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AGORA: Jd. da União Luta pela Saúde

AGORA: PROTESTO PELO ATENDIMENTO DE SAÚDE DOS MORADORES DA OCUPAÇÃO JD. DA UNIÃO

Um conjunto de moradores do Jardim da União realizam neste momento uma marcha silenciosa até a Unidade Básica de Saúde (UBS) da Chácara do Conde, cobrando explicações sobre a negação de atendimento às famílias da Ocupação.
Gestantes, idosos, recém-nascidos, pessoas com doenças graves e em tratamento com remédios controlados, e qualquer um que busque atendimento nos postos de saúde da região encontra portas fechadas no momento em que os funcionários descobrem que o paciente reside na Ocupação.
Qualquer pessoa que depende do sistema público de saúde sabe que o atendimento nas UBSs é a base para qualquer outro atendimento especializado, incluindo o fornecimento de remédios, o agendamento de exames e cirurgias etc. Nesse sentido, a discriminação contra os moradores do Jardim da União é uma violência sem tamanho, praticamente uma condenação à morte das pessoas com alguma doença grave.
Segundo o gerente da UBS Chácara do Conde a ordem para a negação do atendimento partiu da Subprefeita da Capela do Socorro, Cleide Pandolfi. E o argumento mobilizado pelos atendentes dos postos de saúde é a ausência de um endereço. Ocorre que a Ocupação Jardim da União existe há mais de 1 ano, e possui endereço, ruas amplas, as casas possuem números, o acesso é fácil, o espaço é organizado.
Não existe assim qualquer razão verdadeira para essa terrível negligência, apenas o preconceito e o sadismo por parte dos gestores das UBSs e da Subprefeitura, muito mais preocupados com cifras do que com as necessidades da população.
Caso esse quadro não mude imediatamente, as famílias do Jardim da União iniciarão uma jornada de lutas para combater a discriminação e garantir o atendimento nas UBSs.
(Segue aí o link de um vídeo no qual algumas moradoras relatam a falta de atendimento: https://vimeo.com/110124528).
Contatos:
Sandra: 981598698
Valéria: 966987071
Sônia: 961317816

Mensagem Eleitoral

Ocupação Jardim da União

Vai pensando que tá bom…
Aqui não tem otário, nosso coração é revolucionário!

vai tomar um pau

Escola incendiada, comunidade organizada

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Há cerca de um mês a E.E. Tancredo Neves (no Jd. Varginha) foi alvo de um incêndio, no qual um dos seus prédios foi inteiramente queimado, mas nada foi roubado. Neste prédio havia a sala da coordenação com equipamentos de Xerox e computadores, duas salas de aula, uma biblioteca com sala de leitura e umaescola2 sala de informática que seria aberta à comunidade como telecentro. Como o prédio oferece risco, foi interditado pela defesa civil e nada que está a sua volta pode ser utilizado – nem estacionamento, nem quadra poliesportiva.

A Secretaria Estadual de Educação e a diretoria regional se comprometeram a iniciar a reforma na segunda-feira dessa semana, mas ninguém apareceu.

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A comunidade escolar que vive no Jardim da União está junto nessa luta e convida pais, mães e lutadores de outras comunidades para se juntar nessa caminhada. Vamos pressionar o governo estadual para que mais uma escola não seja esquecida pelo poder público e pra que isso não seja usado como promessa ou barganha eleitoral.

O povo unido tem força para lutar. Todo poder ao povo! Periferia Luta!

Contra a Criminalização

Contra as prisões arbitrárias e contra a criminalização dos que lutam contra o Estado das coisas  

vandalo estado

Se há demandas escancaradas de moradia, transporte, educação, emprego, saúde, necessidades básicas da população, que nada significam diante das necessidades de lucro das empresas no interior do sistema mercado capitalista, assim, quem deveria ser “criminalizado”? 

Quem deve ser criminalizado num mundo onde a solução para greve é perseguição e demissão; para moradia, despejo e rua; e para movimentos que denunciam a dura realidade através da organização da luta social, o silenciamento com acordos e alianças truculentas, e a punição com prisões, torturas e mortes? Não seria isso uma Ditadura?      

Se a “Segurança Pública” está para assegurar que o império das entidades privadas continue intacto a seduzir, explorar e oprimir a população, então uma de suas funções é, na realidade, a de reprimir e aprisionar aqueles que lutam pra mudar o estado das coisas. Isto não é novidade para ninguém, mas é algo que jamais deve se tornar natural. Afinal, sabemos que a “Lei” diz que lutar não é crime, mas essa lei só vale quando quem luta não ameaça a velha ordem e o velho progresso.

O sistema capitalista produz incessante e abundantemente o combustível que alimenta o fogo da resistência: as carências, as violências, as opressões, a exploração, que, contraditoriamente, são a fonte do poder dos que ainda estão em cima. Independente do que dizem, no entanto, a nossa necessidade por mudanças é eterna faísca do inquieto movimento.

