!

Depois do Despejo I

Escombros na Vila Brejinho

Há mais de dois anos a Vila Brejinho deixou de existir, destruída pela Prefeitura, e até hoje nada foi feito no lugar. Onde antes havia  uma comunidade, ainda encontramos o entulho das casas derrubadas.

As famílias ainda recebem o “auxílio-aluguel” de  400 reais, mas não tem notícia de quando receberão a “alternativa habitacional definitiva”  de que fala o contrato.

Então fica a pergunta: várias casas que não estavam em risco foram destruídas, mas a troco de quê? Para acabar com os lares a Prefeitura não perde tempo, mas para construir as novas moradias e criar algo no lugar que despejaram, aí não há pressa nenhuma.


Casos de Meningite

Relatos sobre casos de meningite

Em nossa região, têm surgido notícias de pessoas que contraíram meningite, e mesmo de óbitos em função dessa doença. Houve, por exemplo, casos de meningite na Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Aristides Nogueira, no Parque Cocaia I, no Jd. Toca, e em outros bairros daqui. Algumas companheiras que recorreram às instituições de saúde em busca de informações, num primeiro momento receberam como resposta que a Prefeitura não iria fornecer vacinas, pois não se tratava de uma epidemia… 

Talvez não seja o caso de vacinação, mas o fato é o seguinte: se fosse o filho de um grande empresário ou do Prefeito que tivesse contraído a doença, seria um deus-nos-acuda, mas como são pessoas pobres, a coisa é bem diferente. 

É preciso ficarmos atentos e nos organizarmos para exigir respostas rápidas a situações como essa, que são bem localizadas, para que não ocorram mortes e sofrimentos que podem ser facilmente evitados.

Negligência criminosa

“Catástrofe natural”?

Foi divulgado recentemente (veja aqui e aqui) que o governo estadual de São Paulo cortou por três anos seguidos as verbas para a limpeza da calha do Rio Tietê. No entanto, o caso foi em grande medida abafado, já que, quando não são as mesmas pessoas, as elites, o Estado, e a grande mídia partilham os mesmos interesses. Enquanto isso, em quantas comunidades da periferia, como a Vila Madeirite, e o Jd. Pantanal, famílias continuam vivendo um verdadeiro pesadelo com as enchentes?