Em todas as lutas, quando há hierarquias e lideranças – como deveria sempre existir, pela lógica do sistema – o alvo é certeiro: com autoritário “diálogo” e com cooptação silenciam aquelas figuras, buscando com isso que a “base” abandone a luta. Mas quando a revolta popular se organiza, a mando de sua própria indignação e de sua própria consciência, inverticalmente cansada de obedecer a um diálogo inexistente, a estratégia opressora se perde e se mostra ainda mais perversa. A ordem para tal progresso é: ou surge um dono para o descontentamento ou, então, não pode existir revolta.        

Eles perseguirão pés e cabeças para aterrorizar nossa resistência. Continuarão exterminando a população pobre e preta, os jovens da periferia, porém, aperfeiçoando  aparato repressor, pós-Copa do Mundo e com apoio massivo da mídia conservadora burguesa. Quem nos defenderá desta Polícia assassina do Estado do Capital? Como nos defenderemos?

Sabemos das atrocidades que a polícia é capaz de cometer a mando do Estado em defesa das grandes corporações. No entanto, diante desta nova velha forma, a indignação aumenta, a paciência se perde e a luta do povo prossegue. A pergunta provoca e grita, quem é responsável pela revolta popular?

Abaixo ao Estado Terrorista e força aos movimentos que lutam por uma vida sem Grades, sem  Catracas e sem Cercas! 

violento é o estado

Vídeo do Despejo da Ocupação no Jd. São Luís

CDHU, Governo Estadual e Tropa de Choque despejam com violência. Não esqueceremos!

A CDHU, apelidada pelos membros da Ocupação Jardim da União de Companhia de Despejos e Humilhação Urbana, mandou executar o despejo de uma ocupação em um terreno de sua propriedade. Descumprindo acordo feito com os moradores, o despejo foi executado com truculência, mostrando a covardia do Estado contra famílias despreparadas e sem ter para onde ir.

Vejam o vídeo feito por companheiro que acompanhou a ação policial, registrando parte de confronto e a revolta das famílias. Muitas delas, incritas nos programas de moradia há décadas, são chamadas de oportunistas pelos mesmos órgãos que não publicam a tal “lista de espera” e transformam essa lista em objeto de negócio e em meio de comprar votos. Oportunista é quem massacra famílias que lutam por uma moradia, em defesa dos interesses dos latifundiários especuladores e das empreiteiras.

No mesmo dia em que ocorreu este confronto no terreno da CDHU, a Ocupação Jardim da União recebeu uma intimação para desocupar o terreno da CDHU no Varginha. Felizmente conseguimos nos organizar, e com luta derrubamos essa ameaça.

Expressamos nossa solidariedade às famílias despejadas, e não esqueceremos de mais uma violência contra quem luta. A violência do Estado nunca para, nossa organização também não pode cessar. Todo poder ao povo organizado da periferia! Se você não está organizado, estão organizando você.

Festa Junina da Ocupação Jardim da União

Formação de quadrilha – venham dançar com a gente! 

FESTA JUNINA

 

 

Sobre o encontro do Movimento

Autonomia e Revolução: os rumos da luta

Lá se vão dias desde que o Jardim da União sofreu o duro golpe da ameaça de despejo. Como sabem, o golpe foi assimilado e respondido à altura, com uma luta linda na segunda feira da semana passada (dia 2), que derrubou por seis meses a liminar de despejo.

encontroNo domingo anterior à luta, portanto ainda no meio da ameaça de despejo que enfrentamos, foi realizado o encontro de 4 anos da Rede Extremo Sul. Inevitavelmente, este encontro que tinha como objetivo a reorganização do movimento, a reflexão sobre toda a nossa caminhada e a discussão sobre autonomia, acabou se tornando também o local de discussão da luta imediata. A liminar que poderia ter atropelado o encontro, serviu de combustível para a prosa, que por sua vez contribuiu para a construção da luta de segunda feira, e esta sim atropelou (com trator e tudo) o despejo.

A ameaça de despejo foi combustível porque é caso exemplar no interior de uma conjuntura que coloca aos militantes a impossibilidade de restringir suas lutas à esfera dos direitos sociais. Tais direitos estão nas leis, enquanto vivemos entre mortos, feridos, ruínas de nossas próprias construções, transporte-mercadoria de quinta categoria, saúde com gestão privatizada, trabalhadores desempregados pela negação de direito à greve, militantes presos e violentados pela negação do direito à manifestação e por aí vai. É urgente a tarefa de assumirmos nossa atual situação, e deixar de lutar por reformas isoladas e por concessão de direitos pelo Estado – que assim como os concede, sob várias condições, retira-os quando é necessário. Ao contrário, temos que assumir conscientemente a construção de lutas autônomas e revolucionárias.

Assim, mesmo diante da ameaça, no encontro conseguimos pensar a construção de coletivos e frentes de atuação. Através das questões levantadas  pelos companheirxs, nos fortalecemos  mais ainda para realizar aquela que seria uma luta decisiva, não só para o Jd. da União, mas também para a Rede Extremo Sul como um todo. Não é difícil imaginar as dificuldades que o despejo traria ao movimento, nesse momento de reorganização; fazer outros Jardins da União mobilizaria muitas de nossas forças, o que inevitavelmente nos impediria de pensar com calma a nossa caminhada.

encontro

Pois pensamos com calma. E pensando, entendemos que a presença de todos os companheirxs que “colaram” foi para nós fundamental e por isso agradecemos aos camaradas do Assentamento Milton Santos, do MPL, da Luta do Transporte do Extremo Sul, da Rádio Varzea, do Coletivo Anastácia Livre, das Mulheres na Luta, entre outros e outras. 

Entendemos que o encontro de 4 anos da Rede Extremo Sul começou na manhã de domingo quando o companheiro Robsoul cantou “Reintegração de Posse” e terminou na noite de segunda com os abraços fortes e com o fogão sendo colocado de volta no caminhão. Entendemos que só a luta do povo aponta para a verdadeira mudança.

E por fim, entendemos que a nossa luta começou há pouco mais de 4 anos, e que está longe de terminar. Todo Poder Ao Povo!              

Despejo de Ocupação em terreno do CDHU

URGENTE: CONFRONTO EM DESPEJO DE OCUPAÇÃO NO JD. SÃO LUIS – ZONA SUL DE SP

Mais de 300 famílias que vivem em terreno ocupado há mais de 3 meses no Jd. São Luis estão sendo violentamente despejadas agora.
O terreno é do CDHU que está descumprindo acordo feito com moradores, realizando antecipadamente a reintegração de posse, com a presença da tropa de choque e da polícia militar. Os moradores estão resistindo, revoltados com o desrespeito à negociação e o confronto ocorre desde hoje cedo.
Segue vídeo com relato de moradores, que contam as causas da ocupação: enquanto milhares de trabalhadores precisam de moradia, há um terreno abandonado há mais de dez anos, com placa indicando obras de construção de moradia popular desde 2011, que deveriam ter sido entregues pelo CDHU em 2013 e contou com com repasse de mais de 14 bilhões de reais.
Solidariedade aos ocupantes!!! A violência do Estado nunca para, nossa organização também não pode cessar.

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Encontro da Rede Extremo Sul

encontro

Relato da Trincheira 5 – Ocupar, Ocupar, Ocupar

Nova música de luta na festa da Ocupação

Jardim da União

Este mundo não tem dono
Isso o povo já sabia
Se tivesse dono o mundo
Nele o dono moraria
Como é mundo sem dono
Não aceito hierarquia
Eu não mando neste mundo
Nem no meu vai ter chefia
Ocupar, Ocupar, Ocupar
Ocupar, Ocupar, Ocupar

Quarto relato da trincheira

Ocupação Jardim da União na construção do poder popular

Terceiro Relato da Trincheira

Ocupação Jardim da União – na voz e na lente das crianças

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Convite: Aniversário da Ocupação Jardim da União

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Ocupação e a Construção do Poder Popular

Relatos da Trincheira – Jd da União

Publicaremos uma série de pequenos vídeos com depoimentos de moradores da Ocupação Jardim da União, para refletirmos sobre a luta direta por moradia nas ocupações, em conjunto com o processo de auto-organização do povo, que faz de cada dimensão da vida cotidiana uma trincheira da luta por sua libertação. 

Segue aí o primeiro vídeo desta série. Todo Poder ao Povo!

Sexta Feira de luta e organização em MARSILAC

1545604_287879454708304_5376093901387055296_nNessa ultima sexta feira (11/04), o povo da Ponte Seca, Ponte Alta e do Mambu, no Distrito de Marsilac, Extremo sul de São Paulo, mostrou que as pessoas que residem nesses bairros não estão para brincadeira. Elas se uniram e fizeram uma Linha Popular, realizando o transporte gratuito de muitos moradores que sem ela andariam 14 km para chegar à Unidade de Saúde (UBS).

Cansados de tanta enrolação do poder publico para implantar duas10151165_287879461374970_2963443503469591837_n linhas (Mambu-Marsilca e Reserva-Embura), reivindicação antiga na região, organizaram um ato alugando uma Van para realizar o trajeto Mambu-Marsilac com tarifa zero. Essa iniciativa tem o objetivo de provar que a implantação da linha é possível e que os moradores não aguentam mais tanto descaso do poder publico, que nunca atende essa importante reivindicação.

Todo Poder ao Povo!

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